Kapanji - volume 2

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flexãofazbascular
abasefemoralbc (fig.2-170),enquantoo LCPI
cdseendireitaeoLCAE absehorizontaliza.No
esquemamaiscompleto(fig.2-171)comflexão
de60°,a tensãodasfibraselementaresdecada
umdosligamentoscruzadosvariamuitopouco.
2.MEMBRO INFERIOR 131
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Fig.2-167
Fig.2-168
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Fig.2-169
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Fig.2-170
132 FISIOLOGIA ARTICULAR
FUNÇÃO MECÂNICA DOS LIGAMENTOS CRUZADOS
(continuação)
A partirdomomentoemquea flexãoau-
mentaaté90° (fig. 2-172)e depoisaté 120°
(fig. 2-173),o LCPI seendireitaverticalmente
e se contraiproporcionalmentemais que o
LCAE: no detalhedo esquema(fig. 2-174)se
podeobservarqueasfibrasmédiase inferiores
doLCAE estãodistendidas(-), enquantoasfi-
brasântero-superioressãoasúnicasqueestão
tensas(+); pelocontrário,no casodoLCPI as
fibraspóstero-superioresestãopoucodistendi-
das(-), enquantoasfibrasântero-inferioreses-
tãotensas(+). O cruzadopóstero-internoes-
tá tensoemflexão.
Em extensãoe hiperextensão(fig. 2-175),
comrelaçãoà posiçãodepartida(figs.2-176e
2-177),todasasfibrasdoLCAE estão,pelocon-
trário,tensas(+),enquantosóasfibraspóstero-su-
perioresdoLCPI estãotensas(+);poroutrolado,
emhiperextensão(fig.2-178),o fundodaincisura
intercondilianac seapóiasobreo LCAE quese
contraicomosefosseumcavalete.O cruzadoân-
tero-externoestátensoemextensãoeéumdos
freiosdahiperextensão.
Então,os trabalhosrecentesde F. Bonnel
confirmamo quepensavaStrasser(1917);quem,
graçasa ummodelomecânico,descobriuqueo
LCAE estátensonaextensãoeo LCPI naflexão.
Contudo,umaanálisemaisminuciosadascon-
diçõesmecânicasconfirmamqueRoud (1913)
tambémestavacerto,vistoquepensavaqueos
cruzadospermanecemsempretensosemalgu-
masdesuasfibras.porcausadoseucomprimen-
todiferente.Comoaconteceamiúdeembiome-
cânica,duaspropostasaparentementecontradi-
tóriaspodemsercertassimultaneamentee não
seexc1uirem.
2. :-'JEMBRO INFERIOR 133
d
Fig.2-172
Fig.2-173
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134 FISIOLOGIA ARTICULAR
FUNÇÃO MECÂNICA DOS LIGAMENTOS CRUZADOS
(continuação)
Antes,analisandoo movimentodoscôndilos
sobreasglenóides(verpág.94),sepôdeconstatar
queestemovimentocombinarolamentoedesliza-
mento;assimcomoo rolamentopodeserexplica~
do com facilidade,mas,comoexplicaro desliza-
mentonumaarticulaçãotãopoucoencaixadaco-
mo o joelho? Certamente,intervêmfatores ati-
vos;osextensorespuxamatíbiasobreofêmurpa-
radiantenaextensão(verpág.146)e inversamen-
teostlexoresfazemcomqueo platôtibial sedes-
lize paratrásna tlexão;porém,quandoos movi-
mentosnumaamostraanatômicasão estudados,
predominao papeldos fatores passivose, mais
concretamente,o dosligamentoscruzados.Os li-
gamentoscruzadossolicitamaoscôndilosdefor-
ma quefazemcomquese deslizemsobreas gle-
nóidesemsentidoinversoao do seurolamento.
Partindo (fig. 2-179) da extensão(I), se o
côndilo rolassesemdeslizar-sedeveriarecuarà
posiçãoII e a inserçãofemoralb do cruzadoânte-
ro-externoabdeveriasituar-seemb', descreven-
do o supostotrajetobb', eventualidadeilustrada
na figura2-108(página107),e causadas lesões
docomoposteriordomeniscointerno.Contudo,o
pontob só podedeslocar-seao longode umacir-
cunferênciadecentroe e deraio ab(supondoque
o ligamentosejainextensível),a conseqüênciaé
queo trajetorealdeb nãoé bb', masbb", o que
correspondeà posiçãomdo côndilo, mais ante-
rior queaposiçãoII decomprimentoe.Durantea
flexão,o cruzadoântero-externoagedirigindo o
côndiloparafrente.Então,pode-sedizerqueo li-
gamentocruzado ântero-externoéresponsável
pelodeslizamentodo côndilopara diante,asso-
ciadoao seurolamentoparatrás.
Do mesmomodo pode-sedemonstrar(fig.
