DECRETO 5 434 DE 17 DE JULHO DE 1992
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DECRETO 5 434 DE 17 DE JULHO DE 1992


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Prefeitura Municipal de Feira de Santana 
Estado da Bahia 
Gabinete do Prefeito 
Decreto 5.434 de 17 de julho de 1992 
Regulamenta a Lei 1.085/88 e dá providências. 
 
O Prefeito Municipal de Feira de Santana, Estado da Bahia, no uso de suas 
atribuições e na forma da Lei. 
DECRETA: 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º - As normas Gerais de Proteção contra Incêndio e Pânico a que se refere a 
Lei Municipal nº 1.085/88 de 11 de maio de 1988, são constantes desse decreto e serão 
executadas e fiscalizadas na forma estabelecida pelo mesmo. 
 
Art. 2º - Além das Normas constantes desse decreto, quando se tratarem de 
edificações e/ou atividades que possuam normas próprias Contra Incêndio serão 
observados todos os dispositivos legais e normas específicas existentes em cada caso. 
 
Art. 3º - No Município de Feira de Santana, compete à Prefeitura Municipal, 
através da Secretaria de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente: analisar, aprovar, 
planejar, exigir, fiscalizar e aplicar as penalidades fazendo cumprir as normas 
estabelecidas neste regulamento. 
 §.1 \u2013 O Prefeito Municipal, ouvirá o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do 
Estado da Bahia, com sede neste Município, mediante convênio de Cooperação Técnica, 
através de parecer, respaldado em documentação da instituição técnica específica, 
sempre que executar o disposto neste artigo. 
 
CAPÍTULO II 
1. FINALIDADE E OBJETIVO 
 
1.1 - FINALIDADE 
Estas especificações têm por finalidade fixar os critérios básicos indispensáveis ao 
fornecimento de segurança contra incêndios ocupantes de uma edificação e o patrimônio. 
 
1.2 \u2013 OBJETIVO 
Promover um nível adequado de segurança aos ocupantes de uma edificação em caso de 
incêndio, bem como, minimizar as probabilidades de propagação do fogo para prédios 
vizinhos, diminuir os danos e facilitar as ações de socorro público. 
1.2.1 \u2013 Estes objetivos serão alcançados através de exigências mínimas quanto à 
localização, arranjo físico e construção dos edifícios, bem como, sistema de combate a 
incêndios que possam ser utilizados pelos ocupantes de uma edificação. 
 
DOS PROJETOS E DAS VISTORIAS 
 
Art. 4º \u2013 Todo projeto de edificação deve vir acompanhado de projeto de 
instalações contra incêndios e pânico, ressalvadas as residências de até três andares. 
 
Art. 5º \u2013 O projeto de instalação de proteção contra incêndio e pânico conterá: 
I \u2013 Planta de localização e situação, plantas baixas, cortes e fachadas, 
destacando-se as instalações nas edificações; 
II \u2013 Memoriais Descritivos em 3 (três) vias a ser: 
a) de construção; 
b) industrial (quando for o caso); 
c) de serviços ou ocupação (quando for o caso); 
d) de cálculo (quando for o caso); 
e) de proteção contra incêndio, discriminando a quantidade de equipamentos 
empregados, os a dados dos sistemas instalados além de outros que venham 
esclarecer o projeto. 
III \u2013 Assinatura do proprietário da obra e do profissional responsável, regularmente 
inscrito no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). E em 
órgão competente da Prefeitura. 
IV \u2013 Cópia da anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao CREA. 
§.1 \u2013 As plantas devem ser desenhadas em escalas compatibilizadas com as 
exigidas para o projeto arquitetônico, destacando-se as instalações e equipamentos. 
§.2 \u2013 O memorial descritivo deverá discriminar as instalações, especificando os 
materiais empregados e os equipamentos utilizados, bem assim a classificação da 
edificação. 
 
Art. 6º \u2013 Os projetos, após aprovados, terão prazo de validade de 2 (dois) anos: 
§ Único \u2013 A revalidação do projeto far-se-á por solicitação do proprietário e após 
vistoria efetiva pelo órgão competente. 
 
