Aula_09 2015

Aula_09 2015


DisciplinaEstética e História da Arte Contemporânea902 materiais20.137 seguidores
Pré-visualização4 páginas
resgatados como expressões da verdadeira cultura e civilização, considerando que essas tendências haviam sido subvalorizadas ou mesmo reprimidas durante o período imperial.
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
O MODERNISMO NO BRASIL
Movimentos artísticos do século XX, como a antropofagia modernista dos anos 20 e o Tropicalismo do final dos anos 60, abordaram criticamente a questão nacional refletida pela mestiçagem. O canibalismo cultural modernista buscou uma síntese entre a nossa cultura regional e a cultura de vanguarda europeia, invocando a necessidade de uma \u201cdevoração\u201d antropofágica da tecnologia e da informação dos países superdesenvolvidos, com o objetivo de evitar a dominação cultural brasileira.
O problema crucial do Modernismo era, então, o de integrar a realidade física e humana nacional às linguagens de vanguarda europeias.
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
A ARTE NACIONAL E A ARTE INTERNACIONAL
As relações sociais da elite produtora e consumidora de arte brasileira no século XIX e nos anos 20, que ocorria no Brasil moderno, afirmava a persistência de uma concepção aristocrática de cultura advinda do Império, em que ideias e crenças originais foram consideradas, por definição, produto das classes superiores. A cultura popular era vista negativamente, como uma cultura não oficial, como a cultura da não elite ou das classes subalternas. 
Os modernistas, apesar de fazerem parte da elite da época, e sofrendo a resistência do público, estabeleceriam a arte moderna brasileira, resultado da transformação do artista nacional, bastante influenciado pela estética das vanguardas modernistas europeias.
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
MODERNISTAS NO BRASIL
Tarsila do Amaral alcançou a \u201csíntese\u201d oswaldiana entre o regionalismo \u201cprimitivo\u201d do indígena nacional com o internacionalismo \u201ctecnológico\u201d do europeu estrangeiro, ao criar imagens bem acabadas de inspiração cubista e expressionista, com claras referências surrealistas.
Abaporu
A Caipirinha
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
MODERNISTAS NO BRASIL
O cinema novo dos anos 60 tratou de temas como o indianismo por uma ótica tropicalista, fundindo o nacionalismo político com o internacionalismo estético.
Deus e o Diabo na Terra do Sol, 
de Glauber Rocha
Terra em Transe, de Glauber Rocha
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
A SEMANA DE ARTE MODERNA
\u201cA Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar e transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências europeias, essa era basicamente a intenção dos modernistas.\u201d
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
IMPORTANTES ARTISTAS MODERNOS BRASILEIROS
Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Menotti Del Picchia, o grupo dos cinco da arte moderna brasileira.
Ismael Nery, que usou concepções cubistas, surrealistas e expressionistas.
Anita Malfatti, Portinari, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi e Flávio de Carvalho, com suas tendências expressionistas.
Alberto da Veiga Guignard que abandona a profundidade do espaço e a perspectiva renascentista. 
Djanira da Mota e Silva, Heitor dos Prazeres e Caribé que se destacam com uma forte produção naif.
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
IMPORTANTES ARTISTAS MODERNOS BRASILEIROS
A partir dos anos de 1950, o público brasileiro passou a se interessar no ingresso definitivo do país na modernidade do século XX, graças principalmente a Oscar Niemeyer.
As bienais internacionais de São Paulo, a partir de 1951, também foram importantes por que passaram a colocar o artista local em contato direto com as produções dos mais relevantes artistas internacionais. 
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
A EXPERIMENTAÇÃO NA ARTE BRASILEIRA
A primeira manifestação articulada de experimentalismo nas nossas artes visuais foi o Neoconcretismo, cujo crítico de arte e mentor intelectual foi Mário Pedrosa.
Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, através do Neoconcretismo, estabeleceram a aproximação entre arte e vida, e incorporaram a sensualidade das nossas manifestações artísticas populares à arte neoconcreta. 
Tempos depois, a expressividade tropicalista (1960-1970), como enfrentamento da repressão estética e política causada pela ditadura militar que assolou o país, uniu-se ao movimento neoconcreto como manifestação do experimentalismo nas nossas artes visuais.
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
UMA CURIOSIDADE...
Não confundir o Tropicalismo, ou Movimento Tropicalista, com a obra Tropicália, de Helio Oiticica!!!
A obra Tropicália foi um símbolo do questionamento de referências artísticas e culturais. Trata-se de um \u201cpenetrável\u201d que dá a sensação de devorar o espectador. Segundo o próprio Oiticica, \u201cera a obra mais antropofágica da arte brasileira\u201d, naquele momento, em uma clara intenção de objetivar uma linguagem brasileira que fizesse frente à imagética pop internacional. Afinal, para anular a condição colonialista era necessário assumir e deglutir os valores positivos dados por essa condição, e não evitá-los como se fossem miragem.
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
HELIO OITICICA E A EXPERIMENTAÇÃO NA ARTE BRASILEIRA
A partir dos anos 60, Oiticica começou a definir qual seria o seu papel nas artes plásticas brasileiras e a conceituar uma nova forma de trabalhar, fazendo uso de maneiras que rompiam com a ideia de contemplação estática da tela. Surgiu aí uma proposta da apreciação sensorial mais ampla da obra, através do tato, do olfato, da audição e do paladar. Para Oiticica, o experimentalismo na arte, significava:
1 \u2013 A desintegração da pintura.
2 \u2013 A concepção espacial homogênea.
3 \u2013 Ruptura com as experiências modernas da cor (nas séries dos \u201cBólides\u201d, \u201cPenetráveis\u201d e \u201cParangolés\u201d, a cor relaciona-se com sensações corporais e emoções desestabilizadoras, uma vez que os trabalhos eram \u201creceptáculos abertos às significações\u201d.
4 \u2013 Busca Incondicional da liberdade.
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
HELIO OITICICA E A EXPERIMENTAÇÃO NA ARTE BRASILEIRA
Bólides
Penetráveis
Parangolés
Tema da Apresentação
AULA 9 \u2013 EXPERIMENTALISMO NA ARTE BRASILEIRA: DA ARTE NACIONAL PARA A ARTE INTERNACIONAL
ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE CONTEMPORÂNEA
HELIO OITICICA E A EXPERIMENTAÇÃO NA ARTE BRASILEIRA
Elementos estéticos importantes na obra de Oiticica:
Apropriação
Antiarte: Atitude