Penal - Codigo Penal Brasileiro - Biblioteca do Exilado

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grave.
\u2022
Vide arts. 61 e 89 da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
§ 1.º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem:
\u2022\u2022 § 1.º, caput, acrescentado pela Lei n. 9.983, de 14-7-2000.
\u2022
Vide, sobre preservação do sigilo profissional, o art. 3.º e §§ 1.º a 5.º da Lei n. 9.034, de 3-5-1995.
I \u2013 permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública;
\u2022\u2022 Inciso I acrescentado pela Lei n. 9.983, de 14-7-2000.
II \u2013 se utiliza, indevidamente, do acesso restrito.
\u2022\u2022 Inciso II acrescentado pela Lei n. 9.983, de 14-7-2000.
§ 2.º Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem:
Pena \u2013 reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
\u2022\u2022 § 2.º acrescentado pela Lei n. 9.983, de 14-7-2000.
Violação do sigilo de proposta de concorrência
Art. 326. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo:
Pena \u2013 detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.
\u2022\u2022 Prejudicado este artigo pelo disposto no art. 94 da Lei n. 8.666, de 21-6-1993 (licitações e contratos da Administração Pública), constante deste volume.
\u2022
Vide arts. 85 e 99 da Lei n. 8.666, de 21-6-1993 (licitações e contratos da Administração Pública).
Funcionário público
Art. 327. Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
§ 1.º Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.
\u2022\u2022 § 1.º com redação determinada pela Lei n. 9.983, de 14-7-2000.
\u2022 Funcionário público estrangeiro: vide art. 337-D do CP.
§ 2.º A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público.
\u2022\u2022 § 2.º acrescentado pela Lei n. 6.799, de 23-6-1980.
\u2022
Vide arts. 83 e 84 da Lei n. 8.666, de 21-6-1993 (licitações e contratos da Administração Pública).
CAPÍTULO II
 DOS CRIMES PRATICADOS
 POR PARTICULAR CONTRA A
 ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
Usurpação de função pública
Art. 328. Usurpar o exercício de função pública:
Pena \u2013 detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa.
\u2022
Vide arts. 324 e 359 do CP.
\u2022
Vide arts. 45 e 46 da Lei das Contravenções Penais (Decreto-lei n. 3.688, de 3-10-1941).
\u2022
Vide art. 89 da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
Parágrafo único. Se do fato o agente aufere vantagem:
Pena \u2013 reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Resistência
Art. 329. Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio:
Pena \u2013 detenção, de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos.
\u2022
Vide arts. 284, 292 e 795 do CPP.
\u2022
Vide art. 78 da Lei n. 8.884, de 11-6-1994.
\u2022
Vide art. 89 da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
§ 1.º Se o ato, em razão da resistência, não se executa:
Pena \u2013 reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
§ 2.º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência.
Desobediência
Art. 330. Desobedecer a ordem legal de funcionário público:
Pena \u2013 detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, e multa.
\u2022
Vide arts. 163, 245 e 656 do CPP.
\u2022
Vide art. 78 da Lei n. 8.884, de 11-6-1994.
\u2022
Vide arts. 61 e 89 da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
\u2022
Vide arts. 23, 99, III, e 104 da Lei n. 11.101, de 9-2-2005.
Desacato
Art. 331. Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:
Pena \u2013 detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa.
\u2022 Desacato: arts. 75 e 351 da CLT e 200 do CTN.
\u2022
Vide art. 89 da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
Tráfico de influência
\u2022\u2022 Rubrica com redação determinada pela Lei n. 9.127, de 16-11-1995.
Art. 332. Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função.
Pena \u2013 reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
\u2022\u2022
Caput com redação determinada pela Lei n. 9.127, de 16-11-1995.
Parágrafo único. A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.
\u2022\u2022 Parágrafo único com redação determinada pela Lei n. 9.127, de 16-11-1995.
\u2022
Vide art. 337-C do CP, sobre tráfico de influência em transação comercial internacional.
\u2022
Vide art. 357 do CP, sobre exploração de prestígio.
Corrupção ativa
Art. 333. Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício:
Pena \u2013 reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
\u2022\u2022 Pena alterada pela Lei n. 10.763, de 12-11-2003.
\u2022
Vide art. 337-B do CP.
\u2022
Vide art. 6.º, 2, da Lei n. 1.079, de 10-4-1950.
\u2022
Vide art. 299 do CE.
\u2022 O Decreto n. 4.410, de 7-10-2002, promulga a Convenção Interamericana contra a corrupção.
\u2022 O Decreto n. 5.687, de 31-1-2006, promulga a Convenção das Nações Unidas contra a corrupção.
Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional.
Contrabando ou descaminho
Art. 334. Importar ou exportar mercadoria proibida ou iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria:
Pena \u2013 reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
\u2022
Vide art. 318 do CP.
\u2022
Vide art. 144, § 1.º, II, da CF.
\u2022
Vide art. 89 da Lei n. 9.099, de 26-9-1995.
\u2022 A Portaria n. 2.439, de 21-12-2010, da Secretaria da Receita Federal do Brasil, estabelece procedimentos a serem observados na comunicação ao Ministério Público Federal de fatos que configurem crimes de contrabando e descaminho.
\u2022
Vide Súmula 560 do STF.
\u2022
Vide Súmula 151 do STJ.
§ 1.º Incorre na mesma pena quem:
a) pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em lei;
b) pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando ou descaminho;
c) vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional ou de importação fraudulenta por parte de outrem;
d) adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira, desacompanhada de documentação legal, ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos.
\u2022\u2022 § 1.º com redação determinada pela Lei n. 4.729, de 14-7-1965.
§ 2.º Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências.
\u2022\u2022 § 2.º com redação determinada pela Lei n. 4.729, de 14-7-1965.
§ 3.º A pena aplica-se em dobro, se o crime de contrabando ou descaminho é praticado em transporte aéreo.
\u2022\u2022 § 3.º com redação determinada pela Lei n. 4.729, de 14-7-1965.
Impedimento, perturbação ou fraude de concorrência
Art. 335. Impedir, perturbar ou fraudar concorrência pública ou venda em hasta pública, promovida pela administração federal, estadual ou municipal, ou por entidade paraestatal; afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante, por meio de violência, grave ameaça, fraude ou oferecimento de vantagem:
Pena \u2013 detenção,