Kapanji - volume 2

Kapanji - volume 2


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suaposiçãomédia.Ele
é compostopordoisfascículoscujaori-
gemécomum(10)nafacedorsaldaapó-
fise maiordo ca1câneo,próximoa sua
margemanterior.O fascículo interno
(11)oucalcâneo-escafóideexternosees-
tendenoplanoverticalparainserir-sena
extremidadeexternado escafóide,en-
quantosuamargeminferiorseune,àsve-
zes,como ligamentocalcâneo-escafóide
inferior,demodoquedivideaarticulação
mediotarsianaemduas,cavidadessino-
viaisdiferentes.O fascículoexterno(12)
ou calcâneo-cubóideinterno,menoses-
pessoqueo anterior,formaumalâmina
horizontalquesefixanafacedorsaldo
cubóide.OS'doisfascículosdoligamento
de Chopartconstituemassim(fig.4-24,
vistaanterioresquematizada)umângulo
retodiedro,abertoparacimaeparafora;
- o ligamentocalcâneo-cubóidedorsal
(13)éumabandafina(figs.4-22e4-25)
queseexpandeparaafacesúpero-exter-
nadaca1câneo-cubóide:
- o ligamentocalcâneo-cubóideplantar,
espessoenacarado,seestendesobreafa-
ceinferiordosossosdotarso.É constituÍ-
doporduascamadasdiferentes:
- umacamadaprofunda(14)queune(fig.4-
23,vistainferior,seseccionoueremoveu
acamadasuperficial)atuberosidadeante-
riordoca1câneocomafaceinferiordocu-
bóide,atrásdosulcoporondesedeslizao
tendãodofibularlaterallongo(FLL);
- umacamadasuperficial(15)queseinsere
portrás,nafaceinferiordoca1câneoentre
astuberosidadesposteriorese a tuberosi-
dadeanterior;estelequefibrososeadereà
faceinferiordocubóidepelafrentedo sul-
codoFLL esuasexpansões(16)terminam
nabasedosquatroúltimosmetatarsianos.
Destemodo,o sulcodocubóidesetrans-
formanumcanalósteo-fibrosopercorrido
peloFLL, deforaparadentro(fig.4-25,
17).Umavistainterna(fig.4-27)comdois
cortesparamédios(fig.4-28,direçãodos
doisplanosdesecção)mostrao tendãodo
FLL quandosedesprendedocubóide.
O grandeligamentoca1câneo-cubóideplan-
taré umdoselementosessenciaisdesuporteda
abóbadaplantar(verpág.232).
2.:'IEMBROINFERIOR 189
d'
"
Fig.4-28
TP
5
Fig.4-24
12 11
FLL
Fig.4-25
11
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J12
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13 f~ d~, '/''!./ , 15I~"~~A1··~iJ7J\'l1)f d :t __.....-;..-;-~\, ...~ TPM"'- ,\.~ L '~,~~r,,(fll.ClTP~ ' '\ J ..\YW//JI \u2022 /.ll?'l148 clb'1b'2 e1 ''1''-~4152 elai 1213Fig. 4-22 ~r &\\~:_ A 1)-1'\\\\\i\\\\\\\\\,"I"JFig.4-23
190 FISIOLOGIA ARTICULAR
OS JVIOVIMENTOS NA SUBASTRAGALIANA
Tomadasemseparado,cadaumadassuper-
fícies da subastragalianapode ser comparada
comumasuperfíciegeométrica:o tálamoé um
segmentocilíndricoe a cabeçaastragalianaum
segmentodeesfera.Contudo,eladeveserconsi-
deradacomoumaartródia,porqueé geometri-
camenteimpossívelqueduassuperfíciesesféri-
case duassuperfíciescilíndricaspertencentesa
um mesmoconjuntomecânicose deslizemsi-
multaneamenteumasobreaoutra,semqueapa-
reçaumaabertura,pelomenos,numdospares,
istoé.aperdadecontatomaisoumenosextensa
entreassuperfíciesqueestãodefrente.O funcio-
namentodestaarticulaçãoimplicadeterminado
"jogo"devidoàsuaprópriaestrutura.Nestesen-
tido,elaseopõetotalmentea umaarticulação
muitofechadacomonocasodoquadril,cujassu-
perfíciessãogeométricaseconcordantes,eojo-
goficareduzidoaomínimo.Contudo,seassu-
perfíciesdasubastragalianaconcordamperfeita-
mentenaposiçãomédia,posiçãoquenecessita
damaiorsuperfíciedecontatoparatransmitiro
pesodocorpo,nasposiçõesextremassetomam
muitodiscordantes,reduzindoassimasuperfície
decontato,emboraasforçasquese deveriam
transmitirsejammuitomenoscontundentes.
Partindodaposiçãomédia(fig.4-29,vista
anteriordo calcâneoe do astrágalo,ambos
transparentes),o movimentodocalcâneosobre
o astrágalo,supostamentefixo,serealizasimul-
taneamentenos três planosdo espaço.No
moyimentodeinversãodopé(verpág.178),a
porçãoanteriordo ca1câneorealizatrês deslo-
camentoselementares(fig.4-30,posiçãoini-
cialemlinhadescontínua):
- ele baixaligeiramente(t): ligeira ex-
tensãodopé;
- deslocamentoparadentro(v):adução;
- inclinaçãosobrea suafaceexterna(r):
supinação.
(A mesmademonstraçãopodeserfeita,em
sentidoinverso,nocasodaeversão.)
