Kapanji - volume 2

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pésealarga12,5mmsobo apoio.Du-
rantea faseanteriordopasso,a curvatu-
radoarcoanteriordesaparecee todasas
cabeçasmetatarsianasentramemcontato
como chão,segundodiversaspressões;
- acurvaturatransversaltambémdiminui
no níveldoscuneiformes(fig. 5-39)e
noníveldoescafóide(fig.5-40)aomes-
mo tempoqueestesdois arcostêma
tendênciadebascularemvoltado seu
apoioexternoumângulox proporcional
aoaplainamentodoarcointerno.
Poroutraparte(fig.5-41),acabeçadoas-
trágalodesloca-separadentrode2 a 6 mme a
grandeapófisede2 a4 mm.Em conseqüência,
apareceumarotura-torçãodopélocalizadana
médio-tarsiana:o eixodaparteposteriordopé
sedeslocaparadentroenquantoo eixodapar-
teanteriordopésedesviaparafora,demodo
queformamum ânguloy com o anterior.A
parteposteriordopégiraemadução-pronação
(seta1)eligeiraextensão,enquantoapartean-
teriordopérealizaummovimentorelativode
flexão-abdução-supinação(seta2). Este fenô-
menoé especialmentemarcadono pé chato
valgo(verpág.248).
Fig.5-35
..\u2022\u2022 +12,5m/m
Fig.5-38
x
Fig.5-39
Fig.5-36
Fig.5-37
Fig.5-40
2.MEMBRO INFERIOR 237
238 FISIOLOGIAARTICULAR
oEQUILÍBRIO ARQUITETÔNICO DO PÉ
opétemumaestruturatriangular(fig.5-42)
com:
- umladoinferior(A), abaseouabóba-
da,subtensaspelosmúsculoseosliga-
mentosplantares;
- um lado ântero-superior(B), ondese
localizamosflexoresdotornozeloeos
extensoresdosdedos;
- um ladoposterior(C), quecompreen-
deosextensoresdotornozeloe os fle-
xoresdosdedos.
Uma formanormalda plantado pé, que
condicionasuacorretaadaptaçãoaochão,é o
resultadodeumequilíbrioentreasforçaspró-
priasdecadaumdestestrêslados(fig. 5-43),
organizadossobretrêsraiosesqueléticosarti-
culadosentresi, no nível do tornozeloe do
complexoarticulardotarsoposterior:
- um aumento~acurvaturaplantar,pro-
vocandoumpécavo,podedever-setan-
toaumaretraçãodosligamentosplanta-
res ou uma contraturados músculos
plantares,quantoa umainsuficiência
dosmúsculosflexoresdotornozelo,
- umaplainamentodacurvaturaplantar,o
péchato,podedever-setantoaumainsu-
ficiênciadasformaçõesligamentaresou
muscularesplantares,quantoa umtônus
exageradodos músculosanterioresou
posteriores.
Novamente,encontra-seanoçãodeequilí-
briotrilateral(fig.5-44),ilustradapelatábuade
velaquepermitecompreenderoequilíbriodinâ-
micodojoelho.
Fig.5-43
Fig.5-42
Fig.5-44
2. MEMBRO INFERIOR 239
240 FISIOLOGIA ARTICULAR
DEFORMAÇÕES DINÂMICAS DA ABÓBADA PLANTAR DURANTE A MARCHA
Durantea marcha,o desenvolvimentodo
passovai submetera abóbadaplantara forças
e deformaçõesquedemonstramo seupapelde
amortecedorelástico.O desenvolvimentodo
passoserealizaemquatrofases.
Primeira fase:tomadadecontatocomo chão
(fig.5-45).
Quandoo membrooscilantelançadopara
dianteestáapontodeentraremcontatocomo
chão,o tornozeloestáalinhadoou emligeira
flexão(fig. 5-45)devidoàaçãodosflexoresda
tíbio-tarsiana(Ft).Portanto,o péentraemcon-
tatocomo chãoatravésdo calcanhar,ou se-
ja, o pontodeapoioposterior(C) daabóbada.
Imediatamente,sob o impulsoda perna(seta
branca),o restodo péentraemcontatocomo
chão(seta1) enquantoo tornozeloseestende
passivamente.
Segundafase:máximocontato(fig.5-46).
Então, a plantado pé entraem contato
como chãocomtodaa suasuperfíciedeapoio
(fig. 5-46)querepresentaa impressãoplantar.
a corpo, propulsionadopelo outro pé, vai
passarpor cima e depoispara diantedo pé
em apoio (fasede apoiounilateral).O torno-
zelopassapassivamentedaextensãoanteriorà
flexão (seta2). Ao mesmotempo,o pesodo
corpo(setabranca)incidetotalmentesobrea
abóbadaplantarque se aplaina.Simultanea-
mente,a contraçãodetodosos tensoresplan-
tares(Tp) seopõea esteafundamentodaabó-
bada(primeiroefeitoamortecedor);aplainan-
do-se,a abóbadase alongaligeiramente:ao
início do movimento,o apoio anterior(A)
avançaligeiramente,porémnofinal, quandoo
apoioanteriorentracadavezmaisemcontato
como chãodevidoaopesodo corpo,o apoio
posteriorC, o calcanhar,recua.A superfícieda
impressãoplantaré máximaquandoa perna
passapelaverticaldopé.
