Kapanji - volume 2

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Emborasempreseja viável detectarum
déficitde flexãodiferenciandoo graude fle-
xãoatingidoe a amplitudeda flexãomáxima
(160°),ou também,comprovandoa distância
calcanhar/nádega,o déficit deextensãosede-
terminaporum ângulonegativo,porexemplo
- 60°:esteé o quesemedeentrea posiçãode
extensãopassivamáximae a retitude.Desta
forma,na figura2-13tambémpodemosdizer
quea pernaesquerdaestáflexionadaa 120°,
ou, se nãopodeatingirumaextensãomaior,
que apresentaum déficit de extensão de
-120°.
Fig.2-9
Fig.2-14
2.MEMBRO INFERIOR 81
Fig.2-10
Fig.2-13
82 FISIOLOGIAARTICULAR
A ROTAÇÃO AXIAL DO JOELHO
Rotaçãoda perna ao redor do seueixo
longitudinal:estemovimentosópodeserreali-
zadocomo joelhoflexionado,enquantocomo
joelhoestendidoo bloqueioarticularuneatíbia
como fêmur.
Paramedira rotaçãoaxialativa,devemos
flexionaro joelhoemânguloreto,o indivíduo
sentadocomaspernaspenduradasparaforada
mesadeexame(fig.2-15):aflexãodojoelhoex-
cluiarotaçãodoquadril.Naposiçãodereferên-
cia,apontadopésedirigeligeiramenteparafo-
ra(verpág.84).
A rotaçãointerna(fig.2-16)levaa ponta
dopéparadentroeintervém,deformaimportan-
te,nomovimentodeaduçãodopé(verpág.160).
A rotaçãoexterna(fig.2-19)levaaponta
do péparafora e tambémintervémno movi-
mentodeabduçãodopé.
ParaFick, a rotaçãoexternaé de40°com
relaçãoaos30°derotaçãointerna.Estaamplitu-
devariacomo graudeflexão,vistoque,segun-
doesteautor,arotaçãoexternaéde32°quando
o joelhoestáflexionadoa 30°e de42°quando
estáflexionadoemânguloreto.
A medidadarotaçãoaxialpassivaserea-
lizacomo indivíduoemdecúbitoprono,como
joelhoflexionadoemânguloreto:o examina-
dorsegurao pécomasduasmãose o gira,le-
vandoa suapontaparafora(fig. 2-18)e para
dentro(fig. 2-19).Comoé deseesperar,esta
rotaçãopassivaé umpoucomaisamplaquea
rotaçãoativa.
Finalmente,existeumarotaçãoaxial de-
nominada"automática",vistoqueestá,inevi-
távele involuntariamente,ligadaaosmovimen-
tosdeflexão-extensão.Ocorre,principalmente.
nosúltimosgrausdeextensãoou no início da
flexão.Quandoojoelhoseestende,o péé leva-
doparaa rotaçãoextema(fig.2-20);seindica
umasimplesregramnemotécnicaparalembrar
estaassociação:EXTensãoe rotaçãoEXTerna.
Demaneirainversa,quandoojoelhoestáflexio-
nadoapernagiraemrotaçãointerna(fig.2-21).
O mesmomovimentoserealizaquando,aodo-
braraspernassobreo corpo,apontadopééle-
vadaparadentro.Estaposturatambémcorres-
pondeà posiçãofetal.
Mais adiantevamosestudaro mecanismo
destarotaçãoautomática.
82 FISIOLOGIA ARTICULAR
A ROTAÇÃO AXIAL DO JOELHO
Rotaçãoda perna ao redor do seueixo
longitudinal:estemovimentosópodeserreali-
zadocomo joelhoflexionado,enquantocomo
joelhoestendidoo bloqueioarticularuneatíbia
como fêmur.
Paramedira rotaçãoaxialativa,devemos
flexionaro joelhoemânguloreto,o indivíduo
sentadocomaspernaspenduradasparaforada
mesadeexame(fig.2-15):aflexãodojoelhoex-
cluiarotaçãodoquadril.Naposiçãodereferên-
cia,apontadopésedirigeligeiramenteparafo-
ra(verpág.84).
A rotaçãointerna(fig.2-16)levaa ponta
dopéparadentroeintervém,deformaimportan-
te,nomovimentodeaduçãodopé(verpág.160).
A rotaçãoexterna(fig.2-19)levaaponta
do péparafora e tambémintervémno movi-
mentodeabduçãodopé.
ParaFick, a rotaçãoexternaé de40°com
relaçãoaos30°derotaçãointerna.Estaamplitu-
devariacomo graudeflexão,vistoque,segun-
doesteautor,arotaçãoexternaéde32°quando
o joelhoestáflexionadoa 30°e de42°quando
estáflexionadoemânguloreto.
A medidadarotaçãoaxialpassivaserea-
lizacomo indivíduoemdecúbitoprono,como
joelhoflexionadoemânguloreto:o examina-
dorsegurao pécomasduasmãose o gira,le-
vandoa suapontaparafora(fig. 2-18)e para
dentro(fig. 2-19).Comoé deseesperar,esta
rotaçãopassivaé umpoucomaisamplaquea
rotaçãoativa.
Finalmente,existeumarotaçãoaxial de-
nominada"automática",vistoqueestá,inevi-
távele involuntariamente,ligadaaosmovimen-
tosdeflexão-extensão.Ocorre,principalmente.
nosúltimosgrausdeextensãoou no início da
flexão.Quandoojoelhoseestende,o péé leva-
doparaa rotaçãoextema(fig.2-20);seindica
umasimplesregramnemotécnicaparalembrar
estaassociação:EXTensãoe rotaçãoEXTerna.
