Aula_01 2015

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HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA
Aula 1 \u2013 O discurso histórico no Brasil Colonial e no Brasil Império
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HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA
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OBJETIVOS DESTA AULA:
1º objetivo:
Discutir o que é historiografia;
2º objetivo:
Introduzir o aluno no estudo das principais questões e temas do curso;
3º objetivo:
Compreender em que espaços da sociedade colonial se produzia um discurso sobre o passado.	x
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O QUE É HISTORIOGRAFIA?
A historiografia é um campo de estudos que procura refletir sobre a própria produção historiográfica, ou seja, sobre a história da história, ou ainda, os pressupostos teóricos e as condições de produção em que estão envolvidos os estudos feitos pelos historiadores.
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HISTORIOGRAFIA, A ESCRITA DA HISTÓRIA
O termo historiografia é definido etimologicamente como a escrita da história. 
Mesmo o termo escrita pode ser tomado de diversas formas, para além do texto escrito propriamente dito.
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HISTORIOGRAFIA, A ESCRITA DA HISTÓRIA
O passado pode ser \u201cescrito\u201d por meio de um filme, de uma pintura, ou, no caso do historiador, por meio de livros, artigos e trabalhos acadêmicos. No entanto, independente da maneira como é feita, a escrita da História envolve escolhas e recortes. Além disso, essa escrita é produzida a partir de um lugar social, que, ao mesmo tempo, permite e interdita o que o historiador produz. (DE CERTEAU, Michel. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002).
O que estudaremos em nossa disciplina é a produção historiográfica de autores brasileiros que formam a tradição do pensamento historiográfico no Brasil. x
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O CAMINHO DO NOSSO CURSO
Ao longo do nosso curso, discutiremos:
A formação do pensamento histórico brasileiro no período colonial;
Os discursos que formaram a tradição historiográfica brasileira no decorrer do século XIX;
Os marcos da historiografia brasileira no século XX.
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HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA
1854
1907
ALGUNS MARCOS IMPORTANTES PARA O ESTUDO DA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA
1838
1844
IHGB
Von Martius
Varnhagen
Capítulos de História Colonial
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HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA
1930
Gilberto Freyre e Sérgio Buarque
1940
Caio Prado
Diálogo com a historiografia francesa e o marxismo
1970
1970/80
Desenvolvi-mento dos Programas de Pós-Graduação
x
ALGUNS MARCOS IMPORTANTES PARA O ESTUDO DA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA
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EXPLORANDO O TEMA:
Utilizamos o termo \u201chistoriografia brasileira\u201d para designar a produção historiográfica de autores brasileiros ou de autores preocupados em compreender o Brasil. Sendo assim, este termo está diretamente ligado à formação da nação brasileira. Para a produção historiográfica da época colonial, podemos utilizar a expressão \u201cluso-brasileira\u201d.
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Pero de Magalhães Gândavo \u2013 História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil (1576)
Fernão Cardim \u2013 Tratados da Terra e Gente do Brasil (sec. XVII)
Gabriel Soares de Sousa \u2013 Tratado Descritivo do Brasil em 1587.
Frei Vicente Salvador \u2013 História do Brasil (c.1630)
Ambrósio Fernandes Brandão \u2013 Diálogos da grandezas do Brasil (1618).
André João Antonil \u2013 Cultura e Opulência do Brasil (1711)
Sebastião da Rocha Pitta \u2013 História da América Portuguesa (1730)
Luís dos Santos Vilhena \u2013 Recopilação de Notícias soteropolitanas e brasílicas em 20 cartas (1802)
A PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA NO \u201cBRASIL\u201d COLONIAL
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Na América Portuguesa, um espaço privilegiado de produção historiográfica foram as academias eruditas, como as \u201cAcademias dos Esquecidos\u201d e a \u201cAcademia dos Renascidos\u201d, fundadas em Salvador em 1724 e 1759, respectivamente. Ambas foram objeto de estudo da historiadora Íris Kantor.
A PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA NO \u201cBRASIL\u201d COLONIAL \u2013 AS ACADEMIAS
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O PAPEL DAS ACADEMIAS ERUDITAS
\u201cO programa historiográfico definido pelos Renascidos estava orientado para a composição de memórias históricas (...). Segundo a concepção da época, as memórias eram essencialmente compilação documental ou mesmo resumos informativos\u201d (KANTOR, Íris. Esquecidos e Renascidos. São Paulo: HUCITEC, 2004. p. 193)
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A erudição crítica era a marca desses homens que se dedicavam a escrever sobre o passado: \u201ccabia aos historiadores classificar as fontes: distinguir as fontes literárias das verídicas, rejeitas as \u201cfábulas\u201d (...), excluir os milagres ou tradições populares (orais) sem comprovação documental. Era imprescindível separar as fontes primárias das secundárias, hierarquizar os testemunhos, avaliar sua autoridade, certificar a autenticidade do documento e identificar a autoria\u201d (KANTOR, Íris. Op. Cit. p. 205)			x
O que validava o discurso historiográfico nesta época? Que regras caracterizavam o trabalho daqueles que faziam parte dessas academias?
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O QUE VIMOS NA AULA DE HOJE:
Discutimos o termo historiografia, associando a produção historiográfica a um tipo de escrita sobre o passado;
Demarcamos alguns autores e momentos importantes da produção historiográfica brasileira. São justamente esses autores e momentos que aprofundaremos em nossas aulas.
Estudamos o pensamento histórico a sociedade brasileira durante o período colonial.
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Para saber mais sobre a produção historiográfica na América Portuguesa:
Artigo da historiadora Íris Kantor: Usos diplomáticos da ilha-Brasil polêmicas cartográficas e historiográficas - http://www.scientificcircle.com/pt/374/usos-diplomaticos-ilha-brasil-polemicas-cartograficas/