Kapanji - volume 2

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indicaumalesãoda
CFTPE (PAPE), e se pode-seperceberum
ressaltoseassociaa umadesinserçãodocor-
noposteriordo meniscointerno.
6) A gavetaposterioremrotaçãoneutraouga-
vetaposteriordiretaéo sinalinfalíveldarup-
turadoLCPl.
7) O ressaltoexternoemvalgo,rotaçãoexterna
eextensãooupivotshiftreversetest,assimco-
moo ressaltoexternoemvalgo,rotaçãoexter-
nae flexão,indicamumarupturadoLCPI.
8) A gavetaposteriorem rotaçãoexternatra-
duzumalesãoda CFTPE (PAPE),podendo-se
associara umarupturadoLCPI.
9) A gavetaposteriorem rotaçãointerna seria
um sinalespecíficoda rupturado LCPI asso-
ciadaaumalesãoda CFTPl (PAP/).
10) Um movimentodelateralidadeemextensão,
de formaqueprovoqueum ligeiro valgo (+)
correspondea umarupturado LLI; quandoo
valgoémaisacentuado(++)indicaumalesão
associadada convexidadecondilianaintema:
por último,quandoé muitoacentuada(+++)
existe,alémdisso,umarupturadoLCAE.
11) Um movimentode lateralidadeexternaem
ligeira ftexão(10-30°) indicaumarupturaas-
sociadadoLU, daconvexidadecondilianain-
ternae da CFTPI, assimcomouma lesãodo
cornoposteriordo meniscointerno.
12) Um movimentode lateralidadeinterna em
extensãoindica,quandoexisteumvaromode-
rado(+),umarupturado LLE quepodeestar
ou nãoassociadaa umarupturada bandade
Maissiat,equandoéacentuado(++),umarup-
turaassociadada convexidadecondilianaex-
ternaeda CFTPE (PAPE).
13) Um movimentode lateralidadeinterna em
ligeiraftexão(I 0-30°)indicaasmesmaslesões
quenocasoanterior,porémsemquea ruptura
da bandadeMaissiatestejaassociada.
14) O testede recurvatum, rotação externae
valgoou inclusiveo testedesuspensãodode-
dopolegardopéindicamumarupturaassocia-
dadoLLE eda CFTPE (PAPE).
Para entendera mecânicado joelho é necessário
compreenderque o joelho em movimentorealizaum
equilíbrio dinâmicoe,principalmente,abandonaraidéia
deumequil1briodedoistermos,comoo dosdoispratos
deumabalança.Contudo,umatábuadevela(fig.2-246)
é muitomaisrepresentativa,vistoquecorrespondea um
equilíbrio de três termos:
- o mar,queseguraa tábua,correspondeà ação
dassupeifíciesarticulares;
- o vento,quebatena vela,é a forçamotora,ou
seja,osmúsculos;
- o indivíduo,quedirigeo movimentopelassuas
constantesreaçõesemfunçãodoventoedomar.
correspondeaosistemaligamentar.
O funcionamentodo joelho estádeterminado,em
todomomento,pelasreaçõesmútuase equilibradasdes-
testrêsfatores,superfíciesarticulares,músculose liga-
mentosemequilíbrio dinâmicotrilateral.
2.MEMBRO INFERIOR 157
LAT.INT.
EXT
+-;;@Y
'@VUREC/RE
(Suspensão)
(j) TA/R0(Direto)
// ""± ®TAlRE
++ + "\ +çj
+ +
@ TP/R0 (Direto) I
Res. VURE/EX (J)
(Pivot Shift Reverse Test)
Res VURE/FL
Res. VURI/FL @
(Lateral Pivot Shift)
Res. VURI/EX
Fig.2-245
DI
Fig.2-246
158 FISIOLOGIA ARTICULAR
A articulaçãodo tornozelo,ou tíbio-tarsia-
na,éaarticulaçãodistaldomembroinferior.Ela
éumatróclea,o quesignificaquepossuisóum
graudeliberdade.Ela condicionaosmovimen-
tosdapernacomrelaçãoaopénoplanosagital.
Ela é necessáriae indispensávelparaa marcha,
tantose estase desenvolveem terrenoplano
quantoemterrenoacidentado.
Trata-sedeumaarticulaçãomuito"fecha-
da",muitoencaixada,quetemlimitaçõesimpor-
tantes,vistoquequandoestáemapoiomonopo-
daIsuportatodoo pesodocorpo,quepodein-
clusiveestaraumentadopelaenergiacinética
quandoo péentraemcontatocomo chãoacer-
tavelocidadeduranteamarcha,nacorridaouna
preparaçãoparao salto.É fácilimaginaraquan-
tidadedeproblemasquetêmqueserresolvidos
paracriar prótesestíbio-tarsianastotais,com
certagarantiadelongevidade.
