Distribuição De Energia Eletrotecnica
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Distribuição De Energia Eletrotecnica


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padronização; flexibilidade em casos de manutenção ou
emergência; tensão de alimentação; desempenho apresentado; condições de
carregamento e de níveis de tensão da rede primária, e subestações
remanescentes.
MÓDULO DE TRANSFORMAÇÃO E ARRANJO. Dois fatores são importantes na
decisão sobre a escolha dos módulos de transformação das subestações, quais
sejam: densidade de carga atual e prevista e a filosofia empregada para
atendimento em emergência. A escolha entre a utilização de socorro com recursos
da própria subestação ou de subestações adjacentes influi decisivamente na
capacidade transformadora a instalar. Os arranjos dos barramentos da subestação
dependem da confiabilidade requerida pela carga.
A necessidade de maior ou menor tempo no restabelecimento da subestação
determinará o grau de sofisticação dos equipamentos de proteção e seccionamento.
Deve-se julgar a importância e o tipo de carga a suprir e escolher, entre os diversos
arranjos existentes, o mais adequado às necessidades dos consumidores.
O número de circuito determina a opção entre saída aérea ou subterrânea.
Freqüentemente, torna-se impraticável a opção por saídas aéreas acima de um certo
limite devido ao congestionamento de cabos.
LOCALIZAÇÃO: Os fatores que devem ser levados em conta na localização
das subestações são: custo e facilidade de acesso para as linhas de
subtransmissão; custo e facilidade de conexão com os alimentadores de distribuição
já existentes; limites de tensão e corrente, que podem afetar o número e os custos
dos alimentadores necessários para a alimentação de uma determinada área;
possibilidade de transferência de carga para outras subestações em condições de
emergência, ou quando do crescimento da carga; custo e disponibilidade de terrenos
próximos ao local desejado, assim como restrições devido a eventuais leis de
zoneamento.
Cabe frisar que, preferencialmente, a subestação deverá localizar-se no
centro de carga, considerando-se o crescimento e aparecimento de novas cargas.
No caso específico de várias localidades atendidas por uma única
subestação, esta deverá ser implantada junto a uma das localidades, o mais próximo
possível do centro de carga, visando às facilidades de operação e manutenção.
SUBTRANSMISSÃO
Sempre que possível, as linhas de subtransmissão devem ser aéreas, por
questões de economia. A subtransmissão subterrânea é, normalmente, utilizada em
regiões densamente edificadas, o que torna, por vezes, inexeqüível a construção de
linhas aéreas.
As linhas radiais com um único circuito são, costumeiramente, utilizadas para
atender as áreas de baixa densidade de carga.
As linhas de subtransmissão com mais de um circuito, desde que cada
circuito seja dimensionado para suportar toda a carga, são utilizadas em áreas onde
um maior nível de confiabilidade é exigido.
D E E \u2013 DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA \u2013 CONSIDERAÇÕES BÁSICAS DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA
ELÉTRICA \u2013 C 8
As linhas de subtransmissão em anel são construídas na periferia de grandes
centros urbanos, onde segurança e confiabilidade predominam sobre os custos. O
anel tem diversos pontos de conexão com subestações supridoras e supridas, e os
sistemas de seccionamento e proteção normalmente permitem a alimentação
ininterrupta das SE supridas, mesmo quando da ocorrência de defeitos do anel.
As alternativas formuladas deverão atender aos requisitos de qualidade de
serviço em todo o horizonte de planejamento. A análise técnica visa à verificação
das condições desse atendimento, e à detectação de possíveis modificações
futuras, que possam resultar em novos investimentos. As alternativas que não se
mostrarem viáveis tecnicamente são eliminadas.
Após a seleção técnica, faz-se a análise econômica, que consta do
levantamento de todos os custos e investimentos associados às alternativas ao
longo do tempo, e da determinação do seu valor total.
