AV2 Clinico 2 Enfermagem - Saúde da Mulher
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AV2 Clinico 2 Enfermagem - Saúde da Mulher


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suas diretrizes revistas em cada realidade. Essa orientação vale mesmo
para os projetos que estão em execução, como é o caso do Profae. O importante
é que todos estejam comprometidos com uma educação e um trabalho de
qualidade. Esta compreensão e direção ganham máxima relevância nos cursos
integrantes do Profae, sejam eles de nível técnico ou superior, pois estão
orientadas ao atendimento das necessidades de formação do segmento de
trabalhadores que representa o maior quantitativo de pessoal de saúde e que,
historicamente, ficava à mercê dos "treinamentos em serviço", sem acesso à
educação profissional de qualidade para o trabalho no SUS. O Profae vem
operando a transformação desta realidade. Precisamos estreitar as relações
entre os serviços e a sociedade, os trabalhadores e os usuários, as políticas
públicas e a cidadania e entre formação e empregabilidade.
Sabe-se que o investimento nos recursos humanos no campo da saúde terá
influência decisiva na melhoria dos serviços de saúde prestados à população.
Por isso, a preparação dos profissionais-alunos é fundamental e requer material
didático criterioso e de qualidade, ao lado de outras ações e atitudes que causem
impacto na formação profissional desses trabalhadores. Os livros didáticos
para o Curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem, já em
sua 3ª edição, constituem-se, sem dúvida, em forte contribuição no conjunto
das ações que visam a integração entre educação, serviço, gestão do SUS e
controle social no setor de saúde.
Humberto Costa
Ministro de Estado da Saúde
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ÍNDICEÍNDICEÍNDICEÍNDICEÍNDICE
 1 Apresentação
 2 Saúde da Mulher, um Direito a ser Conquistado
2.1 A enfermagem e a consulta clínico-
ginecológica
2.2 Afecções ginecológicas
 3 Planejamento Familiar
3.1 Assistência aos casais férteis
3.2 Assistência aos casais portadores de
esterilidade e infertilidade
 4 Conhecendo o Processo de Gestação
4.1 Diagnosticando a gravidez
4.2 Assistência Pré-natal
 5 Assistência de Enfermagem em Situações
Obstétricas de Risco
5.1 Abortamento
5.2 Placenta Prévia (PP)
5.3 Prenhez ectópica ou extra-uterina
5.4 Doenças hipertensivas específicas da
gestação (DHEG)
5.5 Sofrimento fetal agudo (SFA)
 6 Parto e Nascimento Humanizado
6.1 Admitindo a parturiente
6.2 Assistência durante o trabalho de parto
 7 Assistência de Enfermagem Durante o Parto Cesáreo
 8 Puerpério e suas Complicações
 9 Classificação dos Recém-nascidos (RNs)
9.1 Classificação de acordo com o peso
9.2 Classificação de acordo com a IG
9.3 Classificação de acordo com a
relação peso/IG
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10 Características Anatomofisiológicas dos RNs
11 Assistência de Enfermagem nos Cuidados Imediatos
e Mediatos ao RN
12 Assistência de Enfermagem ao RN no
Alojamento Conjunto
12.1 Amamentação
13 Humanização da Assistência ao RN de Baixo Peso
13.1 Atendimento à família em unidades
neonatais
13.2 Método Canguru
14 Assistência de Enfermagem ao RN Portador
de Patologias Prevalentes no Período Neonatal
14.1 Prematuridade
14.2 RN filho de mãe diabética
14.3 RN com hiperbilirrubinemia
15 Procedimentos de Rotina Utilizados no
Atendimento ao Recém-Nascido
15.1 Cuidados com a pele do RN
15.2 Coleta de sangue periférico
15.3 Administração de medicamentos,
fluidos e soluções
16 Enfermagem e a Saúde Integral da Criança e
do Adolescente
16.1 Aspectos históricos
16.2 O papel da família: cuidados na
atenção à criança e ao adolescente
16.3 A criança/adolescente no processo