Demaneirainversa,quandoojoelhoestáflexio-
nadoapernagiraemrotaçãointerna(fig.2-21).
O mesmomovimentoserealizaquando,aodo-
braraspernassobreo corpo,apontadopééle-
vadaparadentro.Estaposturatambémcorres-
pondeàposiçãofetal.
Mais adiantevamosestudaro mecanismo
destarotaçãoautomática.
Fig.2-16
I"~
Fig.2-21
, (
Fig.2-20
Fig.2-18
2. MEMBRO INFERIOR 83
Fig.2-17
Fig.2-19
84 FISIOLOGIA ARTICULAR
ARQUITETURA GERAL DO MEMBRO INFERIOR
. E ORIENTAÇÃO DAS SUPERFÍCIES ARTICULARES
A orientaçãodoscôndilosfemoraise dos
platôs tibiais favorece a flexão do joelho
(fig.2-22,segundoBellugue).Duasextremida-
desósseasmóveisumacomrelaçãoàoutra(a)
modelamrapidamentea suaformaemfunção
dosseusmovimentos(b)(experiênciadeFick).
Todavia,a flexãonãopodeatingiro ângulore-
to(c),amenosquenãoseelimineumfragmen-
to (d)do segmentosuperiorafim deretardaro
impactocoma superfícieinferior.O pontofra-
co criadono fêmursecompensapelatranspo-
siçãoparadiante(e)dadiáfise,o qualdesloca
oscôndilosparatrás.Simetricamente,atíbiase
tornamaisfracaatráse maisforteadiante(f),
deslocandoparatrása superfícietibial.Desta
forma,na flexãomáxima,asimportantesmas-
sasmuscularespodemsituar-seentreatíbiaeo
fêmur.
As curvaturasgeraisdosossosdo mem-
bro inferiorrepresentamosesforçosqueagem
sobre eles. Obedecemàs leis das "colunas
com carga excêntrica"de Euler (Steindler).
Quandoumacolunaestáarticuladapelosseus
doisextremos(fig. 2-23,a),acurvaturaocupa
todaa suaaltura,esteéo casodacurvaturade
concavidadeposteriordadiáfisefemoral(fig.
2-23,b). Se a colunaestáfixadaembaixoe é
móvel em cima (fig. 2-24, a), existemduas
curvaturasopostas,a maisaltaocupa2/3 da
coluna:estascorrespondemàs curvaturasdo
fêmurno planofrontal.Se a colunaestivesse
fixadapelosseusdoisextremos(fig. 2-25,a),
a curvaturaocupariaas duas quartaspartes
centrais,o que correspondeàs curvaturasda
tíbia no planofrontal(fig. 2-25,b). No plano
sagital, a tíbia apresentatrês características
(fig. 2-26,b):
- a retrotorção(T), deslocamentoposte-
rior citadoanteriormente;
- a retroversão(V), declivede 5-6°dos
platôstibiaisparatrás;
- a retroflexão(F), curvaturadeconcavi-
dadeposteriordeumacolunamóvelem
ambososextremos(fig.2-23,a),como
nocasodofêmur.
Durantea flexão(fig.2-27),ascurvaturas
côncavasdo fêmure datíbiaestãofacea face,
aumentando,portanto,o espaçodisponívelpara
asmassasmusculares.
As figurasna margeminferiorda página
explicamatravésde umaespéciede "álgebra
anatômica"astorçõesaxiaissucessivasdosseg-
mentosdo membroinferior,vistosdesdecima
noesquema. "
Torçãodo fêmur (fig.2-28):seacabeçae
o colo(1)como maciçocondiliano(2)seunem
(a);semtorção(b),o eixodocoloestánomes-
mo planoqueo eixo dos côndilos;porém,na
verdade,o coloformaumângulode30°como
planofrontal(c),demodoqueo eixodoscôndi-
Iaspermanecefrontal(d)eénecessáriointrodu-
zir umatorçãoda diáfisefemoralde -300por
umarotaçãointernaquecorrespondeaoângulo
deanteversãodocolofemora!.
Torçãodo esqueletoda perna(fig.2-29):
sea tíbio-tarsiana(1) e os platôstibiais(2) se
unem(a);semtorção(b),o eixodosplatôse o
eixoda tíbio-tarsianasãofrontais;na verdade
(c),aretroposiçãodomaléoloexternoconverte
o eixodatíbio-tarsianaoblíquoparaforaepara
trás,o qualcorrespondeaumatorçãodoesque-
letodapernade +250por umarotaçãoexterna.
Seunirmos(fig.2-30,a) oscôndilos(1)e
osplatôs,parecequeosdoiseixosdeveriamser
frontais(b).Na realidade,a rotaçãoaxialauto-
máticaacrescenta+5°derotaçãoexternadatí-
biasobreo fêmuremextensãomáxima.
Estas torsõesescalonadasao longo do
membroinferior (-30° +25°+5°)se anulam
(fig. 2-31,a) de tal modoqueo eixodatíbio-
tarsianaestáquasenamesmadireçãodoqueo
eixo do colo, ou seja,emrotaçãoexternade
30°,provocandoumdeslocamentode300para
fora do eixodo pé, na posiçãodepé, comos
calcanharesjuntose a pelvesimétrica(b).Du-