Kapanji - volume 2

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Isto significa que o côndilo externo rola
muitomaisque o côndilo interno,o queexplica,
emparte,queo caminhoqueelepercorresobrea
glenóidesejamaislongoqueo percorridopeloin-
terno.Voltaremosaestanoçãoimportanteparaex-
plicara rotaçãoautomática(verpág.154).
Por outro lado, tambémé interessantenotar
queestes15a 20°de rolamentoinicial correspon-
demà amplitudehabitualdosmovimentosdejlexão-
extensãoqueserealizamdurantea marchanormal.
P. Frain e cols. demonstraramque em cada
pontoda curvaturacondilianapodeser definido,
porumaparte,o centrodocírculo basculante,que
representao centroda curvaturacondiliananeste
pontoe, por outraparte,o centrodo movimento,
querepresentao pontoaoredordoqualo fêmurgi-
ra comrelaçãoà tíbia; somentequandoestesdois
pontosseconfundemexisteumrolamentopuro,ou
entãoaproporçãodedeslizamentocomrelaçãoao
rolamentoémaisimportantequantomaisafastado
o centroinstantâneoestejado movimentodo cen-
trodacurvatura.
2.MEMBRO INFERIOR 95
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140-160°
Fig.2-57
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Fig.2-61 Fig.2-60 Fig.2-62
96 FISIOLOGIA ARTICULAR
OS MOVIMENTOS DOS CÔNDILOS SOBRE AS GLENÓIDES
NOS MOVIMENTOS DE ROTAÇÃO AXIAL
Mais adianteveremospor que os movi-
mentosderotaçãoaxialsópodemserrealizados
quandoojoelhoestáfiexionado.Em posiçãode
rotaçãoneutra(fig.2-63),joelhofiexionado,a
parteposteriordos côndilosentraem contato
coma partecentraldasglenóides.Estefatoé
postoemevidênciapelodiagrama(fig.2-64),no
qual a silhuetados côndilosse superpõepor
transparênciasobreo contornotracejadodas
glenóidestibiais. Tambémse pode constatar
nesteesquemaquea fiexãodojoelhoseparouo
maciçodasespinhastibiaisdofundodaincisura
intercondiliana,ondeestáencaixadadurantea
extensão(estaéumadascausasdobloqueioda
rotaçãoaxialemextensão).
Durantea rotaçãoexternadatíbiasobreo
fêmur(fig.2-65),o côndiloexternoavançaso-
breaglenóideexterna,enquantoo côndilointer-
norecuanaglenóideinterna(fig.2-66).
Durantea rotaçãointerna(fig.2-67)pro-
duz-seo fenômenoinverso:o côndiloexterno
recuanasuaglenóide,enquantoo internoavan-
çanasuaprópria(fig.2-68).
Os movimentosântero-posterioresdo
côndilos nas suas glenóidescorrespondentes
nãosãototalmentesemelhantes:
- o côndilointerno(fig.2-69)sedesloca
relativamentepouconaconcavidadeda
glenóideinterna(1);
- o côndiloexterno(fig.2-70)pelocon-
trário,possuiumtrajeto(L) quaseduas
vezesmaiorsobreaconvexidadedagle-
nóideexterna.Duranteo seudesloca-
mentona glenóidededianteparatrás,
&quot;ascende&quot;primeironavertenteanterior,
até o vérticeda &quot;lombada&quot;,e depois
descenovamentesobreavertenteposte-
rior;deformaquemudade&quot;altura&quot;(e).
A diferençadeformaentreasduasglenói-
desrepercutena forma das espinhastibiais
(fig. 2-71).Quandose realizaum cortehori-
zontalXX' do maciçodasespinhas,pode-se
constatarquea faceexternadaespinhaexterna
é convexadedianteparatrás(comoaglenóide
externa),enquantoa faceinternada glenóide
internaé côncava(comoa glenóideinterna).
Sea istojuntamosqueaespinhainternaéniti-
damentemaisalta do quea externa,se pode
compreenderquea espinhainternaformeuma
espéciederessaltosobreoqualo côndilointer-
no vai embater,enquantoo côndilo externo
contornaa espinhaexterna.Por conseguinte,o
eixoreal da rotaçãoaxial nãopassaentreas
duasespinhastibiais, mas sim, no nível da
vertentearticular da espinha interna que
formao verdadeiropivô central.Este deslo-
camentoparadentrosetraduz,justamente,por
umtrajetomaiordo côndiloexterno,comovi-
mosanteriormente.
Fig.2-65
Fig.2-66
Fig.2-69
Fig.2-63
Fig.2-64
Fig.2-71
2. .\IEtvillRO INFERIOR 97
Fig.2-68
e
Fig.2-70
98 FISIOLOGIA ARTICULAR
A CÁPSULA ARTICULAR
A cápsulaarticularé umabainhafibrosa
quecontornaa extremidadeinferiordo fêmure
aextremidadesuperiordatíbia,mantendo-asem
contatoentresi e formandoasparedesnãoós-
seasdacavidadearticular.Na suacamadamais
profundaestárecobertapelasinovial.
