Kapanji - volume 2

Kapanji - volume 2


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rantea marcha,o avançodomembrooscilante
levao quadrilhomólogoparadiante(c); se a
pelvegira30°,o eixodopésedirigediretamen-
teparafrente,no sentidodamarcha,o queper-
miteum"ótimodesenvolvimentodopasso".
2.MEMBRO INFERIOR 85
a b c Fig.2-22 e
c
---~ ~+25
+30
a
Fig.2-25
+30
c
Fig.2-31
O
b
a b
Fig.2-26
~30~;c
Fig: 2-27
b
~30~30
@ ~+5
b a
Fig.2-23
b
a b
Fig.2-24
1.6-
+
O-
'G-_~+
-W- Fig. 2-28 b2
a 1W
+ --.-
Fi9.2-302-O
~4-
a
Fig.2-29
86 FISIOLOGIA ARTICULAR
AS SUPERFÍCIES DA FLEXÃÜ-EXTENSÃü
oprincipalgraudeliberdadedojoelhoéo
da flexão-extensão,que correspondeao eixo
transversal.Ele estácondicionadoporuma ar-
ticulaçãode tipo troclear:defato,assuperfí-
cies da extremidadeinferiordo fêmurconsti-
tuemumapolia ou,maisexatamente,um seg-
mentodepolia (fig.2-32),que,por suaforma,
lembraumtremdeaterrissagemduplodeavião
(fig.2-33).Osdoiscôndilosfemorais,convexos
emambosossentidos,formamasduasfacesar-
ticularesdapolia e correspondemàsrodasdo
tremde aterrissagem;elesse prolongampara
frente(fig.2-34)pelasduasfacesdatrócleafe-
moral.Quantoà gargantadapolia,estárepre-
sentada,adiante,pelagargantadatróc1eafemo-
ral e, atrás,pelaincisuraintercondiliana,cujo
significado mecânico será explicado mais
adiante.Algunsautoresdescrevemojoelhoco-
moumaarticulaçãobicondiliana;istoé verda-
deirodo pontode vistaanatômico,porémdo
pontodevistamecânicoé, semnenhumadúvi-
da,umaarticulaçãotroclearespecífica.
Na partetibial,assuperfíciesestãoinversa-
menteconformadase seorganizamsobredois
sulcosparalelos,incurvadose côncavos,sepa-
radospor umacrista rombaântero-posterior
(fig.2-35):aglenóideexterna(GE) eaglenóide
interna(Gr) se localizamcadaumanumsulco
dasuperfície(S), alémdeestarseparadaspela
cristarombaântero-posteriornaqualseencaixa
omaciçodasespinhastibiais;adiante,noprolon-
gamentodesta~rista,situa-sea cristarombada
faceposteriordapatela(P) cujasduasvertentes
prolongama superficiedasglenóides.Estecon-
juntodesuperfíciesé dotadodeumeixotrans-
versal(1),quecoincidecomo eixodoscôndilos
(U)quandoaarticulaçãoestáencaixada.
Assim,asglenóidescorrespondemaoscôn-
dilosenquantoo maciçodasespinhastibiaisse
alojanaincisuraintercondiliana;fimcionalmen-
te,esteconjuntoconstituia articulaçãofêmo-
ro-tibial.Adiante,asduasvertentesdasuperfí-
ciearticulardapatelacorrespondemàsduasfa-
cesdatrócleafemoral,enquantoacristaromba
verticalseencaixanagargantadatróclea,desta
formaseconstituiumsegundoconjuntofuncio-
nal,a articulaçãofêmoro-patelar.As duasar-
ticulaçõesfuncionais,fêmoro-tibiale fêmoro-
patelar,estãoincluídasnumaúnicaemesmaar-
ticulaçãoanatômica,aarticulaçãodojoelho.
Consideradasomentesobo ângulodefIe-
xão-extensãoe numaprimeiraaproximação,
podemosimaginara articulaçãodojoelhoco-
moumasuperfícieemformadepoliadeslizan-
do-sesobreumsulcoduplo,côncavoeparelho
(fig. 2-36).Porém,comopoderemosvermais
adiante,a realidadeémaiscomplexa.
p
Fig.2-34
GI
Fig.2-32
~
Fig.2-35
2.MEMBRO INFERIOR 87
Fig.2-33
88 FISIOLOGIA ARTICULAR
AS SUPERFÍCIES EM FUNÇÃO DA ROTAÇÃO AXIAL
As superfíciesarticulares,tal cornoestão
descritasna páginaanterior,só permitemum
únicomovimentoqueé o da fiexão-extensão.
Defato,acristarombadasuperfícieinferior,ao
encaixar-senagargantadapoliaemtodoo seu
comprimento,impedequalquermovimentode
rotaçãoaxialdasuperfícieinferiorsoba super-
fíciesuperior.
Paraquearotaçãoaxialsejafactível,deve-
semodificarasuperfícieinferior(fig.2-37)detal
formaquea cristarombareduzao seucompri-
mento.Comestafinalidade,selimam(fig.2-38)
asduasextremidadesdestacrista,deformaquea
partemédiaquepermaneceformeumpivô,en-
caixadonagargantadapoliaeaoredordoquala
superfícieinferiorpodegirar.Estepivôéo ma-
ciçodasespinhastibiaisqueformaa vertente
externadaglenóideinternae a vertenteinterna
da glenóideexterna;por estepivô central,ou
maisconcretamente,pelaespinhatibialinterna,
passaoeixovertical(R),aoredordoqualserea-
lizammovimentosderotaçãolongitudinal.Al-
gunsautoresdesignamosdoisligamentoscru-
zados,denominando-lhespivôcentral,conside-
radoso eixoderotaçãolongitudinaldo joelho.
