Apostila Radiologia I
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Apostila Radiologia I


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Apostila de Radiologia I
Universidade Estadual do Rio de Janeiro \u2013 UERJ
Aparelhos e tubos de raio X
Produção de raio X
\u201cRaios X são produzidos quando elétrons são acelerados, num meio no qual é feito o vácuo e são freados bruscamente contra o alvo ou anteparo.\u201d
Os raios X são: invisíveis, não contém massa, agem na velocidade da luz, tem pequeno comprimento de onda, atravessam corpos opacos e são absorvidos pela matéria.
Os três elementos fundamentais:
Gerador de elétrons: elétrons são a matéria prima para a produção de raios X. Eles são acelerados graças ao campo elétrico formado pelos dois eletrodos ao receber alta tensão e se chocam contra as paredes do tubo, produzindo raio X.
*A corrente elétrica passa pelo TBT e de 110v para 10v. A corrente levada ao catodo passa pelo filamento de tungstênio, aquecendo-o (efeito joule). Há a produção de uma nuvem de elétrons ao redor do filamento (efeitoEdson-Richardson).
 - Catodo: Gerador de elétrons 
 - Anodo: Responsável pela produção dos raios X.
 Acelerador de elétrons: Nos tubos de raio X, os elétrons são acelerados por um campo elétrico formado entre o catodo e o anodo. A passagem da corrente produz campo magnético. 
 *Ao apertar o botão do disparador, entra em ação o circuito que passa a corrente pelo TAT aumentando de 110v para 60/70Kv. A DDP entre o anodo e o catodo faz com que os elétrons se desloquem em alta velocidade (efeito Forest).
 * Transformadores: utilizados para conseguirmos a alta tensão.
 - TBT: Transforma a corrente de 110v para 8/10v
 - TAT: Transforma a corrente de 110v para 60/70Kv
Alvo/Anteparo: Placa de tungstênio anodo sofre a colisão dos elétrons do catodo. 
Obs: O tungstênio tem um elevado número atômico (Z = 74), transfere calor rapidamente e tem um elevado ponto de fusão (3422°C), por isso é utilizado.
Aparelhos de raio X odontológicos 
Quilovoltagem: Entre 50 e 70Kvp. Determina a qualidade dos feixes de raio X. O poder de penetração de um raio X e consequêntemente a qualidade da radiografia. Sendo assim, quanto maior a quilovoltagem, maior será o poder de penetração do raio X e menor será a diferença na escala de preto e branco da radiografia, o que gera uma imagem de baixo contraste.
*Uma radiografia de baixo contraste é aquela que apresenta um maior número de cores na escala de cinza. Já a de alto contraste é aquela que apresenta poucas cores na escala de cinza e assim apresentam grande diferenças entre o branco e preto.
Miliamperagem: 7 a 10mA. responsável pelo escurecimento da radiografia, pela sua densidade. Quanto maior a miliamperagem, maior será a densidade da radiografia. 
OBS.: Grande parte dos aparelhos possuem regulador de quilovoltagem e miliamperagem, pois estas são fixas entre 60 e 70 kVp e 10Ma respectivamente.
* Disparador: possui um alerta sonoro, para a exposição o botão deve-se manter pressionado até o som acabar. 
Constituição dos aparelhos :
Base: Fixa ou móvel
Corpo: autotransformador, estabilizador de corrente, regulador de voltagem, regulador de miliamperagem, marcador de tempo, voltímetro-amperímetro, seletores de quilovoltagem e miliamperagem.
Braço articular: responsável pelos movimentos do cabeçote vertical e horizontal.
Cabeçote: componente blindado onde são produzidos os raios X que saem pelo tubo .
- TAT, TBT, filtro adicional de alumínio, diafragma de chumbo e localizadores. 
Obs.: o filtro de alumínio irá barrar os feixes de raio X incapazes de penetrar no tecido ósseo. 
Obs. 2: O diafragma de chumbo limita a área que será exposta no paciente.
Estruturas anatômicas da maxila
Hâmulo pterigóideo (radiopaco) \u2013 Distalmente a tuberosidade, em forma de gancho.
Tuberosidade da maxila (radiopaco) \u2013 distalmente ao último molar erupcionado; limite posterior da apófise alveolar; aspecto de osso reticulado.
Processo pterigóide (radiopaco) \u2013 sob o hámulo pterigoideo
Processo coronoíde (radiopaco) \u2013 estrutura triangular no bordo inferior do filme.
Processo zigomático da maxila (radiopaco) \u2013 superposto a região dos molares superiores; em forma de \u201cU\u201d.
Osso zigomático (radiopaco) \u2013 área esfumaçada de menor radiopacidade, posterior ao processo zigomático.
Soalho da cavidade nasal (radiopaco) \u2013 linha fina que delimita inferiormente a cavidade nasal.
