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Planejamento e Gestão Social - Slides de Aula Unidade III

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a realidade do planejamento 
para que consiga realizar intervenções com qualidade. 
 O assistente social deve acompanhar a implantação, 
o controle e a avaliação do planejamento do projeto 
social que for implantar em determinada instituição 
pública ou privada. 
O planejamento como instrumento imperativo
na organização das ações do assistente social
Competências do assistente social, Lei de Regulamentação 
da Profissão em seu artigo 4º:
 “[...] II. Elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, 
programas e projetos que sejam do âmbito do serviço 
social, com participação da sociedade civil;
 VI. Planejar, organizar e administrar benefícios e serviços 
sociais;
 VII. Planejar, executar e avaliar pesquisas que possam 
contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar 
ações profissionais;
 X. Planejamento, organização e administração de serviços 
sociais e unidades de serviço social. [...]”
Interatividade
Qual é o planejamento que busca utilizar de forma harmônica o 
planejamento estratégico, ampliando a participação dos vários 
níveis profissionais existentes na sociedade?
a) Planejamento social.
b) Planejamento tático.
c) Planejamento operacional.
d) Planejamento financeiro.
e) Planejamento político.
O processo de planejamento
 Coleta de dados, informações, definição de modelos 
e técnicas de planejamento.
 Análise e interpretação dos dados, buscando identificar 
elementos que tenham importância em uma tomada 
de decisão.
 Identificação de alternativas para lidar com necessidades, 
ameaças, oportunidades e com situações previsíveis 
e imprevisíveis no futuro.
 Avaliar alternativas e escolher um curso 
de ação – objetivo.
Planejamento participativo
 Foi desenvolvido para instituições, grupos e movimentos 
que não têm como principal objetivo a missão de aumentar o 
lucro, competir e sobreviver no mercado, mas sim contribuir 
para a construção da realidade social.
 Propõe-se uma ferramenta para que instituições, grupos e 
movimentos possam ter uma ação direcionada e influir na 
construção externa da realidade.
 Inclui distribuição do poder, propiciando a interferência na 
decisão sobre o que fazer, para que fazer, como fazer e com 
que fazer.
Os passos para o planejamento participativo
1. Marco referencial
Inclui uma dimensão política, ideológica, de opção coletiva, 
e divide-o em três partes para: 
 compreender a realidade global na qual se insere a instituição 
planejada (marco situacional); 
 propor um projeto político-social de ser humano 
e de sociedade (marco doutrinal); 
 firmar um processo técnico ideal para contribuir com 
a construção desse ser humano e dessa sociedade 
(marco operativo). 
Os passos para o planejamento participativo
2. Diagnóstico 
 É a ponderação entre a proposta ideal e a proposta 
de prática tangível. 
 Nesse sentido, o diagnóstico é a avaliação contínua sobre a 
prática para verificar a distância em que ela está da proposta 
ideal estabelecida em seu referencial. 
 No planejamento participativo, o plano não começa 
com um diagnóstico, mas com um referencial.
Os passos para o planejamento participativo
3. Marco situacional
 É a descrição da realidade e da prática.
4. Programação
 Propõe-se a fazer mudanças, fazendo-as, refletindo 
e reprogramando.
 A construção coletiva necessita de processos rigorosos que 
incluem trabalho individual, trabalho em pequenos grupos e 
plenários para reencaminhamentos.
 Há, no planejamento participativo, um conjunto de técnicas 
e de instrumentos para que se chegue ao que é o pensamento 
coletivo e para evitar discussões polarizadas.
O planejamento como estratégia de inclusão social
 Planejar o desenvolvimento na perspectiva da inclusão social 
não é desafio fácil e exige o envolvimento e o empenho de 
amplas e diferentes forças sociais e políticas presentes na 
sociedade civil, no Estado e, em particular, no governo.
 Não é possível se ter ilusões quanto às possibilidades de 
redução das desigualdades sociais sem a forte presença 
do Estado. 
 É improvável que o mercado, espaço de competição 
exacerbada, possa ser, paradoxalmente, o lugar da satisfação 
das necessidades humanas e da justiça social.
A inclusão social depende de bons governos 
e boa sociedade civil
 Bom governo é aquele que, sentindo-se um comissário 
do povo, governa no interesse da coletividade. 
 A boa sociedade civil é aquela que, valendo-se de dinâmicas 
democráticas e de mecanismos participativos, ao eleger os 
governantes, o faz sem abdicar da autoridade 
que lhe foi delegada.
 Portanto, a sociedade delega poder, mas não perde 
a autoridade para fazer escolhas. 
 Dessa forma, cabe ao povo a fiscalização sobre as ações do 
governo, pois essa atitude é a forma mais segura para evitar 
usurpação e predomínio do interesse privado sobre o 
interesse coletivo.
Planejar a inclusão social
 A expressão “planejar a inclusão social” subentende 
que o planejamento do desenvolvimento é uma condição 
necessária, porém insuficiente para assegurar inclusão social.
 Duas premissas são fundamentais para o sucesso do 
planejamento com inclusão social, a primeira é a existência de 
uma sociedade civil politicamente ativa, civicamente convicta, 
mobilizada e cooperativa. 
 A segunda é a existência de governantes democráticos, 
afeitos ao diálogo responsável, moralmente honrados, 
política e eticamente comprometidos com a justiça social 
e com o ideal de cidadania.
O papel dos diferentes conselhos
 Os conselhos foram concebidos com a finalidade de 
democratizar a gestão das políticas públicas e com o desafio 
de impor limites ao poder autárquico dos governantes, por 
isso possuem papel significativo em gestões descentralizadas 
e participantes.
 O ideal de democracia participativa que fundamenta 
a existência deles parece adquirir vitalidade teórica e prática, 
nas mais singelas experiências favorecedoras do diálogo 
entre o governo e a sociedade.
 Nesse sentido, os conselhos representam uma importante, 
embora limitada, novidade no processo de gestão das 
políticas públicas em nossa sociedade.
Os desafios dos conselhos
 Um dos grandes desafios que os conselhos enfrentam para 
se credenciarem como experiências inovadoras nas relações 
democráticas entre o governo e a sociedade civil é a 
conversão deles em câmaras politizadas, em ambientes para 
o exercício de ações propositivas e de trabalho fiscalizador. 
A resolução desse desafio exige a superação de um problema 
relevante e persistente: 
 a baixa representatividade de amplas camadas da população 
da maioria dos seus membros.
Interatividade 
Com relação ao planejamento participativo, qual das alternativas 
corresponde à avaliação contínua sobre a prática para verificar 
a distância em que ela está da proposta ideal estabelecida em 
seu referencial?
a) Marco referencial.
b) Marco situacional.
c) Diagnóstico.
d) Programação.
e) Orçamento.
ATÉ A PRÓXIMA!