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Transmissão das Obrigações (RESUMO)

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Transmissão das obrigações
Art. 286 – O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
Cessão de crédito – negócio jurídico bilateral pelo qual o credor transfere a outrem os seus direitos na relação obrigacional.
Cedente – credor
Cedido – devedor
Cessionário – novo credor
Se da entre credor primitivo (cedente) e novo credor (cessionário). Devedor não participa, tanto faz pagar um ou outro. A prestação continua a mesma.
Substituição do pólo ativo; mesmo pólo passivo; mesma prestação.
Espécies de cessão de crédito:
-Legal – lei determina / contratual – convencionada.
-Onerosa – cedente exige uma contra prestação do cessionário / gratuita – ato de mera liberalidade.
-Total – credor cede todo seu credito. Tem crédito de 5000 cede 5000.
-Parcial – credor cede parte do seu crédito. Tem crédito de 5000, cede 3000.
Concursu partes fiundi: obrigação se divide tantos quantos forem os credores e devedores.
-Pro soluto – credor primitivo é exonerado; risco da insolvência fica com o novo credor.
-Pro solvendo – credor primitivo não é exonerado; risco da insolvência: se devedor não pagar, o credor primitivo terá que pagar o novo credor.
Credor primitivo opera como garantidor do novo credor.
Não podem ser cedidos os créditos:
-especificados na lei;
-pela natureza da obrigação (oriundos dos direitos personalíssimos; ex: o crédito de alimentos; usufruto – pode o usufrutuário arrendar o bem, loca-lo, mas jamais transferir o usufruto);
-ou por uma cláusula entre devedor e credor.
Não há possibilidade de cessão de herança de pessoa vivia – lei não permite.
Cessionário toma o lugar do cedente e passa a ser o titular do direito de crédito cedido e tem direito a todas as ações para conservar esse direito, independentemente no conhecimento do devedor.
O elemento objetivo (prestação) fica intacto, tanto faz o devedor pagar um credor ou outro, obrigação continuará a mesma devendo no lugar, tempo e modo previamente contratado.
Devedor deve ser notificado da cessão, para que ele saiba a quem pagar. Se não for notificado, ira pagar o credor primitivo.
Principal interessado na notificação – cessionário.
Quem pode notificar – cedente, cessionário, ou os dois conjuntamente.
Duas espécies de notificação:
1 – judicialmente – através de uma ação chamada interpelação (meio inviável).
2 – cessionário manda uma correspondência ao cedido (devedor). Devedor ao receber a correspondência assina, o que prova que foi notificado.
O pagamento é um dever do devedor, e também um direito do devedor.
Se o credor não quiser o pagamento, devedor tem o direito de consigna-lo judicialmente ou extrajudicialmente.
Se o devedor não foi notificado e pagar o credor primitivo, agiu de boa fé, surte efeito jurídico, está exonerado da obrigação. Pagou bem. Novo credor terá ação contra credor primitivo.
Se o devedor foi notificado deve pagar o cessionário. Se pagar o cedente, pagou mal, deve pagar de novo. Não poderá alegar boa fé, pois foi notificado.
Art. 298
Crédito penhorado não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento de sua penhora.
Devedor que não tem conhecimento da penhora e paga a dívida está exonerado.
Aqui se trata do credor do credor.
A é credor de B; A é devedor de C; C – credor de A (credor do credor)
C acionou A e juiz determinou a penhora do crédito de A para com B. este crédito está garantido à C.
Devedor B não foi notificado da penhora e pagou A – pagou bem, C só pode acionar A, pois B pagou de boa fé.
Se B foi notificado da penhora e mesmo assim pagou A, pagou mal; se pagar C, mas C perder a ação, pagou mal. A melhor alternativa para B será depositar em juízo.
Art. 294
O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que, no momento em que teve conhecimento da cessão, tinha contra o cedente.
Cedido é notificado que seu crédito foi cedido a um novo credor. Devedor tem defesa, pois já pagou uma parte. Deve notificar ao cessionário o que já pagou; se o devedor se silenciar terá que pagar tudo, mas com direito de regresso contra o credor primitivo.
No momento em que foi notificado da cessão, devedor deve articular as exceções.
Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário em o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel.
Assunção de dívida (cessão de débito) – art. 299 a 303.
Mudança do pólo passivo.
Elemento objetivo e vínculo jurídico não sofrem qualquer alteração.
Quem assume a dívida – Assuntor.
Negócio jurídico bilateral pelo qual o devedor transfere o seu débito a outrem, com anuência expressa do credor.
Credor participa pois a figura do devedor é importantíssima dentro da obrigação.
Credor não aceita qualquer um como devedor.
Para o devedor, não importa a pessoa do credor; para o credor, é importante a figura do devedor, deve ter patrimônio que garanta o pagamento.
O consentimento do credor deve ser expresso, se o credor não se manifestar, a assunção de dívida não se completa (exceção a regra geral) – nesse caso, o silêncio não é consentimento.
Duas espécies:
Expromissão – uma pessoa assume espontaneamente a dívida de outrem mediante consentimento do credor.
Negócio entre assuntor e credor.
- Liberatória – quando pelo consentimento do credor, o devedor primitivo é exonerado, novo devedor é o único a responder perante o credor.
- Cumulativa – novo devedor assume juntamente com devedor primitivo.
Delegação – o devedor participa do negócio; devedor apresenta ao credor o terceiro que assumirá o débito.
- Privativa – devedor primitivo é exonerado.
-Cumulativa – novo devedor assume juntamente com devedor primitivo.
Delegante – devedor primitivo.
Delegado – aquele a quem transfere o débito.
Delegatório – o credor.
Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.
Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção de dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por terceiro, exceto se este conhecia o vício que inquinava a obrigação.
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo.
Art. 303 O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito garantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transferência do débito, entender-se-á dado o consentimento.
Cessão da posição contratual (cessão do contrato)
Cessão de crédito – ativa
Cessão de débito – passiva
Há uma obrigação de mão dupla. Há a prestação e a contra-prestação. A pessoa é devedora e credora ao mesmo tempo.
Ex: compra e venda: o comprador é credor do bem e devedor do preço.
Transmissão de direitos: credor; transmissão de obrigação: devedor.
Numa doação não posso ceder a posição do contrato.
Ex: se alguém me doa um celular – contrato celebrado.
Não posso doar antes que o tenha, pois irei ceder o crédito.
Requisitos da cessão da posição contratual:
1 – contrato bilateral (crédito e débito)
2 – cessão global ou total ( são cedidos os direitos e as obrigações)
3 – o cedido deve consentir, pois é credor e devedor, e o credor sempre deve consentir.
4 – a obrigação não pode ser infungível nem ter o “pacto non cedendo” (obrigação intransferível)
5 – observância dos requisitos do art. 104 e ser titular dos direitos e obrigações.