Direito Civil II
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Direito Civil II


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Obrigação de Restituição por Enriquecimento sem Causa 
Interesse do credor na devolução de bens do devedor que este tenha obtido à custa de bens (direitos da personalidade, reais do credor).
Restituir, devolver acréscimo patrimonial indevidamente conseguido.
Relações Obrigacionais Stricto Sensu
Decorrem do sistema geral de direito privado, CC e leis extravagantes.
Dois ou mais sujeitos \u2013 particulares empresários, pessoas jurídicas.
Relações Obrigacionais de Consumo 
Regidas pelo CDC.
Conceito de Direito de Obrigações
É o complexo de normas que regem as relações jurídicas de ordem patrimonial que têm por objeto prestações de um sujeito em proveito de outro. O direito obrigacional compreende as relações jurídicas que constituem projeções da autonomia privada na esfera patrimonial.
É o vínculo jurídico que confere ao credor (sujeito ativo) o direito de exigir do devedor (sujeito passivo) o cumprimento de determinada prestação. 
Finalidade
Fornecer subsídios ao credor para exigir do devedor o cumprimento da prestação.
Regrar os comportamentos humanos, proporcionando a vida em sociedade.
Origem das Obrigações
Lei
Contrato
Ato ilícito
Declaração Unilateral de Vontade
Há uma doutrina que diz que na verdade as fontes são os fatos jurídicos lato sensu, as outras fontes seriam expressões formais desses fatos (Clóvis do Couto e Silva e Fernando Noronha).
Importância: O Direito das Obrigações (DO) tem grande influência na vida econômica em razão da notável frequência das relações jurídicas obrigacionais na sociedade, desde a compra de matérias-primas, produção, compra e venda de produtos e circulação de bens.
CARACTERÍSTICAS
Tem por objetos direitos de natureza pessoal que estabelecem vínculos jurídicos entre credores e devedores.
A tipificação legal não se esgota (numerus apertus) que apertus significando ilimitado (também pode ser descoberto, sem cobertura). Estende-se a todas as atividades que tenham interesse patrimonial.
Novas situações podem ser reconhecidas como geradoras de obrigação.
São direitos relativos, que se dirigem a pessoas determinadas, onde credor e devedor, são conhecidos, interpartes.
São direitos a uma prestação positiva (dar ou fazer) ou negativa (não fazer).
Patrimonialidade do direito, podendo não haver conotação patrimonial.
DIFERENÇAS ENTRE DIREITOS REAIS E PESSOAIS
REAL \u2013 é o poder direto e imediato exercido por uma pessoa sobre uma coisa com exclusividade e contra todos. São elementos da relação jurídica o sujeito, a coisa e o poder que o sujeito ativo exerce sobre a coisa.
Considera-se o sujeito passivo toda a coletividade, que tem o dever de abstenção. 
PESSOAL \u2013 É a relação envolvendo no mínimo duas pessoas, sujeito ativo e passivo, tendo por objeto o cumprimento de uma prestação, que o segundo deve ao primeiro. É o direito que tem determinada pessoa. 
Texto interessante, da internet:
\u201cA diferença entre direito real e direito pessoal, é que os direitos reais são normatizados pelo direito das coisas e os direitos pessoais pelo direito das obrigações\u201d. 
\u201cDireito real é poder imediato do titular sobre a coisa objeto do direito sem intermediação, não há sujeito passivo nesta relação, que se pode estabelecer sobre coisas corpóreas e incorpóreas. A propriedade é o mais amplo ápice dos direitos reais\u201d. 
No direito pessoal aparecem sempre dois sujeitos credor e devedor. 
O direito real é a coisa tomada em si mesma e o direito pessoal é uma obrigação de fazer, ou de não fazer ou ainda uma obrigação de dar coisa certa. 
O direito na coisa própria é a propriedade e o direito na coisa alheia, também conhecidos como limitados são: as servidões; o uso; o usufruto; a habitação; as rendas constituídas sobre imóveis; a promessa irretratável de venda; o penhor; a anticrese; a hipoteca; e a concessão de uso.\u201d
fonte: ULBRA --- DIREITO CIVIL VII \u2013 COISAS Prof.: ROMEO A. NEDEL
Disponível em: 
http://guaiba.ulbra.tche.br/direito/romeo/dc7_conteudo.rtf
No direito real o sujeito passivo é indeterminado até o momento em que ocorre a lesão ao direito.
