ATPS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
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ATPS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


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UNIVERSIDADE ANHANGUERA \u2013 UNIDERP
Ciências Contábeis
ESTRUTURA E ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Professor EAD: Wagner Luiz Villalva
Tutor Presencial: 
INTRODUÇÃO
O objetivo desta atividade complementar (ATPS), consiste na aplicação das técnicas de análise financeiro-econômica para a elaboração de um parecer sobre a saúde patrimonial da empresa analisada.
Desta forma cada etapa desenvolvida proporcionará os instrumentos necessários para atingirmos o objetivo proposto. Na primeira etapa, apresentaremos a necessidade da Análise Vertical e da Análise Horizontal como auxílio na tomada de decisão, bem como interpretaremos as variações ocorridas apuradas nesta elaboração. Na segunda etapa, demonstraremos a necessidade e a função dos índices econômicos e financeiros para obtermos uma visão transparente da empresa estudada. Nesta terceira etapa, utilizaremos o método DUPONT e o termômetro de insolvência para a elaboração de projeto de viabilidade econômica para a empresa em foco, bem como prever possível falência ou tendência para a mesma. Na última etapa, serão utilizados os conceitos básicos da preparação do Fluxo de Caixa e as tendências gerenciais do demonstrativo, na empresa analisada.
ETAPA 01: ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL
A Análise Vertical e a Análise Horizontal fundamentam- se no estudo de tendências. A Análise Vertical serve para mostrar a importância de cada conta dentro da demonstração financeira e através de comparações é possível saber se ela está dentro ou fora dos padrões usuais. Já a Análise Horizontal mede a evolução de uma conta ao longo de dois ou mais exercícios, permitindo assim uma ideia de tendências futuras. Vejamos as tabelas:
Tabela 01: Análise Vertical da DRE das Indústrias Romi S. A.
 Fonte- O autor
 Tabela 02: Análise Horizontal da DRE das Indústrias Romi S. A
Fonte: O Autor
Tabela 03: Análise Vertical do Balanço Patrimonial das Indústrias Romi S.A.
Fonte: O Autor
Fonte: O Autor
Tabela 04: Análise Horizontal do Balanço Patrimonial das Indústrias Romi S.A.
Fonte: O Autor
Fonte: O Autor
Observando as tabelas apresentadas acima, sobre as Demonstrações Financeiras da Indústria Romi S.A., podemos considerar que:
No ano de 2007 a receita de vendas da referida empresa era de R$ 761.156.000,00, em 2008 esse total passou para R$ 836.625.000,00, aumentando significativamente em 9,92%. Ao mesmo tempo, o custo com as vendas aumentou em 15,74% comparado com o exercício anterior, representando 49,79% do total das receitas. Gerando um impacto negativo na margem bruta que diminuiu sua representação em relação ao montante da receita de vendas em 2,33%. Ou seja, embora o lucro bruto tenha se elevado monetariamente (passando de R$ 272.085.000,00 para R$ 279.574.000,00), quando comparado à receita, apresenta redução em sua participação proporcional de (35,75% para 33,42%).
Podemos dizer também, que embora as vendas da empresa tenham aumentado, o lucro líquido diminuiu quase que na mesma proporção, 9,07%, passando a representar apenas 13,5% dos 16,32% que representava em 2007. Isso se explica pelo aumento do gasto com as despesas operacionais que comparada ao exercício anterior aumentaram 15,64%.
Em relação ao Balanço Patrimonial, ao analisarmos o grupo do Ativo Circulante observamos que apesar da participação ter caído de 58,64% para 53,33% (pela análise vertical) o seu valor absoluto aumentou em 12,71% (pela análise horizontal). 
Outro ponto interessante é que dentro do grupo dos ativos circulantes o maior aumento está na conta Outros com 108,31%, mas ela se torna inexpressiva quando, através da análise vertical, vemos que a conta representa apenas 0,44% do total do ativo.
Observamos também, que a maior parte dos recursos da empresa vem de financiamentos (principalmente do Finame fabricante em longo prazo \u2013 27,26%) enquanto que a maior aplicação está nos valores a receber a longo e curto prazo (18,45% e 28,83%, respectivamente), seguido pela conta estoque (17,16%).
