Resumo Fisio Respiratoria AV1
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Resumo Fisio Respiratoria AV1


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FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
Ventilação Pulmonar: O objetivo da respiração é o fornecimento de oxigênio aos tecidos e remoção do dióxido de carbono. Nos animais superiores, como o homem, o sistema respiratório é complexo e possui um sistema condutor o qual leva o ar das fossas nasais até onde ocorrem as trocas gasosas, nos alvéolos.
Divisão da respiração:
Podemos dividir o estudo da respiração em 4 partes:
a. Ventilação pulmonar: renovação cíclica do gás alveolar pelo ar atmosférico.
b. Difusão do oxigênio e do dióxido de carbono entre sangue e alvéolos.
c. Transporte do oxigênio e do dióxido de carbono.
d. Regulação da respiração.
Vias aéreas
Vias aéreas e fluxo aéreo
O ar sempre se desloca de um local com maior pressão para um local de menor pressão
São três os grupos de músculos responsáveis pela respiração pulmonar: diafragma, músculos inspiratórios e músculos respiratórios:
\u2022 Diafragma: Movimento para cima e para baixo, permitindo que a caixa torácica se encurte e se alongue, respectivamente. É inervado pelo nervo frênico.
\u2022 Músculos inspiratórios: Elevam o gradil costal promovendo expansão dos pulmões, permitindo que o diâmetro antero posterior seja aumentado cerca de 20% durante a inspiração máxima. Os principais músculos inspiratórios são os intercostais externos, mas existem outros músculos que os auxiliam como esternocleidomastóide, denteados anteriores e escalenos (músculos acessórios).
\u2022 Músculos expiratórios: tracionam para baixo o gradil costal. São eles: retos abdominais, que \u201cpuxam" para baixo as costelas inferiores ao mesmo tempo que eles próprios e os demais músculos abdominais empurram o conteúdo abdominal para cima, em direção ao diafragma, e intercostais internos.
Volumes e Capacidades pulmonares
AVALIAÇÃO
Anamnese: Objetiva
Dados pessoais
HDA (História da Doença Atual): Queixa principal
HDP (História da Doença Pregressa); doenças e cirurgias que tenham a ver com a queixa principal.
História Familiar
História Social
Medicamentos e Alergias
Exames (gasometria, espirometria, testes sanguíneos, analise de catarro, rx do tórax, tomografia
Subjetiva: \u201crelato do paciente, descrito exatamente do jeito que ele falou\u201d
Sintomas da doenças respiratórias
Dispneia (falta de ar)
Tosse
Escarro com ou sem hemoptise
Ruídos Adventícios 
Dor torácica 
Questionamentos que devem ser feitos
Duração
Gravidade
Padrão
Fatores precipitantes
Fatores que aliviam os sintomas
A dispnéia interfere nas AVD\u2019s (oqo paciente deixou de fazer?)
Para avaliar a dispnéia: 
	Escala de Borg
	0 \u2013 não sente nada
	6 \u2013 pesado
	1 \u2013 muito leve
	7 \u2013
8 \u2013 muito pesado
9 \u2013
	2 \u2013 leve
	
	3 \u2013 moderadamente leve
	
	4 \u2013 pouco pesado
	10 \u2013 extremamente pesado
	5 \u2013 moderadamente pesado
	