ART. 257 \u2013 258
São compostos pela multiplicidade de sujeitos, passivo ou ativo.
As partes se satisfazem pela divisão.
Exceção: solidariedade e individualidade (art. 258) Cada um responde pela sua cota, quando o bem for indivisível.
Art. 259 \u2013 bem indivisível \u2013 relação com o credor está satisfeita, mas resta agora uma obrigação entre o devedor de pagar e o outro.
Art. 260 \u2013 III \u2013 desde que outros credores estejam cientes.
Art. 261 \u2013 Dois credores, e um recebe \u2013 quem não recebe tem o direito de exigir a sua parte.
Art. 262 \u2013 Os outros podem exigir a sua parte, destacada da parte que abriu mão.
Art. 263 \u2013 Com perdas e danos.
§ 2º \u2013 encarregado somente das perdas e danos e não da obrigação.
Obrigações Solidárias
Art. 264 \u2013 Se há divisão.
Art. 265 \u2013 resulta da lei e não da vontade das partes.
O objeto deverá ser exigido por inteiro.
A obrigação é única mas pode haver pluralidade de sujeitos.
Cada devedor responde pelo todo, e não por uma cota.
Solidariedade não se presume (princípio da inexistência de solidariedade presumida), art. 265.
Obrigações Alternativas:
Há escolha por parte do devedor, dentro do seu interesse, sobre o modo como vai saciar sua obrigação.
§3º Não havendo acordo entre as partes, a escolha cabe a um juiz.
Obrigações Facultativas
Conforme o objeto \u2013 faculta-se ao devedor uma outra modalidade para cumprir a obrigação.
29/3 \u2013 questionário.
30/3 \u2013 respostas ao questionário.
faltam algumas aulas
Espécies de Obrigações
Obrigação de dar
Coisa certa
Restituição
Coisa incerta
Se a coisa se perdeu sem culpa não caberá perdas e danos. Só cabem perdas e danos quando já recebeu o valor e ocorreu o não cumprimento da obrigação.
Tradição é a entrega da mercadoria. Eu não posso exigir a coisa, só a restituição das perdas e danos. O professor acha que o juiz pode obrigar a entrega da coisa, não forçadamente mas pode estipular uma multa, enquanto não entregar, fica corendo a multa. Isso é mais comum nas obrigações de fazer. A multa é até que a pessoa entregue o bem. No de restituir, o credor é o proprietário da coisa. O juiz manda o oficial de justiça. Na obrigação de restituir eu posso pedir em juízo que o oficial de justiça vá pedir a própria coisa. Na obrigação de entregar não posso. O autor acha que é perdas e danos e é isso mesmo. 
Ver art. 1233 CC: Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor.
Obrigação de dar coisa incerta. 
Art. 243. A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade.
Concentração: Prevista no artigo 244 (Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não poderá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor.), é o processo de escolher pela média da qualidade. Ver art. 246 (Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.) 
Antes da concentração é impossível o objeto da prestação de entregar a coisa se perder. Porque a coisa era incerta. O gênero nunca perece. A obrigação de fazer se consubstancia na prestação de um serviço. Exemplo: Dar aula, extrair um dente...
Se a obrigação é fungível, não interessa quem é que vai prestá-la. Se eu quero um quadro, que já existe, é obrigação de dar, Quando quer que pinte é obrigação de fazer. Se o contrato é em razão da pessoa, é infungível. Eu não posso ser obrigado a fazer manu militari mas posso sofrer coerção mas não coação. 
3. Obrigação de não fazer
A prestação se consubstancia numa omissão. Exemplo: A convenção de condomínio estipula que eu não posso ter animais em casa. É obrigação de não fazer. Obrigação de não fazer barulho. A obrigação de não fazer pode ter uma limitação temporal. Exemplo:
Juiz não pode exercer advocacia por tantos anos na mesma comarca. Violou a obrigação: não tem como ser desfeito. 
Propter rem: Caso em que embora a obrigação