Farabeufdescreveuperfeitamenteestemo-
vimentocomplexo,dizendoque"o calcâneoos-
cila,virae rodasabreo astrágalo".A compara-
ção com um navio estátotalmentejustificada
(fig.4-33):
- oscila:suaproasesubmergenasondas(a);
- vira (b);
- rodaaoinclinar-sesobreo seulado(c).
Estes movimentoselementaresem tomo
doseixosdeoscilação,deviradaedebalançose
associamdemaneiraautomáticaquandoonavio
desceobliquamenteàsondas(e).
Em geometriasepodedemonstrarqueum
movimentoemqueseconhecemoscomponen-
teselementarescomrelaçãoa trêseixospode
reduzir-sea um simplesmovimentoemtorno
de umsó eixooblíquocomrelaçãoaosoutros
três.No caso do ca1câneo,esquematizadono
desenhoem forma de paralelepípedo(fig. 4-
31),esteeixomnéoblíquodecimaparabaixo,
dedentroparaforae dedianteparatrás.A ro-
taçãoaoredordesteeixo(fig.4-32)provocaos
deslocamentosdescritosanteriormente.Este
eixo,descritoporHenke,penetrapelapartesú-
pero-internado colo do astrágalo,passapelo
seiodotarsoe emergepelatuberosidadepóste-
ro-externadoca1câneo(verpág.196etambém
o modelodopénofinal dovolume).Comove-
remosmaisadiante,o eixodeHenkenãosóre-
presentao eixo da subastragaliana,mastam-
bémo da mediotarsiana,de modoquecondi-
cionatodososmovimentosdaporçãoposterior
dopécomrelaçãoaotornozelo.
n
Fig.4-29
m
Fig.4-31
c
n
a
I
2. MEMBRO INFERIOR 191
Fig.4-30
m
Fig.4-32
e
Fig.4-33
192 FISIOLOGIAARTICULAR
OS MOVIMENTOS NA SUBASTRAGALIANA E NA MEDIOTARSIANA
Osdeslocamentosrelativosdosossosdotar-
soposteriorsãofáceisdeanalisarsobreumapre-
paraçãoanatõmicaondesefazemradiografiasem
posiçãodeinversãoedeeversão.Deve-setomar
aprecauçãodeatravessarcadaumdosossoscom
umavaretametálica(a:paraoastrágalo,b:parao
ca1câneo,c:parao escafóide,d:parao clibóide);
osângulostambémpodemserobservados.
Numa radiografiade incidênciavertical
(vistasuperior),como astrágalofixo,apassa-
gemdaeversão(fig.4-34)à inversão(fig.4-35)
seproduzpelosseguintesdeslocamentos:
- - oescafóide(c)sedeslizaparadentroso-
breacabeçadoastrágaloegiraSO,
- ocubóide(d)segueomovimento,girao
mesmoânguloe sedeslizaparadentro
comrelaçãoaoca1câneoeaoescafóide;
- o ca1câneo(b)avançaligeiramenteegi-
ratambém5°sobreo astrágalo.
Estastrêsrotaçõeselementaresserealizam
nomesmosentido,o daadução.
Uma incidênciafrontal (vistaântero-pos-
terior),como astrágalosemprefixo,mostraos
seguintesdeslocamentosao passarda eversão
(fig.4-36)à inversão(fig.4-37):
- o escafóide(c)gira25°e quasenãoul-
trapassao astrágaloparadentro;
- o cubóide(d)desaparecetotalmentede-
trásdasombradocalcâneoegira18°;
- o ca1câneo(b)sedeslizaparadentrode-
baixodoastrágaloegira20°.
Estastrêsrotaçõeselementaresserealizam
nomesmosentido,o dasupinação,e o escafói-
degiramaisqueo calcâneoe, principalmente,
maisdoqueo cubóide.
Finalmente,numaincidêncialateral (vista
deperfil),entreaeversão(fig.4-38)eainversão
(fig.4-39),sepodemconstatarosseguintesdes-
locamentos:
- o escafóide(c) sedesliza,literalmente,
debaixoda cabeçado astrágaloe gira
sobresi mesmo45°,de tal formaque
sua face anteriortem a tendênciaa
orientar-separabaixo;
- o cubóide(d) tambémse deslizapara
baixo,com relaçãoao astrágaloe ao
ca1câneoaomesmotempo.Estadesci-
da com relaçãoao astrágaloé muito
mais importanteque o do escafóide
comrelaçãoao astrágalo.Simultanea-
mente,o cubóidegira12°;
- porúltimo,o ca1câneo(b) avançacom
relaçãoaoastrágalo,cujamargempos-
teriorcobrea superfícieretrotalâmica.
Ao mesmotempo,gira10°paraaexten-
são,comoo escafóide.
Estestrêsmovimentoselementaressereali-
zamnomesmosentido,o daextensão.
b
c
Fig.4-38
Fig.4-34
Fig.4-36
Fig.4-35
Fig.4-37
2.MEMBRO INFERIOR 193
b'
15° b
<:::/
/
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I
I
I
194 FISIOLOGIA ARTICULAR
OS MOVIMENTOS NA MEDIOTARSIANA
Os movimentosna mediotarsianaestão
condicionadospelaformadassuperfíciesarticu-
laresepeladisposiçãodosligamentos.
Globalmente(fig.4-40),assuperfíciesarti-
cularesestãodispostasdeacordocomumeixo
XX' oblíquodecimaparabaixoededentropa-