Kapanji - volume 2

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so-
bressaiemcadaladodapontadapate1a.
O ligamentoadiposoé o vestígiodo septo
médio,quenoembriãodivideemdoisaarticula-
çãoatéaidadedequatromeses.No adultoexiste
normalmente(fig.2-78)umhiatoentreoligamen-
to adiposoe o septomédioformadopelosliga-
mentoscruzados(setaI).Asmetadesexternaein-
ternadaarticulaçãosecomunicamatravésdeste
hiatoe tambémporumespaçosituadoacimado
ligamento(setali) e atrásdapate1a.Às vezes,o
septomédiopersistenoadultoeacomunicaçãosó
seestabeleceacimadoligamentoadiposo.
Estaformaçãotambémse denominaplica
infrapatellarisouligamentomucoso.O sistema
dasplicae(pluraldolatimplica)écomposto(fig.
2-83)detrêspregassinoviais,inconstantesporém
muitofreqüentes:segundoDupont,presentesem
85%dosjoelhos.Naatualidade,sãobemconheci-
dosgraçasà artroscopia:
- aplica infrapatellaris(Pif),queprolon-
gaocorpoadiposoinfrapatelar,existeem
65,5%doscasos;
- aplica suprapatellaris(Psp),em55%
dos casos;formaum septotransversal
maisoumenoscompleto,acimadapate-
Ia, podendosepararo fundo de saco
subquadricipitaldacavidadearticular;ela
sóépatológicaquandoobstruicompleta-
menteo fundodesaco,provocandoum
quadrode"hidrartrosesuspensa".
- aplicamediopatellaris(Pmp)existeem
24%doscasos;podeformarumseptoin-
completo,estendidohorizontalmenteda
margeminternadapate1aatéofêmur,co-
mo uma"prateleira"(shelfdos autores
americanos).Ela pode provocar dor
quandoasuamargemlivreirrita,poratri-
to,amargeminternadocôndilointerno.
Os problemascessamimediatamente
comaressecçãoartroscópica.
A capacidadearticularapresentavariações
deimportância,tantonormaisquantopatológicas.
Umderramepatológico- hidrartroseouhemar-
trose- podeaumentá-Iaconsideravelmente(fig.
2-80),semprequeo derramesejaprogressivo;o
líquidoseacumulanosfundosdesacosub-quadri-
cipitais(Fsq)e látero-patelares,assimcomoatrás
eabaixodascalotascondilianas,nosfundosdesa-
cosretrocondilianos(Frc).Segundoaposiçãodo
joelho,a distribuiçãodo líquidovaria:na exten-
são(fig.2-81),os fundosdesacosretrocondilia-
nosestãocomprimidospelosgêmeosemtensãoe
o líquidosedeslocapara dianteacumulando-se
nosfundosdesacossubquadricipitalelátero-pate-
lares;naflexão(fig.2-82),sãoosfundosdesacos
anterioresosqueestãocomprimidospeloquadrí-
cepsemtensãoe o líquidosedeslocapara trás.
Entrea flexãoe a extensãomáximas,existeuma
posiçãodenominada"capacidademáxima"(fig.
2-80),naqualapressãodolíquidointra-articular
émenor:éaposiçãodesemiflexãoqueadotam,de
formaespontânea,ospacientescomderramearti-
cular,porqueelaéamenosdolorosa.
Em condiçõesnormais,a quantidadede lí-
quidosinovial- ousinóvia- éescassa(apenas
algunscentímetroscúbicos).Contudo,os movi-
mentosdeflexão-extensãoassegurama limpeza
permanentedassuperfíciesarticularespelasinó-
via,o quecontribuiparaaboanutriçãodacartila-
geme,principalmente,paraalubrificaçãodaszo-
nasdecontato.
2.MEMBRO INFERIOR 101
-
Frc
LCAE
Fsq
Fig.2-82
Pmp
Psp
Pif
Fig.2-78
5
1
3
2
Fig.2-83
Fig.2-79
102 FISIOLOGIA ARTICULAR
OS MENISCOS INTERARTICULARES
A não concordânciadassuperfíciesarticula-
res(verpág.90)secompensapelainterposiçãodos
meniscosou fibrocartilagenssemilunares,cuja
formaé fácil de compreender(fig. 2-84):quando
umaesfera(E) é colocadasobreumplano(P), ela
só entraemcontatocomo planoatravésdo ponto
tangencial.Se queremosaumentara superfíciede
contatoentreambas,é suficienteinterporum anel
querepresenteo volumecompreendidoentreopla-
no,aesferae o cilindro(C) tangencialàesfera.Es-
teanel(espaçodecorcinza)temamesmaformade
ummenisco,triangularquandoéseccionado,com
suastrês faces(fig.2-85,os meniscosforamdes-
locadosparacimadasglenóides):
- superior (1) côncava,em contatocom os
côndilos;
- periférica(2)cilíndrica,sobreaqualsefi-
xa a cápsula(representadapelos traços
verticais)pelasuafaceprofunda;
- inferior (3) quaseplana,situadanaperife-
ria da glenóideinterna(GI) e daglenóide
externa(GE).