Como estes investimentos e custos ocorrem em datas diferentes, utilizam-se
técnicas de Engenharia Econômica, objetivando-se referenciá-los a uma mesma
data e que depois são computados, de forma a se obter o valor final de cada
alternativa.
ANÁLISE TÉCNICA
Esta análise consiste no cálculo da queda de tensão, da confiabilidade e do
carregamento dos condutores e equipamentos, através da simulação das condições
operativas do sistema elétrico, previsto em cada alternativa, para atendimento às
cargas futuras, ano a ano, dentro do horizonte de planejamento.
Os valores de tensão resultantes são comparados com os limites de variação
de tensão fixadas anteriormente.
Na análise da confiabilidade, calculam-se os índices de duração e frequência
de interrupção, comparando-se, então, com os valores pré-estabelecidos.
Adicionalmente, faz-se uma análise individualizada, para verificação da qualidade do
atendimento aos consumidores especiais.
O carregamento dos condutores e equipamentos é um fator que determina o
esgotamento da capacidade da alternativa, sendo, portanto, importante determiná-lo
anualmente.
Quando os valores de tensão, confiabilidade e carregamento não atendem às
metas prefixadas, são previstas medidas corretivas, como: instalação de
equipamentos de regulação de tensão, proteção ou seccionamento, troca de
condutores, construção de novos alimentadores ou subestações, etc, medidas que
são incorporadas às obras básicas da alternativa para posterior avaliação
econômica.
ANÁLISE ECONÔMICA
O problema da análise econômica nos sistemas de distribuição é bastante
complexo e foge um pouco de uma análise econômica tradicional, principalmente
devido ao modelo adotado para o setor elétrico. Um estudo econômico tradicional é
feito, levando-se em conta as entradas e as saídas de caixa e, no presente caso, as
entradas só podem ser consideradas para o sistema elétrico global, não tendo
sentido considerá-las apenas para um segmento do sistema.
A opção para análise econômica em distribuição, recaiu em uma metodologia
simplificada, que permite comparar, de maneira aceitável, os custos das diversas
alternativas. Consideram-se duas parcelas que, somadas ao valor dos
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ELÉTRICA \u2013 C 9
investimentos, constituirão o custo de cada alternativa, a saber: custo de operação e
manutenção; custo das perdas
PLANO GERAL DE OBRAS (PGO)
Os objetivos básicos do PGO são a administração racional dos programas de
investimento e a simplificação dos procedimentos de aprovação e abastecimento
das obras do sistema de distribuição, tomando com ponto de partida os
planejamentos sistemáticos de obras e os recursos de cada área.
A elaboração do PGO segue normalmente a seguinte seqüência:
- DEFINIÇÃO DA OBRAS NECESSÁRIAS E RESPECTIVOS ORÇAMENTOS.
São definidas as obras necessárias ao atendimento do mercado previsto,
abrangendo, normalmente, a definição da espinha dorsal do sistema elétrico,
compreendendo construção ou ampliação de linhas de subransmissão,
subestações e alimentadores primários. São também definidas as áreas cujos
sistemas elétricos serão convertidos em subterrâneos ou que se beneficiarão
com reformas gerais de rede. O período abrangido pelo PGO varia de 5 a 10
anos, sendo que, para os primeiros anos, é apresentado de maneira mais
detalhada
- CLASSIFICAÇÃO E CODIFICAÇÃO DAS OBRAS OU ITENS DE
INVESTIMENTO. As obras (itens de investimento) devem ser classificadas de
acordo com a natureza do serviço; componente do sistema. Os itens de
investimento encontram-se usualmente divididos em duas categorias: itens gerais
e itens específicos. Os itens gerais compreendem agrupamentos de pequenas
obras de natureza repetitiva, na maioria previstas e planejadas individualmente e
a sua execução é, em geral, iniciada e concluída dentro do prazo de doze meses
em condições normais. Os itens específicos compreendem obras de vulto, com
modificações radicais do sistemas existentes que, por qualquer razão,