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Fichamento analítico a importância do ato de ler

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LORENA KWUABARA PRANDINI – RA: 112201 – TURMA 31
Fichamento analítico
Título: A importância do ato de ler Ficha nº 1
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora & Autores Associados, 1989.
Paulo Freire procura explicar, na primeira parte de seu livro, que a importância do ato de ler está diretamente associada a compreensão crítica, cuja linguagem e realidade agem de forma conjunta e efetiva. Desse modo, a prática e o exercício diário da leitura visa proporcionar essa finalidade, visto que assim, podemos ter a capacidade de assimilação das relações entre o que está escrito e o contexto inserido. (p. 9)
O autor declara que na sua infância, no momento em que ainda não lia a palavra, iniciou sua percepção e leitura de seu mundo particular através da observação, onde pôde analisar os aspectos que tornavam compreensíveis pela experiência e que, após isso, foi finalmente introduzido ao mundo da leitura da palavra. (p. 11)
Além disso, Freire afirma que o processo de aprendizagem não deve ser algo mecânico, mas sim de buscar absorver sua total acepção, de modo que podemos memorizar e fixar o conhecimento de maneira íntegra e fiel. (p. 12)
Na segunda parte do livro, o autor argumenta que a alfabetização de adultos e a existência de bibliotecas populares estão associadas à questão da leitura da nossa realidade. Ainda, afirma que o processo de educar não é neutro, compreendendo que não devemos negar a natureza política do ato de ensinar, sem o engajamento necessário para agir de forma crítica, visto que o processo educativo possui caráter político em sua essência. (p. 13)
Paulo Freire considera o aspecto da necessidade que os educadores possuem de reconhecer na prática, a importância do direito que seus alunos têm de expressar sua palavra, e desse modo, gerando o dever de escutá-los. Assim, sendo possível possuir o direito de igualmente falar a eles. (p. 15)
Ainda, segundo o autor, deve-se relevar simultaneamente a prática igualitária e crítica da leitura do mundo e da palavra, sendo este comando dado a partir de palavras e experiências comuns dos educandos e não somente a prática exclusiva do educador. (p.15)
O autor conclui este raciocínio declarando que a leitura crítica da realidade, no processo de alfabetização, é importante para a execução de práticas políticas de mobilização em busca de transformação política na sociedade. (p.18)
Freire revela a importância da existência da biblioteca popular, visto que há um estímulo aos grupos populares de produzirem seus próprios textos, incluindo a valorização de sua história e compreensão da realidade que estão inseridos, sendo uma forma fundamental para o aperfeiçoamento da forma correta de ler no contexto de quem as escreve e compreender sobre a cultura popular, adquirindo característica de ato político. (p. 20/21)
Na terceira parte do livro, Paulo Freire indica que abordará sobre a alfabetização de adultos no contexto de São Tomé e Príncipe, cujo ensinamento se dará a partir da leitura do concreto, ou seja, apresentando aos educandos a forma crítica e não mecânica da leitura da palavra. Desse modo, ele deseja a participação efetiva do povo na reorganização social do país. (p.22/23)
Em seguida, afirma que o ponto inicial para o processo de alfabetização seria a atuação do sujeito curioso e crítico, a fim de possibilitar a elaboração de uma análise da prática social, ou seja, indagar-se constantemente, estimular a capacidade crítica do educandos enquanto indivíduo para poder compreender os fatos e a realidade que estamos inseridos. (p. 26)
No contexto do Segundo Caderno de Cultura Popular, o autor reforça a importância da prática da leitura e da escrita, assegurando que isso faz parte de uma prática social de apreender e problematizar assuntos da sociedade no contexto que os alfabetizandos estão inseridos. (p. 27)
A educação popular, de acordo com Paulo Freire, deve possuir aspectos da visão de mundo dos grupos populares. Assim, enquanto os educandos aprendem a ler e a escrever, também se torna possível a discussão sobre assuntos sobre a reconstrução social do país e aspectos que fazem parte da realidade que participam. (p. 30/31)
Ainda, é exposto que o ato de estudar é assumir uma atitude séria e curiosa quando surge algum problema, uma vez que é importante que saibamos lidar com determinadas situações, para que assim, seja possível compreender e solucionar a questão. (p. 33)
A matéria da reconstrução nacional é imposta de acordo com o contexto atual da sociedade, apresentado em um texto onde se preserva sua significação crítica e de forma dinâmica. (p. 36)
O autor indica a importância da reflexão constante sobre o debate do problema da luta de libertação, visto que são as massas populares que possuem o dever de, como sujeitos, fazerem parte dessa história, considerando a capacidade de demonstrar sua voz diante o fato. (p. 38)
A sociedade nova deve ser construída na análise de que não deve haver exploração de nenhuma classe ou gênero, pois todos devem trabalhar visando o bem de todos. (p. 38)
É importante salientar que ninguém possui todo conhecimento de mundo, porém, todos possuem alguma forma de conhecimento, e que só há evolução do saber próprio através do estudo. (p. 39)
Conhecer o modo que se organiza o processo produtivo de uma sociedade é também conhecer a sociedade em si, como buscar saber se há relações de exploração ou de colaboração entre os participantes. (p. 41)
A cultura de um povo é o instrumento pelo qual é possível entender e expressar a maneira como cada um tem de ver o mundo ao seu redor e, muitas vezes, os colonialistas tendem a negar a sua existência e legitimidade. (p. 42)
O povo, em uma sociedade revolucionária, possui o direito de descobrir a razão de ser dos fatos e aprofundar os conhecimentos pela prática. Desse modo, o povo inicia um pensamento correto sobre as coisas. (p. 43)
É necessário avaliar e planejar a prática para adquirir uma ideia clara dos objetivos que a sociedade almeja conquistar, pois assim, possuem a capacidade de discernimento correto para agir, conhecendo também os instrumentos e os meios que que dispõem. (p. 47)
 O conceito de homem novo e mulher nova se caracteriza pelo compromisso que estes têm com a causa dos demais, defendendo seus interesses na busca da reconstrução nacional. Ademais, a educação é um ponto importante para estimular a colaboração e o conhecimento do conceito de igualdade entre o povo, e para ela acontecer de maneira própria e viável, é necessário considerar o espírito crítico, a prática e métodos que incentivem o pensar certo do povo, reforçando que a educação é política. Desse modo, declara que a sua política é constituinte dos interesses dos demais. (p. 48)