A forma geral da cápsula do joelho
(fig.2-72)podeserentendidafacilmentesefor
comparadacomumcilindroaoqualsedeprime
a faceposteriorsegundoumageratriz(a seta
indicaestemovimento).Assim se formaum
septosagitalcujasestreitasrelaçõescomosli-
gamentoscruzadosserãotratadasmaisadiante
(verpág.126)e quequasedivide a cavidade
articularemduasmetades,externae interna.
Na faceanteriordestecilindroseabreumaja-
nela,naqualvai&quot;inserir-se&quot;apatela.As mar-
gensdo cilindroseinseremno fêmurnaparte
decimaenatíbianapartedebaixo.
A inserçãosobreo platôtibial é relativa-
mentesimples(fig.2-73):passa(linhadepontos)
paradianteeparaosladosexternoe internodas
superfíciesarticulares;a inserçãoretroglenóide
internaseunecoma inserçãotibial do LCPI;
quantoà linharetroglenóideexterna,contornaa
glenóideexternanoníveldasuperfícieretroes-
pinhale sefundedenovocoma inserçãotibial
doLCPI. Entreos doisligamentoscruzados,a
cápsulaéinterrompidaeafendainterligamentar
ficaocupadapelasinovialquerecobreosdoisli-
gamentoscruzados;portanto,eles podemser
consideradoscomoespessamentosdacápsulaar-
ticularnaincisuraintercondiliana.
A inserçãofemoraldacápsula(figs.2-74a
2-77)éumpoucomaiscomplexa:
- pela frente(fig.2-74),ela contornaa
fossetasupratroc1ear(Fs)porcima;nes-
te local a cápsulaformaum profundo
fundodesaco(figs.2-76e2-77), ofun-
dodesacosubquadricipital(Fsq),cuja
importânciaveremosmaisadiante(ver
pág.108).
- doslados(figs.2-74e 2-75),a inserção
capsularsegueao longodasfacesarti-
cularesdatróc1ea,ondeformaosfundos
desacolátero-patelares(verpág.108),
paradepoispercorreracertadistânciao
limite cartilaginosodos côndilos,em
cujas superfíciescutâneasdesenhaas
rampascapsularesde Chevrier(Rch);
no côndilqexterno,a inserçãocapsular
passapor cimadafossetaondesefixao
tendãodo poplíteo (Pop), a inserção
destemúsculoé, assim,intracapsular
(figs.2-147e2-232);
- atráse emcima (fig.2-75),a linhade
inserçãocapsularcontornaa margem
póstero-superiorda cartilagemcondi-
liana,justamentedebaixoda inserção
dos gêmeos(Oe); a cápsularecobrea
face profundadestesmúsculos,sepa-
rando-osdoscôndilos,nestenível tem
maiorespessuraeformaascalotascon-
dilianas(Cco) (verpág.120);
- na incisuraintercondiliana(figs.2-76
e 2-77,como fêmurserradono plano
sagital),a cápsulasefixa na faceaxial
doscôndilosemcontatocoma cartila-
gem,e no fundoda incisura,de modo
quepassadeumladoaooutrodacarti-
lagem.Na faceaxialdocôndilointerno
(fig.2-76),ainserçãocapsularpassape-
la inserçãofemoraldoligamentocruza-
do póstero-interno(LCPI). Na face
axial do côndiloexterno(fig. 2-77),a
cápsulasefixacoma inserçãofemoral
do cruzadoântero-externo(LCAE).
Tambémnestecaso,a inserçãodoscruza-
dosseconfundepraticamentecomadacápsula,
constituindoosreforçosdacápsula.
Rch
Fig.2-74
Fig.2-76
Fig.2-73
2. MEMBRO INFERIOR 99
Fig.2-75
100 FISIOLOGIA ARTICULAR
oLIGAMENTO ADIPOSO, AS PREGAS, A CAPACIDADE ARTICULAR
Entrea superfíciepré-espinhaldo platáti-
bial,a faceposteriordoligamentomenisco-pate-
lare aparteinferiordatróc1eafemoralexisteum
espaçomorto(fig.2-78),ocupadopelocorpoadi-
posodojoelhoequivalenteaumafaixavolumosa
degordura.Estecorpoadiposo(1)temaformade
umapirâmidequadrangular,cujabaserepousana
faceposterior(2) do ligamentomenisco-patelar
(3)esobressaidaparteanteriordasuperfíciepré-
espinhal.Suafacesuperior(4)éreforçadaporum
cordãocelularadiposoqueseestendedoápiceda
pate1aaofundodaincisuraintercondiliana(figs.
2-78e2-79):éo ligamentoadiposo(5).Aoslados
(fig.2-79,ojoelhoestáabertopelafrentee apa-
telaestáseparada),o corpoadipososeprolonga
paracimaaolongodametadeinferiordasmar-
genslateraisdapate1aporestruturasadiposas:as
pregasalares(6).O corpoadiposoagecomo&quot;ta-
pulho&quot;naparteanteriordaarticulação;naflexão,
eleficacomprimidopeloligamentopatelare