resumo filosofia
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resumo filosofia


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RES UM O PARA A PROV A DE F ILO SOF IA I UNIDAD E -201 9
1. F IL OSOF IA E D IREIT O
-A F ilosofi a é a post ura de q uem b usca o co nheci me nto . E nsi na ra cioci nar bem .
- Se gund o A ri stó teles, a fi lo sofi a est uda a ca usa últi ma de todas as coi sas. /q uer dizer q ue
estuda t udo, em se u sentido mai s amp lo, por e xemplo , a nat ure za das coi sas materiai s e
metaf ísi cos, o bem e o mal , a vi da e os va lores, etc.
A Fi losofia do Di reito tem o rig em na fo rmaçã o e dese nvo l vi mento da so cie dade, e nvol ve ndo o
pla no g nosi oló gico , ético e me ta físico .
- No c urso de D irei to a fi losofia nos aj uda a desve ndar os misté rio s do Di reito; a i nter rog ar as
suas de fini ções e a b usca r pree nc her as lac unas dei xadas pela rig ide z j ur ídi ca o u pelo s
preconce itos morai s. Aj udar na for mula ção de a rgume ntos q ue le vem à verdade. A fi loso fi a
do Di rei to pro cura saber o q ue é de di rei to .
Ques ti ona o Di rei to com o objeti vo de co mpree n -lo e m s ua cons ti t ui ção em f unção da
respei tabilida de jur ídi ca da ci vi li zaçã o.
O QU E É O DIRE IT O? E m g rego é a ar te do bo m e do justo . O D irei to é uma ciê nci a
norma ti va q ue reg ula o comp o rtame nto huma no at ra vé s da p reve nção o u da coerção, q ue se
dá atra vés do Es tado . D ifere da mora l p orq ue e s ta presc reve normas que co nstra nge m , mas
não p unem cri mina lme nte .
K AN T est udou como o co nhe cime nto se ar ticula
. li nha d e pe nsame nto o R AC I ON AL IS M O co nheci me nto das i dei as inata s
. li nha o E MP IR ISMO (L ook e Bacon) é p reci so fa zer e xpe ri ê nci a co ncreta p ara c heg ar
ao conhe cime nto.
Ka nt q ue r reso l ver o problema fa ze ndo a TE O R IA DA RA ZÃO PU RA e le diz q ue e xi stem
duas ca tegorias nas q uai s se atr5i c ula o co nheci me nto
1 a SE N SIB ILIDADE (audi ção) se apre nd e no co tidi ano, na e xpe ri ência .
2 O EN TE ND IMEN TO
C om essas d uas categori as é p oss íve l co nc reti zar a ra zão, é preci so aplica - las de d uas
manei ras:
1- Pe lo FEN ÔMEN O é q ua ndo a i dei a bate na ig norâ nci a e c he ga ao co nheci me nto .
Ap li cação da sensi bi li dade e do e nte ndi mento.
2- N Ú MEN O palavra i nve ntada p or Ka nt é o co nhe cime nto q ue preci so e xt ra ir e não
posso tocar, é in vi s íve l, i materia l. Não é co nheci do mas ad mitid o.
K AN T di z q ue te mos do is ti pos d e co nheci me nto :
A PR IO R I, - e xi ste sem in ter ve nção h uma na.
A P OS TER IO R I. fr uto da e xperiê nci a.
Ka nt form ulo u a teo ri a dos j zos:
JU ÍZO ANALÍT ICO (a prio ri ) o p red icad o ap enas e xplica o q ue há no s ujei to e x: o
tri âng ulo te m 3 la dos.
JU ÍZO SINT ÉT IC O (a posteri ori) a e xpe ri ê nci a modi fica o s ujeito , se a cresce nta
atri butos e x: tri â ng ulo a zu l
JU IZO SINT ÉT IC O A P RI ORI j unção da e xperiê nci a e a teoria
C OMO C O MEÇ OU O C ON H EC IMEN TO FILOS ÓF IC O JU R ÍD IC O?
R.: Para K a nt o D i rei to e a moral e ncontram -se na ra zã o huma na e não na est rutura fe udal . A
burg uesi a e ncon tro u nesses f undame ntos a e xpli cação fi losófica para co ntes tar a cla sse
dominan te feuda l.
A burg ue sia e nte nde q ue o co nheci me nto é prod u zi do p ela ra zão e ac redi ta nos p ri nc ípi os q ue
os le va m a acre ditar naq ui lo que le va à ação q ue i nf l ue nci a a todos. Os pri nc ípi os de
i gua ldade, li berdade e frate r ni dade .
HE GE L crio u a di sciplina F i loso fi a do D i rei to O0 que liga a i dei a à reali dade é fa zer do
raci onal ser real e do rea l racio nal . O mo vime nto das i dei as.
2. O CO NHEC IME NTO E A FILOSO FIA DO DIREIT O
Teoria do co nhe cimento o u g neseo logi a Na a nti gui dade tudo e ra d ecid id o busca nd o
respostas na di vi ndade (o ráculo de D elfos)
Protágoras e Górgi as co ntestam usa ndo o método da e r ísti ca, arte q ue co nsi sti a e m ve ncer o
adversário em um deb ate, se m se p re ocup a r com a ve rda de.