2-180)o papeldo cruzadopóstero-internodurante
a extensão.PassandodaposiçãoI à posiçãoII por
umrolamentosimples,o ligamentopóstero-interno
cddeslocao côndiloparatrás,atrajetóriadesuain-
serçãofemoralc nãoécc', massimcc" numacir-
cunferênciadecentrod e deraiodc.A conseqüên-
ciaéqueo côndilosedeslocaaumcomprimentof
paratrásparasituar-senumaposiçãom.Durantea
extensão,o ligamentocruzadopóstero-internoé
responsávelpelo deslizamentodo côndilo para
trás,associadoaoseurolamentoparadiante.
Esta demonstraçãosepoderetomargraçasa
ummodelomecânico(vermodelomnofinaldes-
tevolume),quefaz reaparecera tensãoalternada
dosligamentosrepresentadospor elásticos.
Os movimentosde gavetasãomovimentos
anormaisdedeslocamentoântero-posteriorda tí-
bia comrespeitoaofêmur.Exploram-seemduas
posições:comojoelho tlexionadoemânguloreto
e comojoelho ~mextensãomáxima.
Com o joelho fiexionado em ângulo reto
(fig. 183):o pacienteemdecúbitosupinosobreum
planoduro,o joelho quevai serexploradoemân-
guloreto,o pé apoiadosobrea mesadeexame;o
examinadorbloqueiao pédopacientesentando-se
emcimadele,paraa seguirsegurarcomambasas
mãosaextremidadesuperiordaperna;pluandopa-
ra ele, exploraumagavetaanterior,empurrando
paratrásexploraumagavetaposterior;estaexplo-
raçãodeveserrealizadacomo péemrotaçãoneu-
tra- gavetadireta-, o péemrotaçãoexterna-
gavetaemrotaçãoexterna- eo péemrotaçãoin-
terna- gavetaemrotaçãointerna-. É preferível
estaterminologiaàdenominação"gavetarotatória
externaou interna",quetemimplícitaumaidéia
derotaçãoduranteo movimentodegaveta.
A gavetaposterior (fig.2-181)semanifesta
por umdeslocamentodatíbiasobreo fêmurpara
trás;devidoaumarupturadocruzadopóstero-in-
temo. A regramnemotécnicaé simples:gaveta
posterior =cruzadoposterior.
A gavetaanterior (fig.2-182)setraduzpor
um deslocamentopara diantedatíbia sobreo fê-
mur devidoà rupturado cruzadoântero-externo.
Gavetaanterior =cruzadoanterior.
Com o joelho emextensão,umamãosegura
afaceposteriordacoxa,enquantoamãoanterior,
segurandoa extremidadesuperiordaperna,tenta
moverapernadedianteparatrásevice-versa:éo
testede Lachmann-Trillat. Se um deslocamento
parafrentepode serpercebido,este"Lachmann
anterior"é a provadeumarupturado LCAE, as-
sociadaporBousquetaumarupturadacamadafi-
brotendinosapóstero-externa(PAPE); estaexplo-
raçãoé complicada,visto queo movimentoé de
escassaamplitudee,por conseguinte,difícil dese
afirmar.
Fig.2-183
Fig.2-179
Fig.2-181
2.MEMBRO INFERIOR 135
Fig.2-180
Fig.2-182
136 FISIOLOGIA ARTICULAR
A ESTABILIDADE ROTATÓRIA DO JOELHO EM EXTENSÃO
Sabemosque os movimentosde rotação
longitudinaldojoelhosósãoviáveisquandoele
estáflexionado.Contudo,naextensãomáxima,
arotaçãolongitudinalé impossível:eleestáim-
pedidopela tensãodos ligamentoscruzadose
laterais.
Em visão anteriordo joelho em rotação
neutra(fig.2-184,assuperfíciesseilustram"se-
paradas"devidoa uma"elasticidade"anormal
dosligamentos),os ligamentoscruzadosestão
bemcruzadosumcomrelaçãoao outro,e sua
duplaobliqüidade,bemvisívelemvistadepla-
no (fig.2-185),fazcomqueesbocemummovi-
mentodeenrolamentoumaoredordooutro.
Durantea rotaçãointernadatíbiasobreo
fêmur(fig.2-186,vistaanterior),adireçãodosli-
gamentosé nitidamentemaiscruzadanoplano
frontal (detalhe),enquantono planohorizontal
(fig.2-187,vistasuperior)entramemcontatoen-
tresi atravésdasuamargemaxial(detalhe);des-
tafOffi1a,seenrolamumaoredordo outro(fig.
2-188)esecontraemmutuamente(fig.2-189)co-
moascordasdeum"torniquete",conseguindoa
aproximaçãodassupeifíâesda tiNaedofêmur,
emboraarotaçãointernasebloqueierapidamente.
Simultaneamente,comoo centrodestaro-
tação- marcadocomumacruz- (fig.2-187)
nãocoincidecomo centrodaarticulação(defa-
to correspondeà vertenteinternadaespinhati-
bial interna),estemovimentodistendeo LCPI
(-) e contraio LCAE (+)assimcomoa suaex-
pansãoparao comoanteriordo meniscointer-
no,quesedeslocaparatrás.
Durantea rotaçãoexternadatíbiasobreo
fêmur(fig.2-190,vistaanterior),osligamentos
têma tendênciaa tornar-separalelos(detalhe),
enquantono planohorizontal(fig.