Seio maxilar (radiolúcido) \u2013 cavidade óssea que normalmente contem ar; pode se estenter do canino até os molares.
Leitos vasculares (radiolúcidos) \u2013 sulcos das artérias alveolares posterior e média; linhas radiolúcidas que correspondem ao trajeto intra-ósseo de arteríolas e veias.
Y invertido de Ennis (radiopaco) \u2013 inserção das projeções do soalho da fossa nasal com a parede anterior do seio; encontro do canino.
Fossas nasais (radiolúcido) \u2013 áreas simetricamente dispostas acima do ápice radiculares dos dentes incisivos e separados por uma espessa faixa radiopaca que se estende do teto até o soalho da mesma.
Septo nasal (radiopaco) \u2013 espessa faixa que separa ao meio a cavidade nasal
Espinha nasal anterior (radiopaco) \u2013 em forma da \u201cV\u201d que está abaixo do septo nasal e acima do canal nasopalatino.
Conchas nasais inferiores (radiopaco) \u2013 estruturas encontradas na parede lateral das fossas nasais.
Sutura intermaxilar (radiolúcido) \u2013 linha delgada na linha média, que representa o local de união dos ossos maxilares.
Canal nasopalatino - forame incisivo (radiolúcido) - forma oval ou de gota invertida entre os incisivos centrais superiores.
Projeção do nariz (radiopaco) \u2013 projeção dos tecidos moles do nariz; geralmente sobreposta aos incisivos superiores.
Projeção das narinas (radiolúcido) \u2013 projeção das sombras das narinas na região dos incisivos superiores.
Projeção dos lábios (radiopaco) \u2013 projeção do tecido mole do lábio superior na região dos incisivos superiores.
Estruturas anatômicas da mandíbula 
Linha oblíqua (radiopaco) \u2013 linha espessa que se continua da borda anterior do ramo ascendente da mandíbula ao terço médiodas raízes dos molares. 
Linha milohioidea (radiopaco) \u2013 linha de inserção do músculo milo-hióide (terço apical das raízes dos dentes).
Fóvea submandibular (radiolúcida) \u2013 área radiolúcida difusa, sem limites definidos, abaixoda linha obliqua interna, no terço médio do corpo da mandíbula. 
Borda inferior da mandíbula (radiopaco) \u2013 cortical inferior da mandíbula marcada devido ao aumento da densidade óssea.
Canais nutrientes (radiolúcido) \u2013 linhas que correspondem a trajetos intra-ósseos das arteríolas ou veias.
Canal mandibular (radiolúcido) \u2013 trajeto radiolúcido delimitado por linhas radiopacas, abaixo das raízes dos molares e pré-molares, terminando no forame mentual.
Forame mentual (radiolúcido) \u2013 imagem arredondada ou oval na altura dos ápices dos pré-molares.
Espinha geniana (radiopaco) \u2013 linha circular radiopaca ao redor do forame lingual, localizado na linha média da mandíbula e abaixo do ápice dos incisivos centrais.
Forame lingual (radiolúcido) \u2013 dentro da espinha geniana.
Protuberância mentual (radiopaco) \u2013 linha em forma de \u201cV\u201d invertido que se estende sob ápices dentários de incisivos centrais, caninos e pré-molares.
 2015
.1
 
 
INCISIVOS
PRÉ-MOLARES
MOLARES
MAXILA
MANDÍBULA
PROCESSO PTERIGOIDEO
LINHA OBLÍQUA
FORAME MENTUAL
CANAL DA MANDÍBULA
FORAME MANDIBULAR
CABEÇA DA MANDÍBULA
PROCESSO CORONOIDE
PROCESSO ESTILOIDE
CAVIDADE NASAL
SEPTO NASAL
SEIO MAXILAR
SOMBRA DO OSSO ZIGOMÁTICO
 ÓRBITA
ASSOALHO DA ÓRBITA
ARCO ZIGOMÁTICO
ESPAÇO ORAL FARÍNGEO
CONCHA NASAL INFERIOR
PROCESSO ZIGOMÁTICO DA MAXILA
INCISURA DA MANDÍBULA
RAMO DA MANDÍBULA
ÂNGULO DA MANDÍBULA
BASE DA MANDÍBULA
FOSSA PTERIGOPALATINA
SOALHO DA CAVIDADE NASAL
PALATO ÓSSEO
ESPAÇO AÉREO FARÍNGEO
PORO ACÚSTICO EXTERNO
OSSO HIOIDEO
Anatomia radiográfica do órgão dentário
Esmalte: Radiopaco 
Dentina: Radiopaco 
Câmara pulpar: Radiolúcido
Ligamento periodontal: Radiolúcido 
Lâmina dura: Radiopaco