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03 - Operações com mercadorias - movimentações, apurações e tributos

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item da operação do dia anterior. Temos um saldo de 20 unidades 
a R$20,00 cada. Registra-se a operação na coluna Saída (venda de 15 unida-
des a R$20,00). Na coluna Saldo, registra-se o resultado da operação, ou seja, 
restaram 5 unidades a R$20,00 cada uma, totalizando R$100,00.
5. Na coluna Saída, para calcular o Custo da Mercadoria Vendida (CMV), so-
mam-se todos os valores registrados na coluna total que, nesse exemplo, totali-
zam R$600,00. Já na coluna Saldo, para registrar a quantidade final em estoque, 
repete-se a última linha registrada (5 unidades a R$20,00 totalizando R$100,00).
Método da Média Ponderada Móvel
Média Ponderada Móvel
Data
Entrada Saída Saldo
Qtde.
Valor
Qtde.
Valor
Qtde.
Valor
Unit. Total Unit. Total Unit. Total
EI 20 R$20,00 R$400,00 1
14 fev. 10 R$30,00 R$300,00 30 R$23,33 R$700,00 2
15 fev. 10 R$23,33 R$233,33 20 R$23,33 R$466,67 3
16 fev. 15 R$23,33 R$350,00 5 R$23,33 R$116,67 4
CMV R$583,33 Estoque R$116,67 5
1. Registro do estoque inicial (EI).
2. Na coluna Entrada, registra-se a compra (10 unidades a R$30,00 cada). 
Já na coluna Saldo, o registro será diferente pois agora o método utiliza-
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do é o da Média Ponderada Móvel (MPM). Para fazer o registro, somam-se 
as quantidades do período anterior com a nova aquisição (20 unidades do 
saldo inicial com as 10 unidades adquiridas, totalizando 30 unidades). Ainda 
na coluna do Saldo, somam-se agora os totais, ou seja, total do período an-
terior (R$400,00) com o total da compra realizada (R$300,00), totalizando 
R$700,00. Para o cálculo do valor unitário (por isso método da Média Pon-
derada Móvel), divide-se o total (R$700,00) pela quantidade total (30 unida-
des), obtendo-se assim o preço médio de R$23,33.
3. Para registrar a venda das 10 unidades, utiliza-se o preço médio encon-
trado na etapa anterior (R$23,33). Então, registra-se a venda de 10 unidades 
a R$23,33 cada uma na coluna de Saída. Na coluna do Saldo, basta apenas 
inserir o resultado dessa operação. Registram-se 20 unidades (provenientes 
da operação de 30 unidades menos 10 vendidas) ao mesmo valor unitário 
de R$23,33.
4. Na última operação, para registrar a venda das 15 unidades, considera-
se novamente o valor unitário calculado de R$23,33. Na coluna Saldo, o valor 
inserido será proveniente da subtração das unidades e seu respectivo valor 
(20 unidades menos 15 vendidas a R$23,33), totalizando R$116,67.
5. Na coluna Saída, para calcular o Custo da Mercadoria Vendida (CMV), 
permanece a mesma metodologia adotada anteriormente. Somam-se todos 
os valores registrados na coluna total (Saídas) que, nesse exemplo, totalizam 
R$583,33. Já na coluna Saldo, basta repetir a última linha registrada (5 unida-
des a R$23,33 totalizando R$116,67).
Resumo
Método Estoque CMV
PEPS R$150,00 R$550,00
UEPS R$100,00 R$600,00
Média R$116,67 R$583,33
Repare que o maior CMV é pelo método UEPS, uma vez que os preços 
subiram entre uma compra e outra, sugerindo inflação. O menor foi o PEPS 
e, evidentemente, a Média ficou entre ambos. É por essa razão que o fisco 
proíbe o uso do UEPS, uma vez que haveria uma arrecadação de Imposto de 
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Renda menor que nos outros dois métodos que são aceitos. Porém, entre o 
PEPS e a Média, em situação inflacionária, a Média se revela melhor. É por 
esse motivo que, na prática, as empresas adotam a Média como metodolo-
gia de estoque. Análise semelhante pode ser feita sob a ótica do lucro: se o 
custo aumentar, o lucro diminuirá; se diminuir o custo, consequentemente, 
o lucro aumentará.
