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Apesar de todas as críticas,
há de admitir-se que boas
simulações, criteriosamente
produzidas, existem e que os
professores guardam uma
expectativa muito grande do
potencial de suas utilizações
Possibilidades e limitações das simulações computacionais no Ensino da Física
58 Coleção Explorando o Ensino, v. 7 - Física
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59Ensino da Óptica na perspectiva de compreender a luz e a visão
Introdução
Odesenvolvimento de um grande número depesquisas sobre as formas alternativas deconceber os conceitos da Física trouxe uma
questão subseqüente ao se tentar levar para o ensino em
sala de aula as informações encontradas. Aproveitar os
testes e questionários utilizados pelos pesquisadores para
aplicar com os alunos e evidenciar os mesmos modos de
pensar já encontrados foi um trabalho pedagógico in-
teressante e que sem dúvida serviu para que os profes-
sores tomassem consciência da existência desses modelos
alternativos, mas o professor na sala de aula precisa mais
do que isso: o que fazer com sua conduta pedagógica
para obter a aprendizagem significativa e cientificamente
correta dos seus alunos?
Dizendo de outro modo, o que pode mudar efetiva-
mente no ensino, sabendo que os erros não representam
apenas uma dificuldade pontual em relação ao modelo
físico, mas que eles têm uma origem que pode ser atri-
buída a um modelo alternativo (espontâneo ou de senso
comum) da teoria física? Nesse sentido o erro não é sim-
plesmente uma digressão [1], mas um conflito de duas
teorias, mais profundo e fundamental.
O conhecimento de quadros das concepções de senso
comum, abundantemente espalhadas na literatura [6-
8] por parte do professor, não é suficiente se ele continuar
a tratar como erros (e indesejáveis) as respostas espon-
tâneas que não se ajustam aos modelos científicos estabe-
lecidos.
Parece que o sucesso de uma mudança conceitual
com o trabalho em sala de aula dependerá do apoio de
uma concepção de aprendizagem adequadamente utili-
zada e concretizada nas atividades específicas e na con-
duta do professor na sua interação com os estudantes.
Apresentamos neste trabalho a estrutura de
um curso que procura se basear nas concepções
espontâneas dos alunos sobre luz e visão, para
tentar promover o ensino dos temas da óptica
geométrica de forma mais coerente e signifi-
cativa. O próprio desenvolvimento do curso
contém aspectos de pesquisa, coletando nas
expressões dos alunos suas idéias de senso
comum. Destacamos algumas atividades que
têm por objetivo proporcionar aos estudantes
oportunidades para confrontarem suas idéias
e expectativas com uma situação prática, crian-
do contextos para a construção dos conceitos
científicos (publicado originalmente no Cader-
no Catarinense de Ensino de Física v. 18, n. 1,
p. 26-49 (2001)).
José Paulo Gircoreano
E.E. Profa Apparecida Rahal
Jesuína Lopes de Almeida Pacca
Instituto de Física - USP
São Paulo - SP
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60 Coleção Explorando o Ensino, v. 7 - Física
Adotando uma concepção construtivista da aprendizagem, os indivíduos aplicam seus mode-
los disponíveis para resolver os problemas com que se deparam; tais modelos são mais amplos e
completos do que mostram numa simples aplicação à resolução de um problema. A resposta
certa ou errada tem como suporte uma estrutura, uma rede de relações que dificilmente é explicitada
e que não pode ser imediatamente reconhecida na sua aplicação local e particular. Aceito isso, a
eliminação de um erro