Esta terminologiaparecenão ser muito apro-
priada,vistoqueo conceitodepivôsignificaum
pontodeapoiosólido,eportantosedeveriare-
servarparaaespinhatibialinterna,queé o ver-
dadeiropivômecânicodojoelho.Quantoaosis-
--------.-.---
ternados ligamentoscruzaqos,parecemaIS
apropriadoo termouniãocentral.
Estatransformaçãodassuperfíciesarticula-
resémaisfácil'deentenderquandoseutilizaco-
rnoexemploumm!Jdelomecânico(veromode-
lo lU no finaldovolume).
Se pegarmosduaspeças(fig. 2-39),uma
superiorqueapresentaurnafendae outrainfe-
rior,comumaespigadetamanhoemedidasin-
ferioresà fenda,asduaspeçaspodemdeslizar-
se comfacilidadeumasobrea outra,masnão
podemgirar umacomrelaçãoà outra.
Se eliminarmosas duasextremidadesda
espigadapeçainferiorparaquepermaneçaso-
mentea suapartecentral,cujosdiâmetrosnão
excedemo comprimentodafenda(fig.2-40),se
substituia espigaporumpivô cilíndrico,capaz
deserencaixadonafendadapeçasuperior.
Então(fig.2-41),asduaspeçassãocapazes
derealizardoistiposdemovimento,umaemre-
laçãoà outra:
- ummovimentodedeslizamentodaespi-
gacentralaolongodafenda,quecorres-
pondeà fiexão-extensão;
- ummovimentode rotaçãodaespigano
interiordafenda(sejaqualforaposição
nafenda),quecorrespondeà rotaçãoao
redordoeixolongitudinaldaperna.
Fig.2-39
Fig.2-40
2. MEl\IBRO INFERIOR 89
Fig.2-37 ;
Fig.2-38
Fig.2-41
90 FISIOLOGIA ARTICULAR
PERFIL DOS CÔNDILOS E DAS GLENÓIDES
Vistos pela suaface inferior (fig. 2-42),os
côndilosformam duas proeminênciasconvexas
emambasasdireçõese alongadasdediantepara
trás.Os côndilosnão sãoestritamenteidênticos:
seusgrandeseixosântero-posterioresnãosãopa-
ralelos,massimdivergentesparatrás;alémdisso,
o côndilo interno(I) divergemaisqueo externo
(E) e tambémé maisestreito.Entrea trócleae os
côndilosseperfila,decadalado,afendacôndilo-
trodear(r), a internanormalmentemaismarcada
quea externa.
A incisuraintercondiliana(e) estánoeixo
dagargantatrodear(g).A faceexternadatróclea
émaisproeminentedoquea interna.
Num cortefrontal (fig. 2-43) nota-sequea
convexidadedos côndilosem sentidotransversal
correspondeà concavidadedasglenóides.
Para analisaras curvaturasdoscôndilose
dasglenóidesno planosagital,éconvenienterea-
lizar um cortevértico-sagitalnas direçõesaa' e
bb' (fig. 2-43);deformaqueseconsegueo perfil
exatodos côndilose dasglenóidessobreo osso
fresco(figs.2-45a 2-48).Então,torna-seeviden-
tequeo raiodacurvaturadassuperfíciescondilia-
nasnão é uniforme,massim quesofrevariações
comosefosseumaespiral.
Em geometria,a espiraldeArquimedes(fig.
2-44) está construídaao redor de um pequeno
pontodenominadocentro(C), e cadavez queo
raio R descreveum ânguloigual, aumentao seu
comprimentonamesmamedida.
A espiraldoscôndilosé muitodiferente;é
verdadeque o raio da curvaturacresceregular-
mentedetrásparadiante,quevariade17a38mm
no casodo côndilo interno(fig. 2-45)e de 12 a
60mmno casodo côndiloexterno(fig.2-46),po-
rémnãoexisteumcentroúniconestaespiral,exis-
teumasériedecentrosdispostos,porsuavez,so-
bre outraespiralmm' (côndilo interno)e nn'
(côndiloexterno).Portanto,acurvaturadoscôndi-
Ias é uma espiraldeespiral,como demonstrou
Fick que denominoucurvaturavolutaà espiral
doscentrosdacurvatura.
Por outrolado,a partirdeum certopontot
docontornocondiliano,o raiodacurvaturacome-
çaa diminuir,deformaquepassade38a 15mm
pelafrentedocôndilointerno(fig. 2-45)e de60 a
16mmpelafrentedo côndilo externo(fig. 2-46).
Novamente,os centrosda curvaturase alinham
numaespiralm'm" (côndilointerno)en'n" (côn-
dilo externo).No total,as linhasdoscentrosda
curvaturafonnamduasespiraisjuntas,cuja cús-
pide muitoaguda(m' e n') correspondesobreo
côndiloaopontot detransiçãoentredoissegmen-
tosdocontornocondiliano:
- atrásdopontot, a partedo côndilo for-