Kapanji - volume 2

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peloligamentoeasasaspatelaresporoutra.
Certasintervençõescirúrgicas,aotranspor
atuberosidadetibialparadiante(Maquet)oupa-
radentro(Elmslie),modificamasconexõesen-
treapatelaeatróclea,eprincipalmenteoscom-
ponentesdecoaptaçãoe subluxaçãoexterna,o
queexplicaqueelessepratiquemnassíndro-
mespatelares.
Fig.2-122
o
Fig.2-120
Fig.2-121
2. MEMBRO INFERIOR 113
114 FISIOLOGIAARTICULAR
OSLIGAMENTOS LATERAIS DO JOELHO
A estabilidadedaarticulaçãodojoelhodepen-
dede ligamentospoderosos,quesãoosligamentos
cruzadose laterais.
Os ligamentoslateraisreforçamacápsulaar-
ticularpeloseuladointernoeexterno.
Eles assegurama estabilidadelateral do
joelho emextensão.
O ligamentolateral interno (fig. 2-124)se
estendedafacecutâneadocôndilointernoatéaex-
tremidadesuperiordatíbia(LU):
- suainserçãosuperiorsesituanapartepós-
tero-superiordafacecutânea,atráseacima
dalinhadoscentrosdacurvatura(XX') do
côndi10(verpág.90);
- suainserçãoinferiorsesituaatrásda zona
deinserçãodosmúsculosda "patadegan-
so",sobreafaceinternadatíbia;
- suasfibrasanterioressãodiferentesdacáp-
sulaecompõemo seufascículosuperficial;
- suasfibrasposteriores,queseguemasante-
riores,seconfundemmaisoumenoscoma
cápsula,formandouma lâminatriangular
de vérticeposterior;estefeixe profundo
contéminserçõesmuitopróximasà face
periféricainternadomeniscointernonasua
faceprofunda,constituindoassimumpon-
to de uniãoessencial,que algunsautores
denominamo pontodo ângulopóstero-in-
ternoouPAPI;
-. suadireçãoé oblíquapara baixoepara
diante;portanto,cruzadano espaçocom
a direção do ligamentolateral externo
(setaA).
O ligamentolateral externo(fig. 2-125)se
estendedafacecutâneadocôndiloexternoatéaca-
beçadafíbula(LLE):
- suainserçãosuperiorestálocalizadaacima
e atrásda linhadoscentrosda curvatura
(yy')docôndiloexterno;
- suainserçãoinferiorselocalizanazonaan-
teriorda cabeçadafibula; no interiorda
zonadeinserçãodobíceps;
- sediferenciada cápsulaemtodoseutra-
jeto;
- estáseparadodafaceperiféricadomenisco
externopelapassagemdotendãodopoplí-
teo,queparticipanoquealgunsautoresde-
nominamo pontodoângulopóstero-exter-
no ouPAPE;
- é oblíquopara baixoepara trás;defor-
ma quea suadireçãoSy cruzano espaço
com a direçãodo ligamentolateralinter-
no (setaB).
Nestesdoisesquemas(figs.2-124e2-125)es-
tãodesenhadasasasasmenisco-patelares(1 e 2) e
asasaspatelares(3'e4) quemantêmapatelaliga-
daà trócleafemoral.
Os ligamentoslateraissecontraemduran-
te a extensão(figs. 2-126e 2-128) e se disten-
dem na flexão (figs.2-127e 2-129).Nos esque-
mas (figs. 2-126 e 2-127) vemosa diferençade
comprimento(d) do ligamentolateralinternoen-
trea extensãoe a flexão,alémdaobliqüidadepa-
ra diantee parabaixoqueé umpoucomaisacen-
tuada.No ladoexterno(figs.2-128e 2-129),tam-
bémsepõememevidênciaumadiferençadecom-
primento(e) do ligamentolateralexternoe urna
mudançade direção:de seroblíquoparabaixoe
paratrás,elepassaa ser oblíquopara baixoe li-
geiramentepara diante.
A mudançadetensãodosligamentospodeser
facilmenteilustradaporummodelomecânico(fig.
2-130):uma cunhaC se deslizada posição I à
2 numapranchaB, estacunhaestáencaixadanum
"estribo"fixoemanapranchaB; quandoacunhaC
se deslizade 1 a 2, o estribo,quesupostamenteé
elástico,secontraieadquireumnovocomprimento
ab',adiferençadecomprimentoecorrespondeàdi-
ferençade espessurada cunhaentreas duasposi-
ções1e2.
Quantoaojoelho,àmedidaquea extensãose
completa,o côndiloseinterpõe,comoumacunha,
entrea glenóidee a inserçãosuperiordo ligamento
lateral.O côndilo desempenhaa funçãode urna
cunhaporqueseuraio decurvaturaaumentaregu-
larmente,detráspara diante,eporqueosligamen-
tos lateraisse fixamna concavidadeda linhados
centrosda curvatura.A flexãode30°quedistende
os ligamentoslateraisé a posiçãode imobilização
apósa suturadosligamentoslaterais.
