aspectos radiograficos das alterações do periodonto
10 pág.

aspectos radiograficos das alterações do periodonto


DisciplinaRadiologia Odontologica I28 materiais455 seguidores
Pré-visualização2 páginas
ASPECTO RADIOGRÁFICO DAS ALTERAÇÕES DO PERIODONTO 
ESTUDAR COM ATENÇÃO \u2013 AMPLIAR AS IMAGENS PARA OBSERVAR OS DETALHES 
 
O periodonto (peri= em redor de; odontos = dente) compreende a gengiva, o ligamento 
periodontal, o cemento e o osso alveolar, cuja função é inserir o dente no tecido ósseo dos 
maxilares assim como manter a integridade da superfície da mucosa mastigatória na 
cavidade bucal. Todas as características das estruturas calcificadas, diretamente envolvidas 
na avaliação periodontal, já foram detalhadamente estudadas radiograficamente. Lembrar 
sempre que observamos imagem bidimensional de estruturas tridimensionais e que os fatores 
distorção e ampliação estão presentes, mesmo de forma mínima. Assim, o exame radiográfico 
para interpretação do periodonto, deve incluir a imagem (na FIGURA 1 e 2): da 
presença ou ausência da lâmina dura (A), da espessura do espaço periodontal (B), da altura 
e a forma da crista óssea interdental em relação aos dentes adjacentes (C), do comprimento 
e da forma da(s) raiz(es) (D), das margens proximais de restaurações (E). 
 
 
 
A periodontia se refere ao estudo, prevenção e tratamento das doenças periodontais, 
cujo diagnóstico precoce facilita o tratamento, com sequelas menores e prognóstico mais 
favorável. O exame radiográfico complementa outros exames (nunca é final), fornecendo 
informações sobre o grau, padrão e distribuição da perda ou reabsorção óssea alveolar, 
sendo portanto indispensável. 
 
A
 
B
 
C
 
D
 
B 
C 
D 
E 
C 
FIGURAS 1 a/1 b 1 a 1 b 
A B 
C 
D 
E 
A B 
C 
D 
FIGURA 2 a 2 b 
E 
O conceito estabelecido é que a doença periodontal evolui através de períodos de 
atividade e quiescência, não detectáveis no exame radiográfico uma vez que observamos as 
imagens das alterações nos tecidos mineralizados no momento da tomada, não permite 
identificação da inflamação, do aprofundamento de sulco gengival ou atividade celular. Na 
FIGURA 3b podemos observar características clínicas de normalidade (cor, contorno e 
inserção gengival ao contrário de 3 c, 4 b, 17 b). Não é possível identificar variações do 
osso alveolar na doença limitada aos tecidos moles, assim como não detecta a extensão das 
periodontites. A radiografia permite-nos observar apenas os efeitos acumulados no processo 
destrutivo (FIGURAS 3a/3c), indicando a quantidade de osso remanescente (3a) e não a 
quantidade perdida. Embora não permita a avaliação de tecidos moles, é algumas vezes, 
empregada na pesquisa da profundidade de bolsas periodontais com o auxílio de meios 
radiopacos de contraste, tais como sondas metálicas (FIGURAS 3 a/3b) (recurso pouco 
usado, pois a mesma informação é conseguida clinicamente). 
 
 
 
 
 
Entre as limitações da radiografia no diagnóstico periodontal citamos: não revelar a 
presença de bolsa periodontal ou mobilidade dentária (FIGURA 4 a/4 b); não registra a 
profundidade ou morfologia do defeito ósseo interdentário nem defeitos vestibulares ou 
linguais (4 a/4 b/4 c); não mostra a proporção de tecido duro/mole (4 a/4 b/4 c onde 
observamos a progressão do defeito), podendo registrar uma destruição óssea menos 
grave do que ocorre de fato. 
 
 
 
 
 FIGURA 3 a 
FIGURA 4 a 4 b 4 C 
CÁLCULO CÁLCULO E RETRAÇÃO GENGIVAL 
E 
E= esmalte 
Face de contato 
 3 b 
 3 c 
Os ângulos de incidência usados nas tomadas radiográficas são de grande importância, 
pois maior ou menor fidelidade será obtida na observação da altura dos septos interdentais e 
consequentemente as perdas ósseas (5 b); por isso, indicamos a técnica periapical do 
paralelismo e/ou a interproximal. As panorâmicas (5 a) permitem uma visão geral da maxila e 
da mandíbula, mas não são as mais indicadas para avaliar o periodonto, pela distorção e 
menor detalhe (nem sempre) em relação às periapicais. 
 
