Revisão AV2 - Ensino Clínico II
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Revisão AV2 - Ensino Clínico II


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causa aumento no
suprimento de sangue, e aumento na secreção das glândulas cervicais (formam
o tampão mucoso que oblitera o canal cervical).
PARTO
\u2022 Atitude fetal: É a relação das partes fetais entre si.
\u2022 Dimensões \u2192 útero à termo = aprox. 30 cm.
\u2022 \u2192 feto à termo = aprox. 50 cm.
\u2022 \u2192 eixo longitudinal = aprox. 25 cm.
\u2022 Ovóide fetal: flexão generalizada durante a 
gravidez.
\u2022 Pólos: cefálico e pélvico.
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Situação:
\u2022 É a relação entre os eixos longitudinais, fetal e
uterino.
\u2022 Longitudinal\u2192 eixos coincidentes (99,5%)
\u2022 Transversa\u2192 eixos perpendiculares
\u2022 Oblíqua\u2192 eixos cruzados (fase de transição)
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Apresentação:
\u25ab É a região fetal que se coloca na área do estreito
superior e tende a insinuar-se durante o parto.
a) Cefálica
b) Pélvica
c) Córmica
CEFÁLICA
\u2022 FLETIDA
\u2022 DEFLETIDA
\u25ab 1º grau ou bregmática
\u25ab 2º grau ou fronte
\u25ab 3º grau ou face
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PÉLVICA
\u2022 COMPLETA
\u2022 INCOMPLETA
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Posição:
\u2022 É a relação do dorso fetal com o lado direito ou 
esquerdo materno.
- Períodos Mecânicos do Parto
Insinuação ou encaixamento
\u2022 Passagem da maior circunferência da apresentação através do anel do estreito superior
Descida
\u2022 Rotação interna da cabeça.
\u2022 Insinuação das espáduas: Com a rotação interna da cabeça e sua progressão no canal os 
ombros aconchegam-se.
Desprendimento
\u2022 Movimento de deflexão com a nuca apoiada na arcada púbica
\u2022 Rotação externa da cabeça: Ligeira flexão, pela ação da gravidade.
\u2022 Rotação interna das espáduas
\u2022 Desprendimento das espáduas: O ombro anterior aparece, ocorre uma flexão lateral do 
tronco e o ombro posterior desprende-se.
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Rotação extRotação extExtensãoExtensão
Rotação intRotação intFlexãoFlexão
DescidaDescidaEncravamentoEncravamento
Saida ombro antSaida ombro ant
Saída ombro postSaída ombro post
Períodos Clínicos do Parto
Período Características
Período 
premunitório -
pré-parto
\u2022 Início: 30 \u2013 36 semanas
\u2022 Descida do fundo uterino
\u2022 Formação do segmento uterino inferior
\u2022 Percepção das contrações uterinas pela gestante, por vezes com cólicas
(Braxton-Hicks).
\u2022 Aumento das secreções cervicais, com muco e, por vezes, raias de sangue
\u2022 Amolecimento, apagamento e centralização do colo
\u2022 Culmina com a fase latente do trabalho de parto
Período de 
dilatação
(1º período do 
parto)
\u2022 É precedido por uma fase de duração variável
\u2022 O primeiro período é a dilatação cervical, e dura desde o início até a
dilatação completa do colo.
\u2022 Primíparas: apaga e depois dilata (aprox. 12 h.)
\u2022 Multíparas: dilatação e apagamento simultâneos (aprox. 5h.)
\u2022 Fase latente \u2192 contrações tornam-se mais coordenadas, fortes e mais
eficientes e o colo mais amolecido, flexível e elástico.
\u2022 Fase ativa \u2192 a partir de 4cm, dilatação mais rápida
\u2192 primíparas: 3cm/h.
\u2192 multíparas: 5,7cm./h.
\u2022 Amniotomia: rotura das membranas amnióticas, em 80% dos casos ocorre
ao final da dilatação ou início da expulsão.
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Período expulsivo
(2º período do parto)
\u2022 Início com dilatação completa e término com a saída do feto
\u2022 Característica: esforços expulsivos maternos (puxos) e sensação de
preenchimento retal, com desejo de evacuar (Brasil, 2001).
\u2022 O feto passa através do canal de parto, pelo colo dilatado, e passa a
distender o diafragma vulvo-perineal.
\u2022 O útero se retrai logo após a saída do feto, ficando seu fundo na
cicatriz umbilical.
\u2022 míparas: aprox. 50' (Rezende)
\u2022 Multíparas: aprox. 20' (Rezende)
Dequitação
(3º período do parto)
\u2022 Característica: deslocamento (secundamento ou dequitadura) pela descida
e pela expulsão (ou desprendimento) da placenta.
\u2022 Decorre da retração uterina após o parto
\u2022 Mecanismo de Baudelocque-Schultze: Em 75% dos casos a placenta
está na parte superior do útero. Ela inverte-se e desprende-se pela parte
fetal, em forma de guarda-chuva.