A er ística pro voco u a ci são na vi são e ntre o K ósmo s - e q ui l íbri o e ntre o uni ve rso, o
comportame nto huma no e o E sta do e o Nómos e nte ndi do como as lei s e normas morais q ue
passaram a ser vi stas como cri ação h uma na. As leis q ue regem o uni verso são difere nte s das
lei s que regem os home ns.
crates se opôs aos so fi stas di ze ndo que a ve rdad e po dia ser co nheci da b asta va afasta r as
i lusões d os senti dos e da s opi ni ões p reconce bid as. Ao a tingi r a verdade uni ve rsal alca nça -se
a epi ste me, o u se ja a ciê nci a.
D ia léti ca se di sti ngue da er ística por busca r o co nheci me nto atra vés da co mpa raçã o das
opi n es, destrói os eq vo cos , i ndo e m di reção d a verdade, enq ua nto q ue a e r ística não tem
compro mi sso co m a verdade , tem por o bje ti vo apenas ve ncer a discussão.
O co n heci mento vem pela co mbi nação do a to e da potê nci a. O ato é o q ue sou , a p otê ncia é o
que p oderia vi r a ser, o e xerc íci o d o me u eu fa z eu me tra ns forma r e af lora r a mi nha
potenci ali dad e.
No fi nal da Idade Médi 9a a fé diri mi a a s dúvi das, S anto A gosti nho ti nha como i nf l uência a
herme nê utica dos te xtos sa gra dos ce nt ra dos na c ujo pri nc ípi o orie ntad or era : “C rer pa ra
conhecer” .
o Tomás d e Aqui no d es taca a i mpo r tânci a d a ra zã o, para e le a lei si gni fi ca um di tame da
razão p a ra o bem com um .
- Pa ra Aq uino assim como a sal vaçã o é i ndi vi d ual , a lei ta mbém de ve se r obed eci da
i ndi vid ua lme nte .
O co n heci mento seg und o a moder ni dade, está de nt ro do i ndi vi d uo , o s uas capaci dades que
desve nda m o que está obs tr u ído p elo não co nheci me nto .
Antes tudo ti nha orig em di vina , agora todo s pod em ref letir e e nco ntra r respostas .
A cont ri bui ção dos empi ristas e raci ona li stas para a Fi losofia do D i re ito é a base da
contes tação do D i rei to na tura l. Ele s s us te ntam a idei a de um d irei to uni versa l de manei ra
i nve rsa. Os raci onali stas ve ri fi cam pe la ded ução e os e mpi ristas pela ind uçã o rea li za m os
experime ntos para c hegar à uni versali dad e do Di reito.
Heg el e nsi nou o mo vi me nto da s co nt radi ções as coi sas e stão se mpre m uda ndo , a vi da é
essenci alme nte mo vi me nto, não há mo vimento sem contradi ção. (o b otão vi ra f lo r, a flor vi ra
fr uto, é p re ciso neg ar se r bo tã o para se r flor )
No di rei to o co nheci me nto sob re o fato va i e vo lui ndo e deve sempre ser a t uali zad o. No final d o
processo se vai en te nd end o o processo.
D eve -se usar tese, a nt ítese s ínte se .
É preci so e xp lorar os vários cami nhos, as co ntradi ções. (Pe dro foi ao me rcad o, compra r
açúcar, c hocola te, p resunto, etc... a hi stória co nti nua, po de ser ma ior d o q ue mos tra .
3. A HE RM ENÊ UT ICA FIL OF ICA NA PRÁT ICA J URÍDIC A
HE RMENÊ UTIC A é a b usca do ente ndi mento do se n ti do das pala vras . O te rmo deri va de
Herme s q ue ti nha a mi ssão de i nte rpreta r e trad uzi r aos ho me ns a vo ntade do s de uses.
Si gni fi ca o esforço de e xtra ir da própri a me n te o recad o do s de uses.
A Herme nê utica como recu rso de i nterp retação das le is para a fi loso fi a ganha i mpor tâ nci a
fu ndame nta l. A letra da lei é i ns ufi cie nte para compree nder de fa to como se de se n vol vem os
fe nôme nos so cia is
Herme nê utica é i nte rpreta ção, compree nsão da lei medi nd o s ua s co nseq uênci as.
Pa ra Kelsen o de ver é um i mp era ti vo , bas ta apli ca - la, é o co nt rári o da her menê utica.
A TEO R IA P URA D O D IRE ITO vi sa co nhecer o D i rei to sem se p reo c upar com o q ue o Di reito
deve se r . Para Kelsen o q ue dá se nti do j ur ídi co ao fato é a norma jur ídi ca q ue oc upa o l ug ar
cent ra l e m s ua teori a.
Pa ra os filósofos Hei degger e Gademer o j urista já tem uma vi são de m undo , s uas
preconce pções da í q ue ele co nfir ma a her menê uti ca de se us pré -conce itos , logo não há
lei tura desi ntere ssada; a herme nê utica se fa z e m vi sta d a ap lica ção d a lei em q uestõ es
concre tas , c ujos i ntere sses determi nam as p osiçõ es da que le q ue i nterpre ta. O jui z nã o é
ne utro , e le tem preco ncei tos, p refe nci as, s upe rstições, etc. a i nte rp retaçã o não é i senta do
envol vi me nto do jui z.
Se o juri sta é o He rmes at ual , q uem são os de uses q ue l he e nvi am me nsage ns p ara sere m
i nterpre tad as? E stari am materi ali zados na p ropried ade p ri va da, no cap ital e no di nhei ro?