Behaviorismo vs Psicanálise

Behaviorismo vs Psicanálise


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de fisiologia onde observava a salivação em cães.
O cão sem alimento ira salivar diante de uma porção de carne, ou outro alimento apresentado.
O curioso é que ele pode se comportar assim, ( salivando), antes de ver ou cheirar a carne, apenas com a presença da pessoa que costuma alimentá-lo ou mesmo somente em ouvir seus passos.
Pavlov experimenta diversas situações e lhes dá nomes.
Resposta Natural: O comportamento de salivar, uma vez que ele surge diante do estímulo que naturalmente o produz - o Alimento.
Resposta Incondicionada: E chamou de estíímulo incondicionado, o tipo estímulo que produz a resposta.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 49. Psic. da Educação.
Ilustração
A visão de Pavlov
O que Pavlov quis mostrar é que tudo o que aprendemos, deve ser explicado pelo modo como os estímulos ambientais e internos \u2013 do sistema nervoso \u2013 são dispostos para produzir respostas.
Pavlov via o Psiquismo humano, como um conjunto de conexões \u2013 ou associações, como ele dizia \u2013 entre estímulos e respostas. 
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 49. Psic. da Educação.
Críticas de Pavlov.
Ele criticava a pretensão de Psicólogos que segundo ele, gostavam de renunciar as soluções claras de um problema e tornar as coisas mais misteriosas e confusas.
Ex: Para explicar por que um macaco conseguia resolver um jogo de encaixes?
Os Pisc. Diziam: Será que o macaco pensa?
Quando o óbvio seria a repetição de comportamentos bem sucedidos do animal tendo como conseqüência a aquisição de uma banana por exemplo. 
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 51. Psic. da Educação.
Aplicações na Escola do Estímulo Reforçador
Quando um educando trata bem os colegas de sala, recebe elogios, e continuara com este comportamento se for estimulado a tal.
Damos o nome de Reforçador ao estímulo que produziu este efeito \u2013 o elogio no caso.
 Segundo a concepção Skinneriana, nosso repertório de comportamentos, reflete-se em base ao que o ambiente nos oferece.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 51. Psic. da Educação.
Cientificamente falando
\u201cO máximo que se pode dizer é que um reforçador aumenta a chance de repetição, de um comportamento ou de uma classe de respostas\u201d.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 51. Psic. da Educação
Características Técnicas do Comportamentalismo
Um observador descuidado não terá dúvidas de afirmar que a pessoa acorda, por causa do som do despertador, mais só um experimento que controle todas as variáveis naquele momento, poderá nos dar a conclusão definitiva sobre isso.
Podendo ser: A luz do sol, o despertador, alguma necessidade fisiológica, e etc. Somente uma análise de cada uma das variáveis bem controladas, aqui mencionadas, poderia nos oferecer a variável que causa este comportamento \u201cAcordar\u201d. 
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 53. Psic. da Educação.
Alguns esquemas de reforçamento
Caso da criança que faz birra, se não ganhar bala. 
Se a mãe não desejar este comportamento simplesmente, ela pode proceder diferente do que causou a birra, negando a bala. 
Não fornecendo a bala que instalou o comportamento inadequado, a freqüência da resposta tende a ser nula.
Reforçador Negativo
A mãe pode castigar fisicamente a criança, o que pode diminuir mais rapidamente o comportamento da criança.
Os comportamentalista não consideram válidos o emprego destes reforçadores indesejados, o que segundo eles podem ocasionar mais comportamentos indesejados. 
Reforço Parcial
Toda vez que o rato toca a alavanca é liberada uma certa quantidade de alimento para ele.
No exemplo do rato, podemos dizer que este se torna bem aplicável, pois o pesquisador o definiria como quisesse, o modo de toques da alavanca para alimentação do rato.
Ou seja bastava que o mecanismo automático só realizasse a liberação do alimento para o rato após o critério do pesquisador.