	Classificação Internacional NEW YORK ASSOCIATION
	Classe I - ausência de sintomas (dispnéia) durante atividades cotidianas. A limitação para esforços é semelhante à esperada em indivíduos normais.
	Classe II - sintomas desencadeados por atividades cotidianas;
	Classe III - sintomas desencadeados em atividades menos intensas que as cotidianas ou pequenos esforços;
	Classe IV - sintomas em repouso
Exame Físico
Observação do paciente no leito
Parâmetros respiratórios
Nível de Consciência
Escala de Glasgow (> 8 ruim)
Sinais Vitais (FR, TºC, FC, PA e Peso Corporal)
Avaliações da Pele.
Tipos de Tórax
Ritmos Respiratórios
Eupneia: Respiração normal
Taquipnéia: Aumento da Frequência Respiratória
Bradipneia: Diminuição da Frequência Respiratória
Hiperpneia: Aumento do Volume Corrente
Hipopneia: Diminuição do Volume Corrente
Hiperventilação: Aumento da Ventilação
Hipoventilação: Diminuição da Ventilação
Dispnéia: Sensação subjetiva de falta de ar/dificuldade de respirar.
Apneia: Parada dos movimentos respiratórios 
Apneuse:Pausa ao final de um inspiração
Ritmo de Biot: Ritmo caótico, irregular, incoordenação da respiração, comum em lesões do SNC/Ponte e Bulbo.
Ritmo de Kussmaul: Ritmo respiratório que acontece pausas entre a inspiração e a expiração, comum em paciente diabetes crônicos descompensados)
Ritmo de Cheyne-Stoke: Ritmo respiratório especifico: apneia, hipoventilação, hiperventilação, hipoventilação e apneia, comum em paciente com AVC e ICC
Ritmo de Catani:
Dispnéia Suspirosa: Inspiração profunda durante a respiração normal.
Expansibilidade:
Percussão: 
Timpânico: 
Maciço: Presença de meio (liquido ou solido) no tórax.
Hipertimpânico: Presença de excesso de ar no tórax.
Ausculta Pulmonar
Sons Normais:
Som Braquial: Som audível na inspiração e expiração, acontece nos brônquios principais.
Som Bronquiovesicular: É baixo e audível mais na inspiração e um pouco na expiração.
Murmúrio Vesicular: E bem baixo e audível apenas na inspiração.
Ruídos Adventícios:
Sibilos: É audível na expiração, quase sempre acompanhado de dispneia. Causa: redução do calibre da arvore brônquica. Ocorre: asma, bronquite, tumores e inalantes químicos. O Som é causado pelo fluxo turbulento nas vias aéreas estreitadas.
Roncos: É de tonalidade grave predominantemente inspiratório, geralmente acompanhado de tosse. Sua origem se deve à presença de secreções espessas que se adere as paredes dos brônquios de grande calibre, reduzindo a sua luz. Ocorre: asma, bronquite ou obstruções localizadas.
EstertoresCrepitantes: São tímidos e descontínuos, exclusivamente expiratório. Caracterizados por edemas incipientes do parênquima pulmonar. São frequentemente audíveis nas atelectasias, pneumonias, edema agudo de pulmão e SDRA (Síndrome da Dificuldade Respiratório do Adulto).
Estertores Subcrepitantes: São ruídos descontínuos, audíveis na inspiração e na expiração. Resultam da mobilização de qualquer liquido presente nos brônquios de médio e pequeno calibre. Ocorre com maior frequência em pacientes com pneumonias, no edema agudo de pulmão e na DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
Padrão Respiratório:
Toráco-abdominal: Comum
Torácico:
Abdominal: 
Paradoxal: Paresia do m. diafragma. Ocorre contração do abdome na inspiração e o relaxamento do abdome na expiração.
Escarro
Determinação da Cor: Amarelo, verde escuro, marrom, avermelhado ou vermelho vivo (presença de sangue/hemoptise no escarro)
Consistência: Aquoso, consistente, solido.
Quantidade
Tipo: Mucoide, Mucopurulento, Purulento e Rolhas
Tosse
Reflexo de proteção, induzida por estímulos dos receptores localizados na faringe, laringe, tranqueia ou brônquios.
Eficaz
Produtiva
Seca
Crônica 
Ineficaz
Dor Torácica
O parênquima pulmonar não possui fibras sensitivas nem dolorosas. A dor torácica é proveniente da inflamação musculoesquelética, pleural ou traqueal.
Frêmito toráco-vocal
É a capacidade de ressonância do tórax, pede-se ao paciente que diga 33 e com as mãos avalia.
FTV reduzido: presença de secreção
FTV aumentado: presença de ar.
ESPIROMETRIA
CVF: Capacidade Vital Forçada. É volume de ar exalado com esforço máximo a partir da inspiração máxima.
VEF1: Volume Expiratório no 1° Segundo. 
Índice de Tiffeneau: razão entre CVF/ VEF1.
FEF 25%-75%: Fluxo Expiratório Forçado. Avalia obstruções nos brônquios de médios e pequenos calibres.
TFEF 25%-75%: Tempo Fluxo Expiratório Forçado.
	Espirometria
	Doenças Obstrutivas
CVF: normal
VEF1: reduzido
Índice de Tiffeneau: reduzido
FEF 25%-75%: Reduzido
TFEF 25%-75%: Aumentado
	Doenças Restritivas
CVF: reduzido
VEF1: normal
Índice de Tiffeneau: Normal ou aumentado
FEF 25%-75%: Reduzido
TFEF 25%-75%: Aumentado
MONOVACUOMETRIA
Medida da força muscular respiratória.
Posicionamento senado ou em Fowler
Pimáx: Pressão inspiratória máxima: valores negativo
Pimáx < -100 = Musculo normal
Pimáx > - 40 = Musculo Fraco: Fortalece
Pimáx > - 20 = Musculo Fadigado: deixa descansar
Aplicação: Clipe nasal Expiração máxima Oclusão do orifício do aparelho Esforço inspiratório máximo realizar até 3 repetições, a última nunca deve ser o valor máximo, neste caso deve repetir mais uma
Brayon
Brayon fez um comentário
Muito bom
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