5- EDUCOMUNICAÇÃO, MIDIAS E REDES SOCIAS
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5- EDUCOMUNICAÇÃO, MIDIAS E REDES SOCIAS


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Educomunicação, Mídias e Redes Sociais
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Educomunicação, Mídias e Redes Sociais
Autoria: Tayra C. N. Aleixo
Como citar este documento: ALEIXO, Tayra C. N. Educomunicação, Mídias e Redes Sociais. Valinhos: 2017.
Sumário
Apresentação da Disciplina 04
Unidade 1: O Que É Educomunicação 06
Assista a suas aulas 29
Unidade 2: Diferença Entre TICS e Educomunicação 37
Assista a suas aulas 64
Unidade 3: A Importância da Comunicação na Educação 72
Assista a suas aulas 93
Unidade 4: A Internet que Proporciona a Todos Serem Autores e Produtores de Conteúdo 101
Assista a suas aulas 121
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3/2433
Unidade 5: As Redes Sociais a Favor da Aprendizagem 129
Assista a suas aulas 149
Unidade 6: Práticas Pedagógicas com a Utilização das Redes Sociais 156
Assista a suas aulas 176
Unidade 7: O Aluno dos Dias Atuais: Nativo Digital 184
Assista a suas aulas 205
Unidade 8: Mídia, Redes Sociais, Internet e o Futuro da Educação 213
Assista a suas aulas 236
Sumário
Educomunicação, Mídias e Redes Sociais
Autoria: Tayra C. N. Aleixo
Como citar este documento: ALEIXO, Tayra C. N. Educomunicação, Mídias e Redes Sociais. Valinhos: 2017.
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Apresentação da Disciplina
A cada mídia criada, o estatuto da socie-
dade sofreu impacto. Arte, cultura, políti-
ca, entretenimento, dentre outras esferas, 
têm seu modo de funcionamento modifi-
cado com o surgimento dos meios de co-
municação (MARCONDES FILHO, 2004). E a 
educação não pode ficar imune a tais mu-
danças.
Desde o século passado, a produção é prior-
itariamente detida por um grupo pequeno 
de pessoas e/ou empresas. Nesta condição, 
a produção foi organizada com base nos in-
teresses dos anunciantes, buscando, como 
fim em si mesmo, a maximização do lucro.
Em termos políticos, os meios de comuni-
cação foram esmaecendo sua posição rígi-
da e absoluta. Exatamente por conta do 
mercado consumidor. Assumir uma postu-
ra radical ou absoluta poderia resultar em 
perda de mercado e, consequentemente, do 
lucro.
Ao longo desta disciplina, a história dos 
meios de comunicação, bem como a lógi-
ca por trás deste desenvolvimento, e final-
mente, a utilização destes meios em prol da 
educação, serão temas centrais do debate 
travado acerca destes pontos que são caros 
à sociedade contemporânea.
Neste contexto, a Educomunicação é uma 
noção que remonta aos telecursos e cur-
sos veiculados na rádio. Ou seja, desde o 
surgimento dos primeiros meios de comu-
nicação de massa, a educação já se rein-
ventava para atender a demanda crescente 
de alunos. Portanto, o tema não é tão novo 
quanto parece. 
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Dentro dos limites acadêmicos, vale citar 
o Núcleo de Comunicação e Educação da 
Universidade de São Paulo (NCE/USP) como 
desenvolvimento científico seminal da Edu-
comunicação no Brasil. Em termos de curso 
superior, a Educomunicação passou assumir 
a ênfase em Comunicação Social na Univer-
sidade Federal de Campina Grande (UFCG) 
em 2009 e, dois anos mais tarde, ganha um 
curso de licenciatura na ECA/USP. 
Tal cenário acadêmico propicia a legiti-
mação da Educomunicação como campo 
científico emergente (SOARES, 2016). Por 
isso, em linhas gerais, você aprenderá sobre 
as propostas da Educomunicação no con-
texto contemporâneo da Educação, que, por 
sua vez, vem sendo fortemente influenciada 
pela mídia. A comunicação passa, portanto, 
a ser o caminho para a transformação social 
sob a perspectiva da educação emancipa-
dora. 
Fica o convite para você, aluno. Entenda 
melhor esta nova proposta de educação nos 
moldes da sociedade mediática para decidir 
o rumo dos seus estudos.