2.MEMBRO INrERIOR 115
Fig.2-124 Fig.2-125
Fig.2-130
Fig.2-127 Fig.2-126 Fig.2-128 Fig.2-129
116 FISIOLOGIA ARTICULAR
A ESTABILIDADE TRANSVERSAL DO JOELHO
ojoelhoestásujeitoa importantesforças
lateraise a estruturadasextremidadesósseas
(fig.2-131)representaestasviolênciasmecâni-
cas.Do mesmomodoquenaextremidadesupe-
riordofêmur,seencontramsistemasdetrabécu-
Iasósseasqueconstituemaslinhasdeforçame-
cânica:
- a porçãoinferior do fêmurestáestru-
turadapor dois sistemastrabeculares:
umdelesseiniciana corticalinternae
seexpandeao côndilodo mesmolado
(fibrasdecompressão)eaocôndilocon-
tralateral(fibrasdetração);eo outrosai
dacorticalexternae ficanumadisposi-
çãosimétrica;eleéumsistemadetrabé-
culashorizontaisqueuneambososcôn-
dilos;
- a porçãosuperiorda tíbia possuiuma
estruturasemelhante,comdoissistemas
queseiniciamnascorticaisinternaeex-
ternae seexpandemparabaixodagle-
nóidedo mesmolado (fibrasde com-
pressão)e daglenóidecontralateral(fi-
brasdetração);comtrabéculashorizon-
taisqueunemambasasglenóides.
Devidoà inclinaçãodo eixo femoralpara
baixoepara dentro,a força(F) quevaiparaa
porçãosuperiordatíbianãoé totalmenteverti-
cal (fig.2-132),o quepermitequeelasejade-
compostanumaforçavertical(v) e em outra
transversal(t) dirigida horizontalmentepara
dentro.Ao deslocara articulaçãoparadentro,
estecomponente(t)tema tendênciaaacentuar
o valgoaofazerabrira interlinhaemumângu-
10 (a)abertoparadentro.O sistemaligamentar
internoéo quenorn1almenteseopõeaestedes-
locamento.
Quantomais acentuadoé o valgo (fig.
2-133),maisfürteé o componentetransversal
(t):paraumadireçãoF2 quecorrespondeaum
valgo de 1600 (genuvalgo), o componente
transversalt2 é duasvezesmaiorqueno caso
de um valgonormalde 1700(Fj e tJ Daí se
deduzquequantomaisacentuadosejao val-
go, maisele necessitado sistemaligamentar
internoemaioréa tendênciaa acentuar-se.
Nos traumatismosdas faces lateraisdo
joelhopodemproduzir-sefraturasdaextremida-
desuperiordatíbia.Seo traumatismoseloca-
liza na faceinternadojoelho (fig.2-134),ele
tema tendênciaa endireitaro valgofisiológico
edeterminaemprimeirolugarumafraturacom-
pletado platôtibialinterno(1),e tambémuma
rupturado ligamentolateralexterno(2), sea
forçanãoestáesgotada.Quandoo ligamentoéo
primeiroemromper-se,nãoseproduza fratura
doplatôtibial.
Quandoo traumatismoselocalizana fa-
ceexternadojoelho (fig.2-135),comonoca-
sodeumchoqueocasionadoporumpára-cho-
quesdeumcarro,emprimeirolugar,o côndilo
externosedeslocaligeiramenteparadentro,pa-
raintroduzir-sedepoisnaglenóideexternae fi-
nalmentefazerestalaracorticalexternadopla-
tô tibial: destaforma,se produzumafratura
mista(afundamento-separação)do platôtibial
externo.
Fig.2-132
a
Fig.2-133
Fig.2-135
2. MEMBRO INFERIOR 117
Fig.2-131
118 FISIOLOGIA ARTICULAR
A ESTABILIDADE TRANSVERSAL DO JOELHO
(continuação)
Durantea marchae a corrida,o joelho está
continuamentesubmetidoa forçaslaterais.Em al-
gunscasos,o corpoestáemdesequilíbriointerno
sobreo joelho quesuportao peso(fig. 2-136),o
queprovocaum aumentodo valgofisiológico e
umaaberturada inter1inhaparadentro.Se a força
transversalémuitoimportante,o ligamentolateral
internose rompe(fig.2-137):éo quese denomi-
na entorsegravedo ligamentolateral interno (é
necessárioreforçaresta,afirmaçãodestacandoque
umaentorsegravenuncaéo resultadodeumasim-
plesposiçãodedesequi1íbrio,paraqueistoaconte-
çaé necessárioumchoqueviolento).
No outrosentido,um desequilíbrioexterno
sobreojoelho desuportedepeso(fig.2-138)tem
a tendênciaa endireitaro valgofisiológicoe aabrir
ainterlinhaparafora. Seafaceinternadojoelhoso-
freumtraumatismoviolento,o ligamentolateralex-
ternopodesofrerumaruptura(fig. 2-139):é a en-
torsegravedo ligamentolateral externo.
Quandoexisteumaentorsegravedo joelho,
os movimentosde lateralidadequeserealizamao
redordeumeixoântero-posteriorpodemaparecer.
A exploraçãodestesmovimentosanormaisserea-
liza tantocomojoelhoemmáximaextensãocomo
emligeiraflexãoe sempresecomparacomo lado
supostamentenormal.
Estandoo joelho em extensão(fig.