Custo com pessoal e serviços de terceiros
Há uma diferença básica entre ter pessoal próprio ou terceirizar parte da 
produção para terceiros. Essa diferença chama-se tributação. A seguir, há 
uma simulação do que ocorre com o custo de um funcionário quando con-
tratado pela organização.
Note aqui que a visão é de custo, isto é, sob o prisma da empresa. Não 
nos esqueçamos de que qualquer gasto poderá ser classificado como custo 
ou despesa para a empresa. Os gastos com salários podem ser considerados 
como custo, quando envolvidos com o processo de transformação da matéria-
prima em produto final, ou despesa, quando estiver em relacionados com a 
estrutura administrativa ou de vendas.
O quadro a seguir mostra a composição de encargos sociais que incidem 
sobre a folha de pagamentos de uma empresa, vejamos:
Salários e encargos
Encargos sociais
A) INSS + FGTS 40,80%
INSS 20,00%
SAT 3,00%
Salário Educação 2,50%
Sistema “S” 3,30%
FGTS 8,00%
Multa do FGTS 4,00%
B) 13.⁰ Salário 8,33%
C) Férias + 1/3 11,11%
D) INSS + FGTS sobre 13.⁰ Salário 3,40%
E) INSS + FGTS sobre férias 4,53%
Total (A + B + C + D + E) 68,17%
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Salários
A) Salário do funcionário R$1.000,00
B) Encargos sociais R$681,70
Total (A + B) R$1.681,70
O salário inicial de um funcionário ao ser contratado, cujo valor é inclusive 
colocado na sua Carteira Profissional, para a empresa esse mesmo salário 
sofre uma majoração de 68,17%, levando-se em conta apenas e tão somente 
os encargos que incidem sobre o salário acordado entre as partes.
No exemplo anterior, um funcionário que foi contratado por uma empre-
sa por R$1.000,00, custará para esta o montante de R$1.681,70. Esse valor é 
que será levado para fins de custo ou despesa (depende do tipo de salário).
Na verdade, outros elementos integrarão o gasto total com salários além 
dos encargos acima mencionados, como faltas justificadas, feriados, domin-
gos e benefícios que uma empresa normalmente oferece para seu quadro 
funcional tais como seguro-saúde, alimentação, entre outros.
Prêmios de seguros, tributos, 
amortizações, depreciações e exaustões
Seguro, contabilmente falando, é uma despesa paga antecipadamente. Tri-
buto vem a ser o recolhimento de impostos, taxas e contribuições aos cofres 
públicos, em qualquer que seja a esfera (federal, estadual ou municipal). A 
amortização poderá ser financeira ou do intangível que se encontra no ativo 
não circulante. A amortização financeira representa uma saída de caixa, mas 
não é considerada uma despesa visto que somente a parcela do juro é enca-
rada como despesa financeira. A amortização do intangível é um lançamento 
contábil que visa reconhecer as despesas pré-operacionais que estavam “esto-
cadas” no intangível. A principal diferença entre a depreciação e amortização é 
que o primeiro item relaciona-se com bens tangíveis ou físicos e sua vida eco-
nômica se dá pela utilização do mesmo. Já a amortização incide sobre direitos 
e sua vida útil é medida de forma objetiva, ou seja, calcada em contratos. O 
fundamento legal é o Decreto 3.000/99, também conhecido por RIR/99 (Regu-
lamento do Imposto de Renda), em seus artigos 324 a 327.
Exaustão é um termo cujo significado é parecido com a depreciação, 
ou seja, é a perda de valor. Ocorre que enquanto a depreciação se dá nos 
itens do ativo imobilizado como veículos, máquinas etc., em função do uso, 
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tempo ou tecnologia, a exaustão ocorre em minas (de ouro, ferro, cobre) em 
função do esgotamento da retirada do material. Portanto, uma mina não se 
deprecia, ela se exaure.
Operações financeiras, 
de empréstimos e