Comportamentos Persistentes
Os comportamentos instalados tornam-se persistentes seja ele bom ou ruim.
 \u201cCitemos o exemplo do menino que vai o primeiro dia pra escola ou pra missa, os pais o premiam com um elogio ou um afago carinhoso reforçador, que vai sendo oferecido a intervalos irregulares ao longo da vida da pessoa\u201d.
E o comportamento é mantido mesmo assim.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 51. Psic. da Educação.
Aplicações na Escola
Observa-se que professores e pais usam destes esquemas de comportamentalismo mesmo sem ter profundamente um conhecimento sobre estes paradigmas.
Digamos que o professor da uma nota boa ao aluno, nada mais é do que querer aumentar a freqüência do comportamento desejado.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 51. Psic. da Educação.
Na Escola...
O professor que toma algumas atitudes erradas, no tocante a punição da turma, acaba por reforçar nos alunos comportamentos indesejáveis.
Uma reação de nervosismo por exemplo, costuma causar mais bagunça entre os alunos .
Cabe ao professor arranjar uma maneira de não passar mais este estímulo reforçador, ele se \u201cvira\u201d, pra encontrar uma maneira de controlar a balbúrdia naquela sala.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 51. Psic. da Educação.
O Tecnicismo e Comportamentalismo
O tecnicismo não nega que a educação seja norteada por finalidades sociais e políticas, posta no aprimoramento dos meios técnicos, ações, métodos, e instrumentos que possam ser úteis para qualquer fim.
A grande contribuição do comportamentalismo para o tecnicismo, foi o fornecimento de conceitos e métodos para converter as finaliddes de educação em objetivos operacionais.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 51. Psic. da Educação.
A Escola e a Fábrica
O paradigma do comportamentalismo expressa uma mentalidade que visa racionalização dos procedimentos, eficiência e ênfase em resultados.
Método que, sendo empregado na escola, pode obter bons rendimentos nos alunos, que já devem sair de lá com este pensamento.
Ou seja Toda cadeia produtiva (alunos) irá funcionar com o mínimo de erro e o máximo de eficiência, isto quando se leva em conta o pensamento de fábrica.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 63. Psic. da Educação.
Modelo de Empreendimento Produtivo
O sucesso desse modelo levou alguns pensadores da educação a considerar que as escolas poderiam ser organizadas tal qual o empreendimento produtivo.
O que gerou as bases do Tecnicismo Educacional.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 63. Psic. da Educação.
Franklin Bobbitt
Foi um dos primeiros a visualizar a transposição os esquemas empresariais para a escola.
Ou seja: Assim como a fábrica define suas metas de produção, com base no detalhamento do produto a ser elaborado, a escola estabelece seus objetivos educacionais definindo com precisão o que espera dos alunos que irá formar.
Lembrando que estes objetivos são formados em termos operacionais o seja o que se espera do aluno ao final do processo pedagógico.
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 63. Psic. da Educação.
 Em ambos os casos o que se busca?
Na escola e na fábrica o que se busca é a eficiência máxima a otimização dos resultados pelos recursos despendidos.
Veremos então se os alunos coincidem com a meta previamente estabelecida, se foi o processo pedagógico estava correto, se não é necessário localizar a falha.
Assim o objetivo da avaliação não busca defeito no educando. 
E sim verificar se a mão de obra (professores), se estes estão fazendo da maneira certa.
Uma vez que os alunos são resultado da mão de obra deles...
Marcus Vinícius, 2ª Edição - 2002. Cap. II, Pag. 63. Psic. da Educação.
Educação e Sociedade
Na aplicação temos duas nomenclaturas: \u201cmão-de-obra\u201d, e os alunos como \u201cmercadorias\u201d que saem desta linha de produção.
Onde os professores se sentem desgostosos, porém, tais sensações ocorrem por que predomina uma visão humanizadora que enfatiza o trabalho docente, como o de \u201cformar\u201d pessoas,