saúde-doença
16.4 A hospitalização da criança e da família
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17 Aspectos do Crescimento e Desenvolvimento
17.1 Infância
17.2 Puberdade e adolescência
17.3 Sexualidade
17.4 Gravidez na adolescência
18 A Atuação Governamental nas Diretrizes para
a Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente
18.1 Estatuto da Criança e do Adolescente
18.2 Programa de Assistência Integral à
Saúde da Criança (PAISC)
18.3 Atenção Integrada às Doenças
Prevalentes na Infância (AIDPI)
18.4 Programa de Atendimento aos
Desnutridos e às Gestantes em Risco
Nutricional
18.5 Programa Saúde do Adolescente
(PROSAD) e Projeto Acolher: um
compromisso da enfermagem com o
adolescente brasileiro
18.6 Programa Saúde da Família (PSF)
19 Os Agravos à Saúde da Criança e do Adolescente
19.1 Distúrbios respiratórios
19.2 Diarréia e desidratação/Terapia de
Reidratação oral
19.3 Desnutrição proteico-calórica
19.4 Principais problemas hematológicos
19.5 HIV/AIDS
19.6 Administração de medicamentos em
pediatria
20 Agravos Sociais
20.1 Álcool e outras drogas
20.2 Maus Tratos e violência doméstica
21 Referências Bibliográficas
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PPPPP EEEEEAAAAARRRRROOOOOFFFFFIdentificando a ação educativa
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Criança e doCriança e doCriança e doCriança e doCriança e do
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O
1- APRESENTAÇÃO
presente trabalho, direcionado ao processo de qua-
lificação de auxiliares de enfermagem, abrange os con-
teúdos de enfermagem relacionados à saúde da mu-
lher, da criança e do adolescente.
Em sua concepção, procura-se contextualizar a mulher como
um ser total, cuja saúde é um direito a ser conquistado, seja no que
se refere à sua promoção, seja no que diz respeito à sua prevenção.
Aborda também o planejamento familiar como uma respon-
sabilidade do casal, além de discutir todo o processo gravídico-
puerperal, bem como a assistência de enfermagem desenvolvida
junto ao recém-nato, considerando todos os aspectos do cresci-
mento, do desenvolvimento e agravos à saúde desde a infância até
a adolescência.
A ênfase deste material didático está em discutir com os au-
xiliares de enfermagem a importância da realização de um traba-
lho educativo pela equipe de saúde como um todo, visando a
aprofundar questões que possibilitem reflexões a serem transfor-
madas em ações concretas de uma assistência humanizada.
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 Saúde da Mulher da Criança e do Adolescente
2- SAÚDE DA MULHER, UM
DIREITO A SER CONQUISTADO
O mundo feminino é cheio de detalhes próprios, que
precisam ser analisados de maneira sensível, com um olhar de
mulher. Muitas famílias hoje são chefiadas por mulheres, que
possuem uma dupla jornada de trabalho \u2013 pois, além de traba-
lhar fora, dão conta de todas as tarefas domésticas. Entender
que mulheres e homens são diferentes, não só do ponto de vis-
ta físico e biológico, mas também na forma como entendem o mundo,
como apresentam suas necessidades e como querem ser aceitos (as),
valorizados (as) e entendidos (as), significa analisar estas questões sob
a ótica do gênero.
Faz-se necessário, portanto, compreender, sob vários aspectos,
as questões que estão relacionadas com as ações preconizadas para
atender às demandas de saúde da mulher. A maior parte dos adultos
que procuram os serviços de saúde são mulheres que apresentam di-
versas necessidades, esperando que sejam atendidas. É importante res-
saltar que o índice de abandono dos tratamentos de saúde é significati-
vo e relaciona-se com a dificuldade em receber atendimento e a forma
como os profissionais