CAPÍTULO III 
DA CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES 
 
Art. 7º \u2013 Para efeitos destas Especificações, as edificações e ocupações serão 
classificadas como se segue: 
3.1 \u2013 Classificação das edificações quanto a área e altura: 
3.1.1 \u2013 Edificações com área de construção inferior a 750m2 (metros quadrados) 
ou altura não superior a 12m; 
3.1.2 - Edificações com área de construção superior a 750m2 (metros quadrados) 
ou altura superior a 12m; 
 
3.2 \u2013 CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO A OCUPAÇÃO 
 
Art. 8º - 3.2.1 \u2013 Edificações destinadas a uso residencial incluindo apartamentos, 
\u201capart-hotéis\u201d, \u201cflat residencial\u201d, conventos, asilos e similares. 
3.2.2 - Edificações destinadas a uso industrial, incluindo todas as atividades com 
processo industrial e similares. 
a) Incluem-se, ainda, nesta classificação, as instalações de produção, 
manipulação, armazenamento e distribuição de gases e líquidos combustíveis ou 
inflamáveis, relacionados a: 
1) destilaria, refinaria; 
2) parques de tanques ou tanques isolados; 
3) plataforma de carregamento; 
4) posto de serviço e abastecimento; 
5) armazém de produtos e acondicionamento. 
3.2.3 \u2013 Edificações destinadas a uso de hotel, motel, pensão e similares. 
3.2.4 \u2013 Edificações destinadas a locais de reunião pública, incluindo locais de 
exposições, teatros, cinemas, auditórios, salas de reunião, salões de festas, bailes, casas 
noturnas, ginásio poli-esportivo e similares. 
3.2.5 \u2013 Edificações destinadas a uso de escritórios, incluindo agências de 
assessoria, de consultoria e similares. 
3.2.6 \u2013 Edificações destinadas a uso institucional, incluindo escolas, hospitais, 
clínicas, laboratórios, creches, sanatórios e similares. 
3.2.7 \u2013 Edificações destinadas a depósitos em geral. 
3.2.8 \u2013 Edificações destinadas a uso comercial, incluindo lojas, centros comerciais, 
restaurantes, bares, lanchonetes, serviços diversos, oficinas, garagens, coletivas 
(automáticas ou não) e similares. 
§ Único \u2013 As edificações contendo ocupações mistas serão tratadas de acordo 
com o risco predominante. 
 
CAPÍTULO IV 
4. GRADAÇÃO DOS RISCOS 
 
Art. 9º - 4.1 \u2013 Para fins de dimensionamento dos meios de combate a incêndios e 
áreas de compartimentação, os riscos serão classificados por ocupações de acordo coma 
\u201cTarifa Seguro Incêndio do Brasil\u201d: 
4.1.1 \u2013 A classe de ocupação será estabelecida de acordo com a \u201cLista de 
Ocupações\u201d, da Tarifa Seguro Incêndio do Brasil do Instituto de Resseguros do Brasil 
(R.T.B.), variando de 01 a 13, conforme se segue: 
a) Risco de classe \u201cA\u201d \u2013 cuja classe de ocupação seja de 01 a 02; 
b) Risco de classe \u201cB\u201d \u2013 cuja classe de ocupação seja de 03 a 06; 
c) Risco de classe \u201cC\u201d \u2013 cuja classe de ocupação seja de 07 a 13. 
 
CAPÍTULO V 
Art. 1º - TIPOS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS 
 
5.1 \u2013 Proteção estrutural: 
Constituída de características de construção, que retardam a propagação do fogo e 
auxiliam no trabalho de salvamento das pessoas de uma edificação. 
5.1.1 \u2013 Compartimentação de áreas. 
5.1.2 \u2013 Isolamento vertical. 
5.2 \u2013 Meios de fuga 
Constituídos de medidas que estabelecem rotas de fuga seguras aos ocupantes de uma 
edificação. 
5.2.1 \u2013 Escada de segurança ou saída de emergência 
5.2.2 \u2013 Iluminação de emergência 
5.2.3 \u2013 Elevador de segurança 
5.3 \u2013 Meios de Alerta 
Dispositivos ou equipamentos destinados a avisar os ocupantes da edificação, em caso 
de sinistros 
5.3.1 \u2013 Deteção de fumaça calor 
5.3.2 \u2013 Alarme contra incêndios 
5.3.3 \u2013 Sinalização e orientação próprias que indiquem procedimentos a serem adotados 
em caso de abandono da edificação e operações de combate a incêndios. 
5.4 \u2013 Meios de combate à incêndio 
Equipamentos destinados a efetuar o combate a incêndios propriamente dito. 
5.4.1 \u2013 Extintores portáteis 
5.4.2 \u2013 Extintores sobre rodas (carretas) 
5.4.3 \u2013 Instalações fixas, semifixas, portáteis, automáticas e/ou sob comando. 
5.4.3.1 \u2013 Chuveiros automáticos (Sprinklers) 
5.4.3.2 \u2013 Espuma mecânica 
5.4.3.3 \u2013 Hidrantes 
5.4.3.4 \u2013 Nebulizadores e/ou canhões monitores, esguinchos reguláveis. 
 
CAPÍTULO VI 
Art. 11º - EXIGÊNCIAS DOS TIPOS