Kapanji - volume 2

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impedema abertura
inferiordasarticulaçõesca1câneo-cubóidee cubói-
de-metatarsiana(fig. 5-20) sob o peso do corpo
(seta).A chavedeabóbadado arcoé compostape-
la apófisemaior do calcâneo(D) ondeseopõem
as forças do arcobotanteposteriorCD e anterior
BD. Quando se exerceverticalmenteuma força
muitoviolentasobreo arco,peloastrágalo- caí-
dasobreospésdesdeumlugarelevado- sepro-
duzemduasconseqüências(fig.5-21):
- o ligamentocalcâneo-cubóideplantarre-
siste,porémo arcose rompeno nível da
suachavedeabóbadae a apófisemaiorse
descolaporum.traçoverticalquepassape-
lo pontofraco;
- o tálamoseafundano corpodo ca1câneo:
o ângulodeBoehler(PTD) geralmenteob-
tuso (fig. 5-20)parabaixoestáanuladoe
inclusiveinvertidoemPT'D;
- no ladointerno,a apófisemenorsedesco-
la com freqüênciapor um traço sagital
(semrepresentar).
Este tipo de fraturasdo ca1câneosãomuito
complicadasdereduzir-se,vistoquenãosó é ne-
cessáriolevantaro tálamo,mastambémqueaapó-
fisemaiortemqueserendireitada,sema qualo ar-
co internopermaneceriaafundado.
Três músculossãoos tensoresativosdocita-
do arco:
- o fibular lateralcurto (FLC) é umacorda
parcial(fig.5-22)doarco,porém,comooli-
gamentocalcâneo-cubóide,impedea aber-
turainferiordasarticulações(fig.5-23);
- o fibular laterallongo(FLL), quesegueaté
o cubóideum trajetoparaleloao anterior,
desempenhao mesmopapel;porém,tam-
bém(fig.5-24),enganchadoaocalcâneope-
lo tubérculodosfibulares(6),mantémelas-
ticamentesuaextremidadeanteriorcomoo
flexorprópriodoháluxnoladointerno;
- o abdutor do quinto dedo(Abd.5)cons-
titui a cordatotaldo arcoexterno(fig. 5-
25); comoseuparo adutordo hálux:tem
umaaçãoanáloga.
O fibularanterior(F) eo extensorcomumdos
dedos(Ecd) - emcertascondições- diminuem
acurvaturadoarcoexternoaoagirsobreasuacon-
vexidade.O mesmoacontececomo tríceps(T).
2. ivIEMBRO INFERIOR 233
Fig.5-25
Fig.5-23
Fig.5-19
FLC
..\u2022 ~ ..
/ Fig. 5-22~"'"-
-
B
Fig.5-18
5 6 4 Abd.5
Fig.5-21
Fig.5-20
Fig.5-26
T
c
c
234 FISIOLOGIA ARTICULAR
oARCO ANTERIOR E A CURVATURA TRANSVERSAL
oarcoanterior(fig.5-27,corteI) seesten-
deentrea cabeçado primeiroossodo meta-
tarso,querepousasobreosdoissesamóides,
a 6 mmdochão(A), ea cabeçado quintoos-
sodometatarso(B), tambéma6 mmdochão.
Estearcoanteriorpassapelacabeçadeoutros
metatarsianos:a segundacabeça,a maiseleva-
da(9mm),constituiachavedaabóbada.A ter-
ceira(8,5mm)eaquartacabeças(7mm)estão
emposiçãointermédia.
A concavidadedestearcoépoucoacentua-
dae entraemcontatocomo chãoporintermé-
diodaspartesmoles,constituindoo quealguns
denominam"o calcanharanteriordo pé".Este
arcoestásubtensopeloligamentointermetatar-
siano,semumagrandeeficácia,e por um só
músculo,o fascículotransversodoabdutordo
hálux (Abd.h),queformaumasériedecordas
parciaise totaisentreacabeçadoprimeirome-
tatarsianoe a dosoutrosquatro.É ummúsculo
relativamentepoucopotenteefácildeforçar.O
arcoanterior"cai" comfreqÜência- partean-
teriordopéchato- oumesmoinvertido- par-
te anteriordopéconvexo-, o queprovocaa
formaçãodecalosdebaixodascabeçasmetatar-
sianasrebaixadas(verpág.150).
Os cincoraiosmetatarsianosfinalizamno
arco anterior.O primeiroraio (fig. 5-29) é
o maiserguidoeforma,segundoFick,umângu-
lo de 18 a 25° com o chão.A seguir,este
ângulometatarsiano/chãodiminuiregularmen-
te:15°parao segundo(fig.5-30),10°parao ter-
ceiro(fig.5-31),8°parao quarto(fig.5-32)esó
5°parao quintoossodo metatarso(fig.5-33),
quaseparaleloaochão.
A curvaturatransversalda abóbadasegue
dedianteparatrás.No níveldoscuneiformes
(fig.5-27,corteII), o arcotransversalsomente
contémquatroossose entraemcontatocomo
chãoatravésdasuaextremidadenoníveldocu-
bóide(cub).O primeirocuneiforme(C1) estáto-
talmentesuspenso,semnenhumcontatocomo
chão;osegundocuneiforme(C,)constituiacha-
vedaabóbada(tracejado)efoma,comosegun-
dometatarsianoqueoprolongaparadiante,oei-
xo do pé, a cúspideda abóbada.Estearcoé
subtensopelo tendãodo fibular laterallongo
(FLL), quedestaformaagecomgrandepotên-
ciasobreacurvaturatransversal.