ETAPA 02: FUNÇÃO DOS ÍNDICES ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Nesta etapa desenvolveremos cálculos de índices financeiros, onde através dos mesmos conseguimos identificar o desempenho econômico-financeiro de uma empresa, os cálculos consistem na relação de contas ou grupo de contas das Demonstrações Financeiras, a empresa analisada é INDÚSTRIAS ROMI S/A (BP 2008).
Através do uso dos índices conseguimos produzir informações para tomada de decisões, neste trabalho vamos utilizar os índices mencionados abaixo:
Estrutura de Capital, na qual estão inseridos os índices: Composição do endividamento, Participação de capitais de terceiros, Imobilização do Patrimônio Líquido e Imobilização dos recursos não correntes.
1. Estrutura de Capital
Analisa como está a estrutura do capital da instituição, ou seja, a composição do endividamento a curto e longo prazo. 
1.1. Participação de Capitais de Terceiros
Indica o grau da participação do capital de terceiros referente ao total do capital próprio inserido no negócio, também conhecida como grau de endividamento.
1.2. Composição do endividamento
Indica o percentual do endividamento em curto prazo e são representadas pelo Passivo Circulante, quanto menor for melhor.
1.3. Imobilização do Patrimônio Líquido
Indica o percentual comprometido do capital próprio no investimento, ou seja, o valor que o acionista investiu na empresa, representado pelo Patrimônio Líquido, quanto menor, melhor.
1.4. Imobilização dos Recursos não Correntes
Indica o percentual dos recursos não Correntes na aquisição de investimentos, Imobilizado e intangível, nesse grupo estão as contas de longo prazo, quanto menor for esse índice, melhor.
2. Liquidez
Indica a situação da empresa a curto (Liquidez Seca), médio (Liquidez Corrente) e longo prazo (Liquidez Geral) avaliando a capacidade da empresa mediante as suas obrigações.
2.1. Liquidez Seca
Considera todas as contas que venham a ser convertidas em dinheiro com facilidade, o estoque é excluído do índice porque elimina algumas variáveis na qual pode comprometer o resultado.
2.2. Liquidez Corrente
Indica a capacidade da empresa de cumprir com suas obrigações em médio prazo. Quanto mais alto for esse índice, mais tranquilidade a empresa terá para gerenciar o Fluxo de Caixa, equilibrando e se fortalecendo financeiramente.
2.3. Liquidez Geral
Indica a capacidade de pagamento das dívidas em longo prazo, com o resultado conseguimos apurar quanto a empresa tem de bens e direitos a cada R$ 1,00 de dívida, porém não é válido para curto prazo. Quanto maior o indicador, melhor.
3. Rentabilidade
Apresenta formas de cálculos da rentabilidade dos capitais empregados na empresa. Evidencia os resultados empresariais do sucesso ou insucesso, esses índices são calculados com base nas receitas Líquidas, caso não seja, é necessário fazer as deduções referente às vendas (abatimentos, devoluções).
3.1. Giro do Ativo
Indica a eficiência com a qual a empresa usa os Ativos para gerar vendas, o mesmo se relaciona com o tipo de retorno da empresa.
3.2. Margem Líquida
Indica o quanto à empresa obteve de lucro Líquido referente à receita Líquida, demonstra o sucesso da empresa referente à lucratividade sobre as vendas.
3.3. Rentabilidade do Ativo
Indica o quanto à empresa conseguiu rentabilizar o seu Ativo, demonstra qual foi o Lucro Líquido referente ao Ativo Total, demonstra o quanto a empresa foi rentável em relação aos seus recursos.
3.4. Rentabilidade do Patrimônio Líquido
Mostra a rentabilidade do Capital aplicado na empresa pelos sócios (acionistas), além da taxa de rendimento do Capital próprio, verifica-se a rentabilidade o quanto o capital está sendo remunerado pelo lucro, o quanto se ganha sobre ele.
4. Dependência Bancária
Avalia-se o nível de dependência bancária da empresa, ou seja, o endividamento da instituição em percentual