ATPS CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA
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ATPS CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA


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dos adicionais que o empregado pode receber são:
Salários
Abonos
Adicional de insalubridade
Adicional de periculosidade
Gorjetas/gratificações
13º salário
Salário habitação/ alimentação
Hora extras
Adicional noturno.
 	Além dos adicionais existem também os descontos na folha de pagamento. Os impostos e as contribuições são obrigatórios por lei e podem ser descontados do empregado sem autorização. Os mais recorrentes são INSS, IRRF, contribuição sindical e contribuição assistencial. A empresa também paga o seu INSS patronal cuja alíquota pode chegar a 28%, além do FGTS que é recolhido mensalmente, representando para a empresa uma despesa de 8% sobre o valor bruto da folha de pagamento.
Ao decorrer desta etapa apresentaremos, conceitos mais específicos a respeito principais adicionais e descontos que formam a folha de pagamento.
INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE, HORAS EXTRAS, ADICIONAL NOTURNO, VALE TRANSPORTE E SALÁRIO-FAMÍLIA.
INSALUBRIDADE: Segundo o Art. 189 da CLT: São consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. 
A eliminação ou neutralização da insalubridade ocorrerá:
Com a adoção de medidas que conservem o ambiente do trabalho dentro dos limites de tolerância;
Com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo aos limites de tolerância; 
O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidas pelo ministério do trabalho, assegura a percepção de adicional de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento), sobre o salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos graus máximos, médio e mínimo, respectivamente, conforme prevê o art.192 da CLT. A caracterização destes graus é feita através da pericia, a cargo de médico ou de engenheiro do trabalho, segundo as normas do MTE.
Então, entendemos que insalubridade segundo a CLT, abrange todos os riscos físicos, químicos e biológicos existentes no ambiente de trabalho, e são capazes de causarem doenças graves devido ao tempo de exposição à esses riscos.
PERICULOSIDADE: Segundo Lei nº 12.740, de 8 de dezembro de 2012, regulamentação aprovada pelo ministério do trabalho, que altera o Art. 193 da CLT: São consideradas atividades ou operações perigosas, aqueles que, por sua natureza ou métodos do trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.
Vale ressaltar que, segundo artigo publicado por Fabiano Cavalcanti (disponível em: http://www.fonosp.org.br/publicar/conteudo.php?id=549), líquido inflamável é todo aquele que possui ponto de fulgor inferior a 70ºc e pressão de vapor que não exceda 2,8kg/cm² absoluta 37,7ºc e explosivos são substancias capazes de rapidamente se transformarem em gases, produzido calor intenso e pressões elevadas.
O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. 
Deve- se considerar que um trabalhador desenvolve uma atividade perigosa quando esta causa risco a sua vida ou a incolumidade física. Segundo a legislação o adicional de periculosidade, também é um direito constitucional, previsto, atualmente, no art.7º, inciso XXIII de nossa Constituição Federal. Onde temos: 
 \u201cAdicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; Em nossa CLT, o adicional de periculosidade também encontra previsão legal, sobretudo em seu capítulo v (da segurança e medicina do trabalho), que na SEÇÃOXIII, trata das atividades insalubres ou perigosas, artigos 193. Para finalizar como acontece com o adicional de insalubridade, a caracterização da periculosidade deverá ser feita por intermédio de perícia técnica, elaborada por médico ou engenheiro do trabalho, que através de um laudo técnico irá declarar se aquela categoria ou mesmo, aquele determinado empregado que, pleiteia este direito, se enquadra nos requisitos definidos pela a lei para a caracterização da atividade perigosa e por consequência, se tem direito ao recebimento do respectivo adicional.\u201d
(Constituição Federal, Artigo 7º, inciso XXIII)
HORAS EXTRAS: O Art. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) diz que: A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho.
Já a Constituição Federal estabelece em seu art. 7º, Inciso XVI, que o valor do trabalho em horas extras deve ser acrescido de no mínimo mais 50%. Sendo que é comum os acordos ou convenções coletivas tratarem das horas extras, bem como definirem percentuais superiores ao constante na Constituição Federal.
ADICIONAL NOTURNO: ACLT traz em seu Art. 73 que o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20%, pelo menos, sobre a hora diurna. O § 2º diz que se considera noturno o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.
VALE TRANSPORTE: É fundamentado na LEI Nº 7.418, DE 16 DE DEZEMBRO DE 1985 que em seu Art. 1º dispõe: o empregador, pessoa física ou jurídica, antecipará ao empregado para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa, através do sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou interestadual com características semelhantes aos urbanos, geridos diretamente ou mediante concessão ou permissão de linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente, excluídos os serviços seletivos e os especiais. (Redação dada pela Lei nº 7.619, de 30.9.1987).
Ou seja, é uma obrigação do empregador a todo empregado que o solicitar, no sentido de prover o seu deslocamento da residência para o trabalho e vice-versa. Para isso o empregado disporá de 6% de seu salário-base.
SALÁRIO-FAMÍLIA: Regulamentado pela LEI Nº 4.266, DE 3 DE OUTUBRO DE 1963. Art. 1º. O salário-familia, instituído por esta lei, será devido, pelas empresas vinculadas à Previdência Social, a todo empregado, como tal definido na Consolidação das Leis do Trabalho, qualquer que seja o valor e a forma de sua remuneração, e na proporção do respectivo número de filhos.
De acordo com a Portaria Interministerial MPS/MF nº 15, de 10 de janeiro de 2013 valor do salário-família será de R$ 33,16, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem ganhar até R$ 646,55. Para o trabalhador que receber de R$ 646,55 até R$ 971,78, o valor do salário-família por filho de até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade será de R$ 23,36.
Conceitos Previdencia Social, Imposto De Renda, Fgts, Contribuição Confederativa, Contribuição Sindical, Faltas E Pensão Alimentícia
 (A) CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA \u2013 INSS: A Previdência Social é um seguro que garante uma aposentadoria ao contribuinte quando ele parar de trabalhar. Para ter direito a esse benefício, o trabalhador deve pagar uma contribuição mensal durante um determinado período ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 
O INSS é a contribuição devida a Previdência Social, por todo empregado inclusive o doméstico, os percentuais variam conforme o salário de contribuição, limitado a um teto máximo, podendo ser de 8%, 9% e 11% (em tabela definida pelo o INSS). Observação: Devido a CPMF as alíquotas vigentes (atualmente) são de 7,65%, 8,65%,9% ou 11%. A redução das alíquotas deve ser aplicada para salário-de-contribuição de até03 salários Mínimos.
b) - IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE \u2013 IRRF: O IRRF é um imposto administrado pela Receita Federal do Brasil, índice sobre os salários e deve ser retido, ou descontado em folha. 
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