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Unidade 1
O Que É Educomunicação
Objetivos
1. Introduzir o tema ao aluno, resgatan-
do brevemente a perspectiva históri-
ca na qual passa a proposição da Edu-
comunicação no Brasil e na América 
Latina;
2. Propor reflexões acerca da educação 
no contexto contemporâneo;
3. Sinalizar apontamentos de políticas 
públicas trabalhadas nas duas primei-
ras décadas do século XXI.
Unidade 1 \u2022 O Que É Educomunicação7/243
Introdução 
A educação é uma das esferas da vida hu-
mana mais presentes desde o início dos 
tempos. Sua discussão e prática remontam 
à Grécia Antiga, através da atuação sofista. 
Portanto, são milênios de desenvolvimento 
metodológico-didático.
No entanto, tanto tempo de existência não 
é, necessariamente, sinônimo de desenvol-
vimento contínuo e alinhado às tecnológi-
cas lançadas com o passar dos anos. Por isso, 
o gap metodológico tenta ser solucionado a 
partir de algumas propostas baseadas no 
conjunto de técnicas hoje disponíveis.
De outro lado, temos a mídia como pano de 
fundo das relações sociais. Como descre-
ve Castells (1942, p. 418-419), a mídia \u201cé a 
presença de fundo quase constante, o teci-
do de nossas vidas. Vivemos com a mídia e 
pela mídia\u201d.
Tendo em vista a penetração da mídia no 
cotidiano das pessoas, a educação passa a 
ser articulada diretamente com a comuni-
cação. Não somente por estar imersa neste 
contexto midiático, mas também por vis-
lumbrar novas possibilidades pedagógicas.
Em outras palavras, tal ponto de partida 
obedece à imersão das pessoas no ambien-
te interconectado e multimidiático atual, 
especialmente depois do surgimento e rá-
pida penetração da internet na rotina das 
pessoas. Nas palavras de Marcondes Filho 
(2004, p. 51): \u201cA comunicação, como espa-
ço de troca de sensações, vivências, infor-
mações com o outro, hoje é \u2019realizada\u2019 por 
meio de aparelhos e máquinas eletrônicas\u201d.
Unidade 1 \u2022 O Que É Educomunicação8/243
No Brasil, o uso da internet explode a partir de meados dos anos 90. Não apenas com computa-
dores pessoais, mas também com o uso de celulares, smartphones, tablets e outros dispositivos 
tecnológicos (MARTINO, 2014).
A todo momento, as pessoas recorrem a alguma mídia para validar, buscar, comparar, conhecer, 
aprofundar, informações a respeito de outras pessoas, produtos, organizações, grupos sociais etc.
A única prova que lhes dá garantia de terem acontecido é o fato de se-
rem veiculadas pelas televisões, rádios, jornais, etc. Se não for veiculado, 
o acontecimento já não chega ao público, porque a troca pessoal de in-
formações já não acontece mais. Ninguém mais sabe das coisas a partir 
do colega de trabalho, do vizinho, do conhecido, do parente; as coisas só 
são conhecidas através dos meios de comunicação (MARCONDES FILHO, 
2004, p. 64).
No contexto da sala de aula, especialmente nas sociedades ocidentais industrializadas, a ampla 
utilização da comunicação mediada também não deixa de figurar como elemento constante-
mente presente. Ou seja, a legitimação do conhecimento é invertida: hoje, o professor não é 
mais aquela figura detentora do conhecimento, nem tão pouco representa a figura de um sábio 
Unidade 1 \u2022 O Que É Educomunicação9/243
intocável. Hoje, os meios de comunicação 
são os próprios detentores de toda informa-
ção disponível, representando a inteligência 
humana de forma ampliada, possuidora do 
poder do cálculo (LEVY, 2007).
Neste sentido, a Educomunicação reconhe-
ce a comunicação mediada como potencial 
aliada da educação e da postura cidadã no 
desenvolvimento das pessoas. Na América 
Latina, a Educomunicação surge como uma 
proposta político-pedagógico para pro-
mover a criticidade das pessoas (SOARES, 
2014).
A título de ilustração, o professor Ismar de 
Oliveira Soares (2016) traz um panorama 
geral dos eventos que abordaram o tema 
\u201cEducomunicação\u201d, além de apresentar 
projetos já em andamento no país e no ex-
terior, em um artigo intitulado Nos 50 anos 
da ECA-USP, a Educomunicação alcança ma-
turidade acadêmica e legitimidade política. 
Vale a leitura para aqueles interessados nos 
contornos práticos deste campo emergente