 
Entre as utilizações da radiografia no exame periodontal estão: servir de 
guia/confirmação do exame clínico, sugerindo outras áreas para exame; mostrar a posição e 
forma e radiopacidade do septo ósseo interdental (ver 4 c); identificar o osso alveolar e o 
espaço periodontal nas faces mesial, distal e apical da raiz (6 a, 6 b); detectar fatores 
etiológicos da doença periodontal, tais como cáries, cálculo dental, restaurações e próteses 
inadequadas (falta de ajuste cervical, excesso/falta de material restaurador, ponto de 
contato incorreto) [4 c/6 a/6 b/6 c]; avaliar forma/comprimento/número das raízes e relação 
coroa-raiz, tipo e distribuição da perda óssea (5 a/5 b/ 6 a /6b). 
 
 
 
 
 
CINCO ÁREAS PODEM SER VISTAS NA SUPERFÍCIE INFERIOR DA BOLSA + FIG. 6 a / 6 b 
 
5 a 5 b 
FIGURA 6 a 6 b 
Cálculo Espaço do lig. periodontal Perda óssea 
Excesso Restauração 
Perdas ósseas em variadas alturas 
6 c 
Estudo radiográfico das alterações periodontais 
Do ponto de vista periodontal, na radiografia a imagem das tábuas ósseas vestibular (V) 
e palatina (P)/lingual (L) pode ser prejudicada pela superposição da(s) raiz(es). No entanto, é 
possível identifica-las (8 a, 8 b)[L=lingual]. O uso da imagem radiográfica nas alterações 
periodontais está mais concentrado no septo ósseo interdental e interradicular (4 a/4 b/4 
c; 5 a/5 b; 6 a/6 b, 8 c). As FIGURAS 7 a e 7b mostram aspectos clínicos; 7 a aspecto 
normal em cor, textura e inserção; 7b ilustra característica clínica de normalidade (healthy) e 
a inflamação/defeito (perda de altura da crista - \u2018bone loss\u2019); 7 c mostra características 
radiográficas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Crista óssea alveolar: em um periodonto sadio a crista óssea alveolar está a 
aproximadamente a 1-1,5 mm da junção cemento-esmalte. Mas a forma do septo interdental 
[ID] muda: 1.segundo a proximidade dos dentes, 2. conforme ponto [10 a] ou face [10b e 4a] 
de contato; 3. de acordo com a altura relativa [10c] dos limites esmalte-cemento (FIGURAS 
10 a/10 /b/10 c). A imagem contínua (contornando dente e crista óssea) da lâmina dura é muito 
importante no diagnóstico radiográfico e suas alterações aparecem na crista alveolar como 
primeiro sinal da doença periodontal. Associado ao septo interdental mais radiolúcido (ou 
com perda de radiopacidade), o início de descalcificação e a interrupção da imagem da 
lâmina dura (9 a/9b/9c) da crista caracterizam o início do defeito periodontal. 
PERIODONTO ÍNTEGRO \u2018Healthy\u2019 
(COMPARAR COM FIGURAS 4 b / 17 b 7 a 
 7 b 
 
 7 c 
 
Sem l. dura L. dura íntegra 
8 a 8 b 8 c 
Perda em face V/P 
Perda em face V/L,proximal, na furca 
 
 Perda óssea vertical Cálculo 
 
 
 
 
 
 
 
As alterações na imagem da lâmina dura na crista devem ser analisadas com cuidado em 
função da forma/posição das raízes e do ângulo de incidência dos raios X. Pode apresentar-
se em diferentes níveis de altura e contorno, com as seguintes imagens alteradas: perda de 
nitidez, perda de continuidade, ausência parcial ou total e aumento de espessura. As 
alterações na imagem (FIGURAS 11 a/11b/11c) da lâmina dura no alvéolo podem estar 
relacionadas às forças oclusais que provocam reabsorção na área de pressão ou extensão de 
processo inflamatório. O aumento da espessura da lâmina dura traduz um periodonto sadio, 
associado a condensação óssea na hiperfunção dental, pela atuação de forças oclusais dentro 
da capacidade reacional destas estruturas. 
 
 
 
 
FIGURA 10 a \u2013 atenção na