AV2 Clinico 2 Enfermagem - Saúde da Mulher
156 pág.

AV2 Clinico 2 Enfermagem - Saúde da Mulher


DisciplinaEnsino Clinico II598 materiais6.606 seguidores
Pré-visualização48 páginas
\u2014privação de alimentação, higiene, abrigo, vestimenta e ou-
tros\u2014 ou emocional \u2014privação de afeto, atenção e apoio emocional.
Os maus tratos emocionais muitas vezes são dispensados de modo de-
liberado pela rejeição, humilhação, isolamento, comprometendo auto-
estima da criança.
Os maus tratos físicos provocam lesões as mais variadas, como
queimaduras, traumatismos, envenenamento, que podem comprome-
ter toda a vida da criança.
Grande parte das vítimas de maus tratos físicos apresenta le-
sões que podem ir de hematomas a ossos fraturados. Tais agressões
normalmente acontecem dentro de casa, onde deveriam sentir-se
mais seguras. Isso geralmente acontece com crianças cujos pais tam-
bém sofreram coisas semelhantes quando crianças.
A violência doméstica quase não aparece nas estatísticas ofici-
ais, no entanto, sabemos que a agressão física contra crianças e adoles-
centes é uma prática comum em nossa sociedade.
O abuso sexual é um tipo de violência cometido pelos próprios
pais, padrastos ou por outros familiares, vizinhos e conhecidos28.
O estupro é uma violência que atinge meninas e meninos, ado-
lescentes e mulheres no Brasil e no mundo e produz seqüelas físicas e
psicológicas sérias. 28 Tassitano, 1997.
156
 Saúde da Mulher da Criança e do Adolescente
As crianças e adolescentes que sofreram violência sexual devem
ser atendidas por uma equipe multiprofissional composta por médicos,
pessoal de enfermagem e psicólogos, principalmente. Esse grupo deve
ser capaz de estabelecer uma relação de confiança, respeito e ajuda,
em local adequado e reservado para a realização da entrevista, do
exame clínico (inclusive do aparelho genital, principalmente nos ca-
sos de gravidez).
Devem ser também realizados exames laboratoriais, a saber: tipo
sangüíneo, sorologia para sífilis, hepatite B e anti-HIV, cultura de secreção
vaginal. Deve-se proceder, na medida do possível, à coleta de material para
identificar o agressor, administrar medicamento de emergência para evitar
a gravidez e verificar se houve contágio por doenças sexualmente
transmissíveis, tomando as providências cabíveis.
Em caso de gravidez já constatada, o aborto para a mulher que
assim o desejar é permitido por lei, de acordo com a idade da gestação,
desde que abaixo de 20 semanas.
A equipe de saúde e educadores \u2014 em particular a enfermagem
\u2014 devem estar preparados para identificar situações que possam ca-
racterizar maus tratos e oferecer suporte (inclusive tratamento) à crian-
ça maltratada e sua família.
Mais do que identificar e tratar é necessário promover campanhas
para a prevenção de violência contra crianças e adolescentes, com parti-
cipação da comunidade, da escola, da igreja e de toda a sociedade civil.
21- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SAÚDE DA MULHER
BITTAR, Sandra F. G.. Aborto. In: SANTOS, Izabel et al . Guia curricular
para formação de auxiliares de enfermagem - Área hospitalar : Área curricular IV: Par-
ticipando da assistência integral à saúde da mulher, da criança e do adolescente. Belo Ho-
rizonte: EE-UFMG/PRODEN. 1995.
BRASIL. Lei n.º 9263, de 12 de janeiro de 1996. Brasília. 1996.
CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER. Para Viver o
Amor... 4a ed. 1993.
HALBE, H.W. Tratado de Ginecologia. Edição revisada. São Paulo: Roca. 1990.
LARGURA, Marília. Assistência ao Parto no Brasil. São Paulo, 1998.
LOURO, G. L Gênero, Sexualidade e Educação - Uma perspectiva pós-estruturalista.
2a ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes. 1998.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher.
Brasília, 1984.
157
PPPPP EEEEEAAAAARRRRROOOOOFFFFF
_________. Assistência ao Planejamento Familiar. Normas e Manuais Técnicos.
Centro de Documentação do Ministério da Saúde. Brasília. 1987.