Terceirafase:primeiroimpulsomotor(fig.5-47).
Agora,opesodocorposeencontraparadian-
tedopéemapoio,acontraçãodosextensoresdo
tornozelo(T),eprincipalmenteadotríceps,vai
levantaro calcanhar(seta3).Entretanto,a tíbio-
tarsianaseestendeativamente,oconjuntodaabó-
badarealizaumarotaçãoemvoltado seuapoio
anterior(A). O corpose elevae sedirigepara
diante:setratadoprimeiroimpulsomotor,omais
importante,vistoquepõeemjogomúsculosmui-
topotentes.Contudo,a- abóbada,apanhadaentreo
chãopelafrente,aforçamuscularportráseope-
sodocorponomeio(alavancadesegundogêne-
ro,denominadainter-resistente)teriaatendênciaa
aplainar-sesenãointerviessemumavezmaisos
tensoresplantares(Tp): éo segundoefeitoamor-
tecedor,quepermitereservarumapartedaforça
dotrícepspararestituí-Ianofinaldoimpulso.Por
outraparte,énomomentodoapoioanteriorquan-
doo arcointernoseaplaina(fig.5-48)e a parte
anteriordopéseexpandepelochão(fig.5-49).
Quartafase:segundoimpulsomotor(fig.5-50).
oimpulsofornecidopelotrícepsseprolonga
porumsegundoimpulso(seta4),devidoà con-
traçãodosflexoresdosdedos(Fd),especialmen-
teosmúsculossesamóidese o flexorprópriodo
hálux.O pé,deslocadoumavezmaisparacimae
paradiante,abandonaseuapoiosobreocalcanhar
anterioresomenteestáemcontatocomostrêspri-
meirosdedos,especialmenteo hálux,nafaseter-
minaldoapoio(A'). Duranteestesegundoimpul-
somotor,aabóbadaplantarresiste,umavezmais,
aoaplainamentograçasaostensoresplantares,en-
treosquaissedestacamosflexoresdosdedos.É
nofinaldestafasequandoaenergiareservadaan-
teriormenteserestitui.O péselevantadochãoen-
quantoo outrocomeçaa desenvolverseupasso:
demodoqueambosospésestãosimultaneamen-
teemcontatocomo chão,duranteumpequeno
instante(fasedo duploapoio).Na faseseguinte,
denominadaapoiounilateral,aabóbadadopéos-
cilante- o queacabadedescolardochão- re-
cuperaasuaposiçãonormal.
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Fig.5-47 \I,,
I
I
III
Fig.5-45
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A
2.MEMBRO INFERIOR 241
c__
Fig.5-46
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OL--A'
Fig.5-51
242 FISIOLOGIA ARTICULAR
DEFORMAÇÕES DINÂMICAS SEGUNDO A INCLINAÇÃO
LATERAL DA PERNA SOBRE O PÉ
Nas páginasanteriores,analisamosasmo-
dificaçõesqueocorremnaabóbadaplantardu-
ranteo passo,istoé,asdiferentesinclinaçõesda
pernasobreo pénoplanosagital.Contudo,du-
ranteamarchaouacorridaemcurvasou terre-
no acidentado,é necessárioquea pernapossa
inclinar-sesobreo pénoplanofrontal,ouseja,
paraforaeparadentrodaimpressãoplantar.Es-
tesmovimentosde inclinaçãolateralse locali-
zamnasubastragalianaenamédio-tarsianae
determinammodificaçõesdaformadaabóbada
plantar.Pelocontrário,a tíbio-tarsiananãopar-
ticipa:o astrágalo,fixadonapinça bimaleolar,
semovecomrelaçãoaosdemaisossosdotarso.
A inclinaçãoda perna para dentro,em
relaçãoaopé consideradofixo (fig. 5-51),tem
quatroconseqÜências:
1. Rotaçãoexternadapernasobreopé (se-
ta 1),quesóaparecequandoaplantado
péentracomfirmezaemcontatocomo
chão.Manifesta-sepelo retrocessodo
maléoloexterno,nitidamentevisívelseé
comparadocomaposiçãonaqualo pé,
perpendicularà perna,somenteentraem
contatocomo chãomaiscomsuaborda
interna(fig. 5-52).Estarotaçãoexterna
da pinçabimaleolarprovocao desliza-
mentodo astrágaloparafora,principal-
mentedasuacabeçanoescafóide.
2.Abdllção-supinaçãoda parteposterior
do pé (fig. 5-53).A abduçãose devea
umafraçãoderotaçãoexternasemcom-
pensar.Quantoà supinação,estaderiva
do movimentodo ca1câneoparadentro,
perfeitamentevistoportrás(ângulox) e
em comparaçãocomum pé semapoio
nochão(fig.5-54):estevarodoca1câneo
se reconhecepelaincurvaçãoda borda
internadotendãodeAquiles.
3.Adução-pronaçãoda parte anteriordo
pé (fig. 5-51).Paraqueo arcoanterior
entreemcontatocomo chão,apartean-
teriordopédevedeslocar-separadentro:
o eixodaparteanteriordopé,quepassa
pelosegundoossodometatarso,e o pla-
no sagitalP, quepassaporesteeixo,se
desviamparadentroumângulom(P' re-
presentaa posiçãofinaldesteplanoe P
suaposiçãoinicial)quemedeestaadu-