2.MEMBRO INFERIOR 159
160 FISIOLOGIA ARTICULAR
oCOMPLEXO ARTICULAR DO PÉ
Na realidade,a tíbio-tarsianaé a articula-
ção maisimportante- "a rainha"comodiria
Farabeuf- de todoo complexoarticularda
parteposteriordopé.Esteconjuntodearticu-
lações,auxiliadopelarotaçãoaxialdojoelho,
temas mesmasfunçõesqueumaarticulação
detrêsgrausdeliberdadesozinha,quepermi-
teorientara abóbadaplantaremtodasasdire-
çõesparaqueestaseadapteaosacidentesdo
terreno.Novamenteencontramosum parale-
lismocomo membrosuperior,noqualasarti-
culaçõesdo punho,auxiliadaspelapronação-
supinação,permitema orientaçãoda mãoem
qualquerplano. Contudo,a amplitudedesta
capacidadedeorientaçãoé muitomaislimita-
danopédo quenamão.
Os três eixosprincipaisdestecomplexo
articular(fig. 3-1) se interrompemaproxima-
damentenaparteposteriordopé.Quandoo pé
estáemposiçãodereferência,estestrêseixos
sãoperpendicularesentresi; nesteesquemaa
extensãodo tornozelomodificaa orientação
doeixoZ.
O eixo transversalXX' passapelosdois
maléolose corresp.ondeao eixo da articulação
tíbio-tarsiana.De modo geral,ele estácom-
preendidonoplanofrontale condicionaosmo-
vimentosde flexão-extensãodo pé (ver pág.
162)queserealizamnoplanosagital.
O eixolongitudinalda pernaY é vertical
econdicionaosmovimentosdeadução-abdução
do pé, queserealizamno planotransversal.Já
vimos(verpág.82)queestesmovimentossão
possíveisgraçasà rotaçãoaxialdojoelhoflexio-
nado.Emumamedidamenor,estesmovimentos
de adução-abduçãose localizamnas articula-
çõesposterioresdo tarso,emborasempreeste-
jam combinadoscommovimentosao redordo
terceiroeixo.
O eixolongitudinaldopéZ éhorizontale
pertenceaoplanosagital.Condicionaaorienta-
çãodaplantadopépermitindo-lhe"orientar-se"
tantodiretamenteparabaixoquantoparaforaou
paradentro.Por analogiacomo membrosupe-
rior,estesmovimentossedenominampronação
esupinação.
Fig.3-1
2. MEMBRO INFERIOR 161
162 FISIOLOGIA ARTICULAR
A FLEXÃO-EXTENSÃO
A posiçãodereferência(fig. 3-2) é a quea
plantado pé estáperpendicularao eixo daperna
(A). A partirdestaposição,a flexãodo tornozelo
(B) é definidapor sero movimentoque aproxi-
ma o dorso do pé à faceanteriordaperna;tam-
bémsedenominaflexãodorsalou dorsiflexão.
Pelo contrário,a extensãoda articulação
tíbio-tarsiana(C) afastao dorso do pé da face
anteriorda pernaenquantoo pé tema tendência
a situar-seno prolongamentodaperna.Estemo-
vimento também se denomina flexão plantar,
emboraestanão sejaa denominaçãomais ade-
quadaporquea flexãosemprecorrespondea um
movimento que aproxima os segmentosdos
membrosao tronco.Nesta figura se pode com-
provar que a amplitude da extensãoé muito
maiordo quea daflexão.Paramedirestesângu-
los é melhor avaliaro ânguloentrea plantado
pé e o eixo daperna(fig. 3-3) tomandocomore-
ferênciao centroda articulaçãotíbio-tarsiana:
- quandoesteanguloé agudo(b), se tra-
tadeumaflexão.Suaamplitudeé de20
a 30°. A zona assombreadaindica a
margem de variações individuais de
amplitude,isto é de 10°;
- quandoesteânguloé obtuso(c), pode-
seafirmarquesetratadeumaextensão.
Sua amplitudeé de 30 a 50°.A margem
de variaçõesindividuais é maior (200)
queo da flexão.
Nos movimentosextremosnão intervém
somenteatíbío-tarsiana.mastambémseassocia
a amplitudeprópria das articulaçõesdo tarso,
que,sendomenosimportante,nãoédesprezível.
Na fiexãoextrema(fig. 3-4) as articulaçõesdo
tarso aumentamalguns graus (+), enquantoa
abóbadase aplana.Pelo contrário.na extensão
máxima(fig. 3-5), a amplitudesuplementar(+)
provémdeumaescavaçãoda abóbada.
2. MEMBRO INFERIOR 163
C'
Fig.3-3
C
Fig.3-2
(~jJ
)
),
) / I
A
Fig.3-4
c
A
B
A
+
164 FISIOLOGIA ARTICULAR
AS SUPERFÍCIES DA TÍBIO- TARSIANA
(aslegendassãocomunsatodasasfiguras)
Se compararmosa tíbio-tarsianacomum
modelomecânico(fig.3-6),elapodeserdescri-
tadamaneiraseguinte:
- umapeça inferior (A), o astrágaloouta-
lo, quesuportaumasuperfíciecilíndrica
(em primeiraaproximação)com um
grandeeixotransversalXX';
- umapeça superior (B),aporçãoinferior
datíbiae a fíbula,queformamumblo-
co- aquisupostamentetransparente-
cuja superfícieinferior apresentaum
orifícioemformadesegmentocilíndri-
coidênticoaoanterior.
O cilindromaciço,encaixadonosegmento
decilindrooco,emantidolateralmenteentreos
doisflancosdapeçasuperior,poderealizarmo-
vimentosdefiexão(F) e deextensão(E)