_________. Manual do Coordenador de Grupos de Planejamento Familiar. Brasília,
1987.
_________. INCa. O Controle do Câncer Cérvico-Uterino e de Mama, Normas e
Manuais Técnicos. 1994.
_________. Assistência ao Planejamento Familiar. Brasília: COSAM, 1996.
_________. Falando sobre doenças da mama. Rio de Janeiro: Pro-Onco. 1996.
PASSOS, Mauro Romero Leal. Métodos para não engravidar. Educação e Avalia-
ção. Rio de Janeiro. Editora Cultura Médica, 1ªedição, 1986.
SOS CORPO. Grupo de Saúde da Mulher (Recife). Viagem ao Mundo da
Contracepção \u2013 Um guia sobre os métodos anticoncepcionais. Recife: Editora Rosa
dos Tempos, 1991.
SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
ANDERSON, K. N.; ANDERSON, L. Dicionário de enfermagem. 2. ed. São
Paulo: Roca. 2001.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios. Brasília: IBGE. 1997.
_________. Ministério da Saúde. Área técnica de saúde da criança. Atenção
humanizada ao RN de baixo peso - Método Canguru. Guia do instrutor. Brasília:
Ministério da Saúde. 2000.
BURROUGHS, A. Uma introdução à enfermagem materna. 6. ed. Porto Alegre:
Artes Médicas. 1995.
DINIZ, E. M. A. Manual de Neonatologia. Rio de Janeiro: REVINTER. 1995.
FILHO, N. A; CORREA, M. D. (Orgs.). Manual de Perinatologia. Rio de Janei-
ro: MEDSI. 1995.
FONSECA, Cristina M. Oliveira. A Saúde da Criança na Política Social do
Primeiro Governo Vargas. Physis \u2013 Revista de Saúde Coletiva. Instituto de Medi-
cina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro,
1993, v.3, n.2.
FRIEDMANN, Adriana et al. O Direito de Brincar: a brinquedoteca. São Pau-
lo: Scritta. ABRINQ. 1992.
KLAUSS, M. H.; KENNEL, J. H.. Pais e Bebê - a formação do apego. Porto Ale-
gre: Artes Médicas. 1993.
NAGANUMA et cols. Procedimentos técnicos de enfermagem em UTI neonatal. Rio
de Janeiro: Atheneu. 1995.
NAVANTINO, A. F.; Corrêa, M. D. Manual de Perinatologia. 2. ed. Rio de
Janeiro: Medsi. 1995.
158
 Saúde da Mulher da Criança e do Adolescente
NOGUEIRA, M.F.H. Os prematuros respondem aos cuidados de enfermagem: uma
ação que acalma ou estressa ? Dissertação de mestrado em Enfermagem. Rio de
Janeiro: Universidade do Rio de Janeiro. 1999.
OLIVEIRA, Helena de. A enfermidade sob o olhar da criança hospitaliza-
da. Cadernos de Saúde Pública, v.9, n.3, p. 326-332, jul/set 1993.
POLISUK, J.; GOLDFELD, S. Pequeno dicionário de termos médicos. 4. ed. São
Paulo: Atheneu. 2000.
SILVA, G.R.G. O ambiente frio e o cuidado morno: a enfermagem possibilitando a apro-
ximação entre pais e filhos em UTI neonatal. Dissertação de mestrado em enfer-
magem. Rio de Janeiro: Universidade do Rio de Janeiro. 2000.
TAMEZ, R. N.; SILVA, M. J. P. Enfermagem na UTI neonatal . Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan. 1999.
TASSITANO, Cleide M. L. M. Violência Social e Saúde na Infância e Adolescência.
Anais do 49º Congresso Brasileiro de Enfermagem. Belo Horizonte: ABEn.
1997.
WHALEY, L. F.; WONG, D. L. Enfermagem pediátrica: elementos essenciais à inter-
venção efetiva. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara. 1999.
ZAGONEL, Ivete P. S. Gestação na Adolescência: A Visão da Enferma-
gem. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM. III Seminá-
rio Estadual \u201cQualidade da Assistência ao Parto: Contribuição da Enfermagem\u201d.
Paraná: ABEn. Maio. 2000.