Estesanéisestãointerrompidosao nível das
espinhastibiaiscomumaformadeumameia-lua,
comum como anteriore outroposterior.Os cor-
nosdomeniscoexternoestãomaispróximosentre
si queos do interno,alémdisso,o meniscoexter-
noforma umanelquasecompleto- tema forma
de O - enquantoo internoseparecemais com
umameia-lua- tema formadeC -. Comonor-
mamnemônicaé simplesusarapalavraCItrOEn,
paralembrara formadosmeniscos.
Os meniscosnão estãolivres entreas duas
superfíciesarticulares,masmantêmconexõesmui-
to importantesdopontodevistafuncional:
- já vimosa inserçãodacápsula(fig.2-86)
nafaceperiférica;
- cadaumdoscornossefixanoplatô tibial,
no nível da superfíciepré-espinhal(cor-
nos anteriores)e retroespinhal(cornos
posteriores):
- o como anteriordo meniscoexterno
(4),pelafrentedaespinhaexterna;
- o como posteriordo mesmomenisco
(5),por trásdaespinhaexterna;
- o como posteriordo meniscointerno
(7), no ângulopóstero-internoda su-
perfícieretroespinhal;
- o como anteriordo mesmomenisco
(6),no ânguloântero-internodasuper-
fície pré-espinhal;
- os dois cornosanterioresse unempelo
ligamentojugal (8) ou transverso,fixa-
do à pa.telaatravésdos tratosdo corpo
adiposo;
- as asasmenisco-patelares(9), fibrasque
seestendemdeambasasmargensdapate-
Ia (P) atéasfaceslateraisdosmeniscos;
- o ligamentolateral interno(LU) fixa as
suasfibrasmaisposterioresnamargemin-
ternado meniscointerno;
- pelocontrário,o ligamentolateralexterno
(LLE) estáseparadode seumeniscopelo
tendãodomÚsculopoplíteo(Pop),queen-
via umaexpansãofibrosa (10)à margem
posteriordomeniscoexterno;formandoo
quealgunsdenominamo pontodo ângu-
lo póstero-externoou PAPE e quedes-
creveremosmais adiantequandotratar-
mosdasdefesasperiféricasdojoelho;
- o tendãodo semimembranoso(11) tam-
bémenviaumaexpansãofibrosaà mar-
gem posteriordo menisco(nterno:for-
mandosimetricamenteo ponto do ângu-
lo póstero-internoou PAPI;
- finalmente,diferentesfibrasdo ligamen-
to cruzadopóstero-internose fixam no
comoposteriordo meniscoexternopara
formar o ligamento menisco-femoral
(12).Tambémexistemfibrasdoligamen-
to cruzadoântero-externoque se fixam
no corno anterior do menisco interno
(fig. 2-152).
Os cortesfrontais(fig.2-86)e sagitaisinter-
nos (fig. 2-87)e externos(fig. 2-88)mostramco-
mo os meniscosse interpõementreos côndilose
as glenóides,excetono centrodecadaglenóidee
nasespinhastibiais,e cornoos meniscoslimitam
doisespaçosnaarticulação:o espaçosupramenis-
cale o espaçosubmeniscal(fig.2-86).
p
2
6
4
LU
Fig.2-87
GI
5
7
Fig.2-85
Fig.2-86
2.MEMBRO INFERIOR 103
Fig.2-84
Fig.2-88
104 FISIOLOGIA ARTICULAR
OS DESLOCAMENTOS DOS MENISCOS NA FLEXÃO-EXTENSÃO
Vimos(pág.94)anteriormentequeo pontode
contatoentreos côndilose asglenóidesrecuasobre
asglenóidesno casodafiexãoe avançano casoda
extensão;osmeniscosseguemestemovimento,como
se pode constatarperfeitamentenumapreparação
anatômicana qualse conservaramapenasos liga-
mentoseosmeniscos.Emextensão(fig.2-89),apar-
teposteriordasglenóidesestádescoberta,principal-
menteaglenóideexterna(GE).Emflexão(fig.2-90),
osmeniscos(Me e Mi) cobrema parteposteriorda
glenóide,principalmenteo meniscoexternoquedes-
cepelavertenteposteriordaglenóideexterna.
Umavistasuperiordosmeniscossobreasgle-
nóidesmostraquea partirdaposiçãodeextensão
(fig.2-91),osmeniscosrecuamdemaneiradesigual:
nafiexão(fig.2-92),o meniscoexterno(Me) recua
duasvezesmaisdoqueo interno.De fato,o trajeto
domeniscointernoéde6mm,enquantoo doexter-
noéde 12mm.
Os esquemasmostram,além disso,que, ao
mesmotempoquerecuam,os meniscosse defor-
mam.Istosedevea queelestêmdoispontosfixos,os
seuscomos,enquantoo remanescenteé móvel.O
meniscoextemosedeformaesedeslocamaisdoque
o intemo,vistoqueas inserçõesdeseuscomoses-
tãomaispróximas.
Certamente,osmeniscosdesempenhamumpa-
pel importantecomomeiosdeuniãoelásticostrans-
missoresdasforçasdecompressãoentrea tíbiae o
fêmur(setaspretas,figs.2-94e 2-95):é necessário
destacarque,naextensão,oscôndilostêmo