Documentário "Instintos: o lado selvagem do comportamento humano" - BBC
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Documentário "Instintos: o lado selvagem do comportamento humano" - BBC


DisciplinaEtologia235 materiais1.218 seguidores
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GIULIA COSTA DOS SANTOS
Resenha do documentário:
\u201cInstintos: O lado selvagem do comportamento humano\u201d
Resenhas apresentadas para a disciplina de Etologia, no curso de Psicologia, primeiro período, da Universidade de Vila Velha \u2013 UVV.
Professor: Rodrigo Salgado
Vila Velha/ES 
2019
Vídeo um: Sobrevivência
Os primeiros humanos começam na Savana africana, junto com os instintos que seriam passados de geração em geração. Os instintos são os fundamentos do comportamento. Eles começam já no parto, como parte de um pacote já pré-programado no cérebro humano. Falando de parto, o bebê humano é o mamífero mais indefeso de todos, graças a uma adaptação do corpo humano: o bipedismo. Com ele, os quadris da mulher ficaram mais estreitos, levando ao nascimento precoce do bebê. Nove meses não são suficientes para o desenvolvimento do cérebro, tornando o recém-nascido muito dependente. O instinto que mais aflora no bebê é o de ser notado. Como ele depende de todos para tudo, ele chora. Com a capacidade de modificar tom e volume - que vai se aperfeiçoando - do choro, ele deixa claro qual a sua necessidade para quem estiver por perto. Seu lamento chega a ser tão grande que pode estimular a produção de leite na mãe. Outro instinto forte na criancinha e que é reforçado ao longo da vida é o de utilização da língua. Ele consegue identificar qual gosto lhe agrada mais e qual não agrada em nada. Isso já vem pré-programado, quando lá no passado nossos ancestrais precisavam identificar qual alimento era prejudicial para a saúde e qual fortalecia o corpo. Isso pode explicar porque nós temos mais afinidade por alimentos mais açucarados, já que são aqueles que dão mais energia e força. Alimentos azedos tendiam a ser prejudiciais. O instinto do medo é um dos mais importantes. Esse sentimento instintivo é tão importante para nossa sobrevivência que nosso corpo reage antes que nossa mente consciente registre o perigo. A adrenalina inunda o corpo preparando-nos para lutar ou fugir. Outro instinto aliado ao medo é o de repulsa. É com ele que associamos ao ser vivo se ele pode nos fazer mal, mesmo que seja inofensivo. Os instintos de sobrevivência não param aí, mas eles só podem ser superados por outro instinto que é garantido ao longo da vida: paterno/materno.
Vídeo dois: Desejos
O instinto de fazer sexo é o mais aflorado do ser humano. O motivo? Perpetuação da espécie. É um instinto vital produzir a próxima geração. Homens e mulheres o têm, mas esse se manifesta do mesmo jeito? A resposta é bem clara: não. Mulheres tendem a ser mais seletivas que homens quando o assunto é o parceiro ideal. O motivo é biológico: as mulheres soltam apenas um óvulo por mês e, se fertilizado, carregam a prole. É um investimento gigante. Enquanto isso, os homens têm espermatozoides ilimitados e podem gerar diversas crianças no mesmo período de tempo. Quando procuram o parceiro ideal, mulheres se atraem por corpos que indicam bons genes, então é mais provável que desejem corpos masculinos no formato de pera, pois significam bom sistema imunológico e força física. Já quando são os homens que procuram a parceira ideal, geralmente escolhem aquela mulher que tem seios fartos, cintura afinada e quadris mais largos, pois são fatores que indicam fertilidade. Outro fator que contribui para a escolha de parceiros: os genes. De acordo com o documentário, nos atraímos mais por pessoas que tenham o mínimo possível de genes coincidentes com os nossos, e consequentemente com sistema imunológico contrário ao nosso. Isso vai determinar que a criança tenha acesso a uma gama maior de combate a doenças e vai enfrentar os desafios do mundo da melhor forma possível. Um fato de escolha exclusivo das mulheres é referente ao período fértil da mulher: Quando ovulamos, preferimos rostos mais \u201cmásculos\u201d, enquanto quando no período não fértil, preferimos homens com rostos mais delicados. Por isso no período fértil temos mais chance de trair o parceiro, excluindo toda a questão cultural.
Vídeo três: Competição
A competição é natural e quando menos esperamos, lá estamos nós competindo. Para nossos antepassados, vencer o oponente significava ter maior chance de sobreviver e ter filhos e se eles se divertiam com isso, passavam os genes para a próxima geração, gerando o sentimento de euforia. Nossa capacidade de competir é acionada ainda no útero: quando competimos com a mãe. Quando o corpo da mãe entende que o bebê está pronto para nascer, ele diminui a alimentação do bebê diminuindo a pressão da mãe. O bebê força a pressão arterial para puxar mais alimento, adiando o nascimento. Esse embate é normal, mas às vezes o bebê força tanto que prejudica a mãe. Quando nascemos, buscamos atenção a todo custo, afinal dependemos de tudo e todos para suprir nossas necessidades. Quando temos irmãos, essa competição fica mais clara. Irmãos mais novos tendem a ficarem mais agressivos quando ignorados e os mais velhos tendem a ficarem mais obedientes. E para ter uma ideia de como isso é importante, pesquisadores fizeram uma correlação entre essa pesquisa e pessoas revolucionárias: essas pessoas eram irmãos mais novos, na maioria dos casos. Não temos recursos para competir o tempo todo, então competimos quando as chances de ganhar são maiores, mesmo que num jogo de sorte. A face e o comportamento do oponente ajudam nessa decisão. Quando o oponente apresenta um comportamento dominante, tendemos a não nos arriscar tanto. Achamos dominante aquele rosto que tem mandíbula e queixo maior e sobrancelhas grossas. É melhor competir com amigos e colegas, pois julgamos estar no mesmo nível. Mas por que perder é mais marcante que ganhar? Porque nossos corpos são impulsionados a ganhar. A amigdala associa à tristeza e nosso cérebro quer nos aplicar uma lição ao marcar uma derrota: não faça isso novamente. Adicionando um fator histórico/social, a derrota está aliada a reputação. Mais do que perder, é ser pego perdendo.
Vídeo quatro: Proteção
Mas o que poderia mudar todos os nossos instintos de sobrevivência? O que poderia contribuir para que nos coloquemos como segunda opção? A resposta é simples: ter filhos. O instinto de proteger nossa prole é o intenso, complexo e heroico que conhecemos. Abrindo mão da nossa segurança, nos colocamos em perigo constante para defender aqueles que geramos e amamos. O que impulsiona esse instinto nos humanos é simples de compreender: geralmente temos um filho por gestação, então damos toda a nossa energia disponível naquele momento para garantir o bom desenvolvimento e segurança para nossos filhos. Esse instinto não para nos filhos: se estende para outros parentes. Mas quanto mais genes compartilhamos, mais vamos fazer pelo outro. Esse instinto é tão forte que pode se estender para amigos, colocando-nos em situações de quase morte por aqueles que são considerados \u201cda família\u201d. O ser humano é o único a ter empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Devemos isso aos neurônios espelhos, que tentam copiar a ação do outro. Tentamos pegar a reação do outro para identificar o que essa pessoa está sentindo e auxiliado pela linguagem, esse instinto se torna poderoso. Raciocinamos, aprendemos e escolhemos, fazendo com que o ser humano seja mais que a soma dos instintos. 
Referência: INSTINTOS: O lado selvagem do comportamento humano. Robert Winston. Reino Unido: BBC, 2003. Dois DVDS