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O_EMPREGADOR

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* NATUREZA JURÍDICA DA RELAÇÃO DE EMPREGO
* TEORIAS ACONTRATUALISTAS: 
A) Teoria da relação de trabalho: Parte do princípio de que a vontade não cumpre papel significativo e necessário na constituição é desenvolvimento do vínculo de trabalho subordinado. A prestação material dos serviços, a prática de atos de emprego no mundo físico e social é que seriam fontes da relação jurídica de trabalho. A relação empregatícia seria uma situação jurídica objetiva. O simples fato da prestação de serviço seria elemento essencial e gerador de direitos e obrigações na ordem jurídica. O ato inicial de adesão do trabalhador ao círculo do trabalho não configuraria ato de vontade. Mantém a ideia de ocupação, de inserção do trabalhador junto à empresa. Para Mario de La Cueva “nada existiria antes dessa efetiva realização da prestação de serviços (teoria do contrato realidade)”. A tese não se harmoniza com o art. 4º da CLT que considera “serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador aguardando ordens”. Mas a CLT teve influência da teoria contratualista e anticontratualista – art. 442 da CLT
B) Teoria institucionalista: aqui também a ideia de vontade e liberdade não cumpriria papel relevante. Compreendem a empresa como uma instituição, um corpo social que se impõe objetivamente a um certo conjunto de pessoas e cuja permanência e desenvolvimento não se submetem à vontade particular de seus membros componentes. O empregado queda-se em uma situação estatutária, objetiva nada criando de iniciativa pessoal quando se insere na empresa.
* CONTRATUALISTA
	VONTADE, ADESÃO (DIRIGISMO CONTRATUAL)
ART. 442, 468
Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.
Art. 444 - As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.
Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e ainda assim desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.
* ELEMENTOS DO CONTRATO DE TRABALHO
ART. 104 CC
Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não defesa em lei.
SUJEITOS 
1) EMPREGADOR
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. 
1.1) TIPOS DE EMPREGADOR
1.1.1) EMPRESÁRIO: ART. 966 CC
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Aqui são incluídas as Empresas Públicas e as Sociedades de Economia Mista. ART. 173 CR:
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: 
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
§ 2º - As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.
1.1.2) EMPREGADOR POR EQUIPARAÇÃO: ART. 2,§1º CLT
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
 PRÉDIOS RESIDENCIAIS: ART. 1º LEI 2.757/56
Art. 1º São excluídos das disposições da letra "a" do art. 7º do decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 (CLT), e do art. 1º do decreto-lei nº 3.078, de 27 de fevereiro de 1941, os empregados porteiros, zeladores, faxineiros e serventes de prédios de apartamentos residenciais, desde que a serviço da administração do edifício e não de cada condômino em particular.
Art. 2º São considerados representantes dos empregadores nas reclamações ou dissídios movimentos na Justiça do Trabalho os síndicos eleitos entre os condôminos.
Art. 3º Os condôminos responderão, proporcionalmente, pelas obrigações previstas nas leis trabalhistas, inclusive as judiciais e extrajudiciais.
1.1.2) EMPREGADOR DOMÉSTICO (LEI COMPLEMENTAR 150): 
Art. 1o Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e:
 de finalidade não lucrativa 
à pessoa ou à família, 
no âmbito residencial destas, 
POR MAIS DE 2 (DOIS) DIAS POR SEMANA, aplica-se o disposto nesta Lei.
FAMÍLIA: EMENTA : Empregada Doméstica - República de Estudantes - Responsabilidade Solidária. Restando demonstrado que todos os membros da república usufruíram da prestação de serviços da obreira, a responsabilidade é solidária, podendo a empregada se voltar contra qualquer um dos obrigados. (TRT da 3.ª Região; Processo: RO - 2543/99; Data de Publicação: 09/11/1999, DJMG , Página 11; Órgão Julgador: Terceira Turma; Relator: Jose Eustaquio de Vasconcelos; Revisor: Maria Laura Franco Lima de Faria)
NO ÂMBITO RESIDENCIAL DESTAS: EMENTA: RELAÇÃO DE EMPREGO. EMPREGADO DOMÉSTICO. CASEIRO. Nos termos do art. 1º da Lei n. 5.859, de 11 de dezembro de 1972, são requisitos configuradores da relação de emprego doméstica: a) o trabalho realizado por pessoa física; b) em caráter contínuo; c) no âmbito residencial de uma pessoa ou família; c) sem destinação lucrativa. Dessa forma, compreendem-se no conceito de empregado doméstico, não somente a babá, a cozinheira, a lavadeira, mas também aqueles que prestam serviços nas dependências ou em prolongamento da residência, como o jardineiro, o caseiro e os zeladores de casas de veraneio ou sítios destinados ao recreio dos proprietários. Evidenciado, nos autos, que o reclamante cuidava de propriedade do primeiro reclamado, prolongamento de sua residência, cuidando da limpeza dos móveis e plantas ali existentes, e que o seu trabalho não tinha finalidade lucrativa, acertada a sentença recorrida ao reconhecer a condição de empregado doméstico ao reclamante. (TRT da 3.ª Região; Processo: 0002199-45.2012.5.03.0008 RO; Data de Publicação: 15/04/2014; Disponibilização: 14/04/2014, DEJT/TRT3/Cad.Jud, Página 318; Órgão Julgador: Setima Turma; Relator: Fernando Luiz G.Rios Neto; Revisor: Paulo Roberto de Castro)
1.1.3) EMPREGADOR RURAL (LEI 5889/73): 
	Art. 2º Empregado rural é toda pessoa física que, em PROPRIEDADE RURAL OU PRÉDIO RÚSTICO, presta serviços de natureza não eventual A EMPREGADOR RURAL, sob a dependência deste e mediante salário.
Art. 3º - Considera-se empregador, rural, para os efeitos desta Lei, a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que explore atividade agro econômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados.
§ 1º Inclui-se na atividade econômica, referida no "caput" deste artigo, além da exploração industrial em estabelecimento agrário NÃO compreendido na Consolidação das Leis do Trabalho, A EXPLORAÇÃO DO TURISMO RURAL ANCILAR À EXPLORAÇÃO AGROECONÔMICA.
Art. 2º do Decreto 73.626 - § 4º Consideram-se como exploração industrial em estabelecimento agrário, para os fins do parágrafo anterior, as atividades que compreendem o primeiro tratamento dos produtos agrários in natura sem transformá-los em sua natureza, tais como:
I - o beneficiamento, a primeira modificação e o preparo