\u2022 Mecanismo de Duncan: Em 25% dos casos a placenta está na parede
lateral do útero. Ocorre um desprendimento inicial da borda inferior, por
deslizamento e ela se apresenta pela borda ou pela face materna. O
hematoma retroplacentário exterioriza-se antes da placenta
\u2022 Expulsão: ocorre pela intervenção do assistente ou pelos esforços
expulsivos.
\u2022 Nos partos fisiológicos recomenda-se (Brasil, 2001) que seja utilizada a
conduta expectante, onde se aguarda 30\u2019a saída da placenta.
* A ferida da antiga inserção placentária sangra até que se forme o globo de
segurança de Pinard, decorrente da retração uterina.
Período de 
Greemberg
(4º período do 
parto)
\u2022 Do final do secundamento até aproximadamente 1 hora
após o parto.
\u2022 Hemostasia: miotamponagem (contração uterina),
trombotamponagem (formada pelos trombos dos grandes
vasos uteroplacentários, no hematoma da ferida do sítio
placentário).
\u2022 Equilíbrio miotrombótico: contração do miométrio e pressão
dos trombos
\u2022 Indiferença miouterina: Ocorre quando o útero está
"apático" dinamicamente, com perigo de encher-se
progressivamente de sangue.
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- Ação uterina anormal (atonia uterina): 
\u2022 hipotonicidade: contrações curtas, pouco freqüentes e sem muito
desconforto.
\u25ab Duração menor que 40 segundos.
\u2022 hipertonicidade: Contrações regulares, fortes e dolorosas, com
duração de 50 a 70 segundos.
\u25ab Freqüência de 2 a 5 minutos. Pode levar a hipóxia fetal.
\u2022 Contrações tetânicas: útero permanece continuamente contraído.
\u25ab Causa: superestimulação com ocitócitos (pode levar a ruptura
uterina, DPP e hipóxia fetal), trabalho de parto prolongado e
hipóxia fetal.
PUERPÉRIO
\u2022 O puerpério inicia-se uma a duas horas após a
saída da placenta e tem seu término imprevisto,
pois enquanto houver a amamentação, ela estará
sofrendo modificações da gestação (pela
lactância), não retornando seus ciclos
menstruais completamente à normalidade
(Ministério da Saúde, 2000/2003).
\u2022
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Classificação:
\u2022 Imediato: 1º ao 10º dia
\u2022 Tardio: 11º ao 42º dia
\u2022 Remoto: a partir do 43º dia
Involução e recuperação 
\u2022 ÚTERO:
\u25ab Abdome descaído, musculatura flácida;
\u25ab Fundo uterino na linha da cicatriz umbilical;
\u25ab Atividade contrátil permanece, provocando cólicas
dolorosas;
\u25ab Globo de segurança de Pinard
\u25ab 12 horas iniciais\ufffd 12 cm da borda púbica;
\u25ab 2º dia pós-parto normal comum identificar: Altura de
fundo de útero 2 cm abaixo da cicatriz umbilical e
lóquios sanguinolentos.
\u25ab A partir do 4º ou 5º dia \ufffd a anteversoflexão (fundo
uterino está voltado para o púbis);
té o 10º dia\ufffd retorna para a pelve;
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- Classificação dos Lóquios:
\u2022 Lóquios sanguíneos (até o 5º dia): volume
variável, semelhante à menstruação.
\u2022 Lóquios serossanguíneos (5º dia até 10º dia): cor
rosada.
\u2022 Lóquios serosos (10º dia): cor amarelada ou borra
de café.
Intercorrências no Puerpério
\u2022 Hemorragias: Perda maior que 500 ml de sangue.
\u25ab Causas da hemorragia imediata:
\u25ab Atonia uterina: Devido à exaustão do músculo. Este
não se contrai, não há compressão dos vasos
sangüíneos do útero.
\u25ab Lacerações: Podem ser classificadas como leve
(parte baixa da parede abdominal e períneo) ou
profusa (colo ou na porção superior do canal
vaginal \u2013 tem maior sangramento).
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Causas da hemorragia tardia (após 24 horas):
\u2022 Retenção de restos placentários\u2192 curetar
\u2022 Hematomas vulvares: Quando são realizadas
episiotomias, após sua reparação pode ocorrer
que um vaso continue sangrando na ferida
suturada, causando hematoma \u2192 quando
pequeno, deixar ser absorvido; quando maior,
remover os coágulos.
- Infecção puerperal: 
\u2022 Decorre da entrada de bactérias, antes, durante
o trabalho de parto ou no puerpério.
\u2022 Sintomas: temperatura superior a 38º C por
mais de 24 horas; lóquios fétidos e profuso; dor
pélvica profunda.
maria
maria fez um comentário
excelente!
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