Penal - Codigo Penal Brasileiro - Biblioteca do Exilado

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de 13-7-1990).
§ 1.º A ação pública é promovida pelo Ministério Público, dependendo, quando a lei o exige, de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça.
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Vide art. 129, I, da CF.
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Vide art. 88 da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
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Vide Súmula 234 do STJ.
§ 2.º A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo.
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Vide arts. 30 a 33 do CPP.
§ 3.º A ação de iniciativa privada pode intentar-se nos crimes de ação pública, se o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal.
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Vide art. 257 do CPP.
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Vide art. 103 do CP.
§ 4.º No caso de morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
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Vide art. 24, § 1.º, do CPP.
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Vide art. 129, I, da CF.
A ação penal no crime complexo
Art. 101. Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que, por si mesmos, constituem crimes, cabe ação pública em relação àquele, desde que, em relação a qualquer destes, se deva proceder por iniciativa do Ministério Público.
Irretratabilidade da representação
Art. 102. A representação será irretratável depois de oferecida a denúncia.
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Vide art. 25 do CPP.
Decadência do direito de queixa ou de representação
Art. 103. Salvo disposição expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do § 3.º do art. 100 deste Código, do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia.
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Vide arts. 10 e 107, IV, do CP.
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Vide art. 38 do CPP.
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Vide Súmula 594 do STF.
Renúncia expressa ou tácita do direito de queixa
Art. 104. O direito de queixa não pode ser exercido quando renunciado expressa ou tacitamente.
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Vide arts. 48 a 50 do CPP.
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Vide art. 74, parágrafo único, da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
Parágrafo único. Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo; não a implica, todavia, o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime.
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Vide art. 57 do CPP.
Perdão do ofendido
Art. 105. O perdão do ofendido, nos crimes em que somente se procede mediante queixa, obsta ao prosseguimento da ação.
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Vide arts. 51 a 59 do CPP.
Art. 106. O perdão, no processo ou fora dele, expresso ou tácito:
I \u2013 se concedido a qualquer dos querelados, a todos aproveita;
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Vide art. 51 do CPP.
II \u2013 se concedido por um dos ofendidos, não prejudica o direito dos outros;
III \u2013 se o querelado o recusa, não produz efeito.
§ 1.º Perdão tácito é o que resulta da prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação.
§ 2.º Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória.
TÍTULO VIII
 DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
Extinção da punibilidade
Art. 107. Extingue-se a punibilidade:
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Vide arts. 168-A, 312, § 3.º, e 337-A do CP.
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Vide art. 397, IV, do CPP.
I \u2013 pela morte do agente;
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Vide art. 5.º, XLV, da CF.
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Vide arts. 61 e 62 do CPP.
II \u2013 pela anistia, graça ou indulto;
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Vide art. 5.º, XLIII, da CF.
\u2022 Anistia e indulto: vide Lei n. 7.210, de 11-7-1984, arts. 187 a 193, que dispõem sobre anistia, indulto individual e indulto coletivo.
III \u2013 pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
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Vide art. 2.º do CP.
IV \u2013 pela prescrição, decadência ou perempção;
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Vide art. 103 (decadência), e arts. 109 a 119 (prescrição) todos do CP, e art. 60 (perempção) do CPP.
V \u2013 pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada;
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Vide arts. 104 a 106 do CP.
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Vide arts. 49 a 59 do CPP.
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Vide art. 74, parágrafo único, da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
VI \u2013 pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
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Vide arts. 143 e 342, § 2.º, do CP.
VII \u2013 (Revogado pela Lei n. 11.106, de 28-3-2005.)
VIII \u2013 (Revogado pela Lei n. 11.106, de 28-3-2005.)
IX \u2013 pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
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Vide art. 120 do CP.
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Vide Súmula 18 do STJ.
Art. 108. A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão.
Prescrição antes de transitar em julgado a sentença
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1.o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se:
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Caput com redação determinada pela Lei n. 12.234, de 5-5-2010.
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Vide Súmulas 191, 220, 338, 415 e 438 do STJ.
I \u2013 em 20 (vinte) anos, se o máximo da pena é superior a 12 (doze);
II \u2013 em 16 (dezesseis) anos, se o máximo da pena é superior a 8 (oito) anos e não excede a 12 (doze);
III \u2013 em 12 (doze) anos, se o máximo da pena é superior a 4 (quatro) anos e não excede a 8 (oito);
IV \u2013 em 8 (oito) anos, se o máximo da pena é superior a 2 (dois) anos e não excede a 4 (quatro);
V \u2013 em 4 (quatro) anos, se o máximo da pena é igual a 1 (um) ano ou, sendo superior, não excede a 2 (dois);
VI \u2013 em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano.
\u2022\u2022 Inciso VI com redação determinada pela Lei n. 12.234, de 5-5-2010.
Prescrição das penas restritivas de direito
Parágrafo único. Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade.
Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória
Art. 110. A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente.
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Vide art. 112 do CP.
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Vide art. 336, parágrafo único, do CPP.
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Vide Súmulas 146 e 604 do STF.
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Vide Súmula 220 do STJ.
§ 1.º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
\u2022\u2022 § 1.º com redação determinada pela Lei n. 12.234, de 5-5-2010.
§ 2.º (Revogado pela Lei n. 12.234, de 5-5-2010.)
Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final
Art. 111. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr:
I \u2013 do dia em que o crime se consumou;
II \u2013 no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa;
III \u2013 nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência;
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Vide Súmula 711 do STF.
IV \u2013 nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido.
Termo inicial da prescrição após a sentença condenatória irrecorrível
Art. 112. No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr:
I \u2013 do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional;
II \u2013 do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena.
Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional
Art. 113. No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena.
Prescrição da multa
Art. 114. A prescrição da pena de multa ocorrerá:
\u2022\u2022
Caput com redação determinada pela Lei n. 9.268, de 1.º-4-1996.
I \u2013 em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada;
\u2022\u2022 Inciso I com redação