No nível do escafóide e do cubóide
(fig.5-27,cortelU), o arcotransversalsomente
entraemcontatocomo chãoatravésdasuaex-
tremidadeexternacompostapelocubóide(cub).
O escafóide(esc),suspensoacimadochão,des-
cansa"emsuportéemfalso"sobreo cubóidepe-
lasuaextremidadeexterna.A curvaturadestear-
coestámantidapelas'expansõesplantaresdoti-
bialposterior(TP).
Umavistainferiordopé(esquerdo)supos-
tamentetransparente(fig.5-28)mostracomoa
curvaturatransversaldaabóbadaestámantida
por três músculos,sucessivamentede diante
paratrás:
- o abdutordo hálux(Abd.h),dedireção
transversal;
- o fibular lateral longo (FLL), o mais
importantedopontodevistadinâmicoe
queconstituiumsistematensoroblíquo
paradianteeparadentro,queagesobre
ostrêsarcos;
- asexpansõesplantaresdo tibialposte-
rior (TP), desempenhandoum papel
principalmenteestático,e que consti-
tuemum sistematensoroblíquo para
dianteeparafora.
A curvatura longitudinaldo conjuntoda
abóbadaplantarécontroladapor:
- o adutordo hálux(Adu.h)*pordentro,
junto como flexorpróprio(semrepre-
sentação);
- o abdutordo quintodedo(Abd.5)por
fora.
Entreestesdoistensoresextremos,o flexor
comumdosdedos(semrepresentação)eseuaces-
sórioeo flexorplantarcurto(FPC)mantêmacur-
vaturadostrêsraiosmédiosigualadoexterno.
*Notadoautor:éabdutorcomrelaçãoaoplanosagi-
taleadutorcomrelaçãoaoeixodopé.
Fig.5-28 Fig.5-27
2.MEMBRO INFERIOR 235
11
111
236 FISIOLOGIA ARTICULAR
DISTRIBUIÇÃO DAS CARGAS E DEFORMAÇÕES ESTÁTICAS
DA ABÓBADA PLANTAR
opesodocorpo,transmitidopelomembro
inferior,seexercesobreo tarsoposterior(fig.5-
34)noníveldapoliadoastrágaloatravésdaar-
ticulaçãotíbio-tarsiana.Daí, asforçassedistri-
buírememtrêsdireções,paraostrêspontosde
apoiodaabóbada(Seitz,1901):
- para o apoio anteriore interno(A),
atravésdocolodoastrágalo,noarcobo-
tanteanteriordoarcointerno,
- para o apoio anteriore externo(B),
atravésda cabeçado astrágaloe da
grandeapófisedo calcâneo,no arcobo-
tanteanteriordoarcoexterno.
A direçãodivergentedestasduaslinhasde
força,paraA eparaB, formaumânguloagudo
de 35-40°,abertopelafrente,quecorresponde
ligeiramenteaoângulocompreendidoentreoei-
xo docoloeo eixodocorpodoastrágalo;
- paraoapoioposterior(C),atravésdoco-
lo doastrágalo,aarticulaçãosubastraga-
lianaeo corpodocalcâneo(lequesubta-
lâmico),nos arcobotantesposteriorese
unidoscomosarcosinternoeexterno.
A relativadistribuiçãodasforçassobreos
trêspontosdeapoiodaabóbada(fig.5-35)éfá-
cil ser lembradase pensarmosquequandose
aplicam6 kg sobreo astrágaloUM corresponde
aoapoioântero-externo(B),DOIS aoapoioân-
tero-interno(A) e TRÊS aoapoioposterior(C)
(Morton,1935).Em posiçãode pé, verticale
imóvel,o calcanharéo quesuportaamaiorfor-
ça,a metadedopesodo corpo.Então,sepode
entenderque,quandoestaforçaseconcentrano
meiocentímetroquadradodesaltofinodesapa-
to,esteperfureospisosdeplástico.
Sobacarga,cadaarcoseaplainaesealonga:
- no arcointerno(fig.5-36):astuberosi-
dadesposterioresdo calcâneo,distantes
dochãode7a 10mm,descem1,5mm,a
grandeapófise4 mm;o astrágalorecua
sobreocalcâneo;o escafóideascendeso-
breacabeçadoastrágaloaomesmotem-
poquedescendecomrelaçãoaochão;as
articulaçõescúneo-escafóidese cúneo-
metatarsianasseentreabremparabaixo;o
ângulodealinhamentodoprimeiroosso
dometatarsodiminui;ocalcanharrecuae
ossesamóidesavançamligeiramente;
- noarcoexterno(fig.5-37):osmesmos
deslocamentosverticaisdo calcâneo;
descensode 4 mmdo cubóide,de 3,5
mmdaestilóidedoquintometatarsiano;
as articulaçõesca1câneo-cubóidee cu-
bóide-metatarsianaentreabrem-separa
baixo;retrocessodocalcanhare avanço
dacabeçadoquintometatarsiano;
- no arco anterior(fig.5-38):o arcose
aplainae seexpandedosdoisladosdo
segundoossodo metatarso.A abertura
aumenta5 mmentreo primeiroe o se-
gundometatarsianos,2mmentreU elU,
4mmentrelU eIV, 1,5mmentreIV eV,
demodoquenototal,aparteanteriordo