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APOSTILA-ÉTICA-2017-PROF -GUILHERME (2)

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Especial, com direito a voto de qualidade, no caso de empate. 
 b) definir os critérios para despesas com transporte e hospedagem dos conselheiros, 
membros das comissões e convidados. 
 c) aplicar penas disciplinares, no caso de infração cometida no âmbito do Conselho 
Federal. 
 d) alienar ou onerar bens móveis. 
 
 
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UNIDADE II – DA ATIVIDADE ADVOCATÍCIA (PARTE I) 
 
Pessoal, tudo bem!? Então, depois de termos analisado a estruturação da 
Ordem dos Advogados do Brasil, cabe-nos agora compreender um dos assuntos 
que mais caem em sua prova: as atividades advocatícias. É nesta unidade que 
estudaremos os atos privativos de um advogado, a sua inscrição nos quadros 
da Ordem, os impedimentos, incompatibilidades, direitos e prerrogativas. 
Assim, em razão da extensão do tema, iremos dividi-lo em duas partes, a 
primeira abrangerá: a) atividades privativas de advogados; b) inscrição; c) 
sociedade de advogados; d) advogado empregado; A segunda parte será 
dedicada aos a) honorários advocatícios; b) incompatibilidades e impedimentos 
e; c) aos direitos e prerrogativas dos advogados. 
Então, sem maiores delongas, vamos lá! 
Ah, já ia me esquecendo, tenha sempre em mãos a Lei n. 8906/94 (EOAB) 
e seu Regulamento Geral (RGOAB)! 
 
I) ATIVIDADES PRIVATIVAS DE ADVOCACIA 
 
Inicialmente, é preciso situar a advocacia no campo constitucional, que 
segundo o art. 133 de nossa Carta Magna, a atividade advocatícia é uma das 
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA, e o advogado é indispensável à administração 
da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da 
profissão, nos limites da lei. 
 
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E quais são essas atividades que somente advogados devidamente 
filiados aos quadros da OAB podem exercer? 
Podemos sintetizá-las nos seguintes casos: 
 POSTULAÇÃO 
 CONSULTORIA, ASSESSORIA e DIREÇÃO JURÍDICA 
 VISTOS EM CONTRATOS E ATOS CONSTITUTIVOS DE P.J 
 
A) POSTULAÇÃO 
Trata-se da principal atividade advocatícia, pois compreende a exclusividade 
dada aos advogados devidamente inscritos de deterem CAPACIDADE 
POSTULATÓRIA para o processo. 
Segundo artigo 1º do EOAB: 
 
Art. 1º São atividades privativas de advocacia: 
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário 
e aos juizados especiais; 
 
Entretanto, em que pese tal exclusividade, o STF por meio da ADI 1.127-8, 
declarou a INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL do dispositivo no que se 
refere à expressão QUALQUER. 
RGEOAB: 
Art. 4º A prática de atos privativos de advocacia, por profissionais e sociedades não inscritos na 
OAB, constitui exercício ilegal da profissão. 
 Parágrafo único. É defeso ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria jurídicas 
para terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na OAB. 
 
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Tal fato se deu em razão de existir possibilidade de capacidade postulatória 
em outras situações que não necessitam de um advogado para realizá-las. 
Vejamos quais são elas. 
I. HABEAS CORPUS 
II. JUSTIÇA DO TRABALHO 
 CUIDADO: Só nas Varas do Trabalho e Tribunais Regionais do 
Trabalho, estando fora ainda AÇÃO RESCISÓRIA, AÇÃO 
CAUTELAR, MANDADO DE SEGURANÇA e RECURSOS DO TST. 
III. JUIZADOS ESPECIAIS ESTADUAIS (Lei n. 9.099/95) 
 Causas de até 20 (vinte) salários-mínimos. Não abarca os 
recursos também. 
IV. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS (Lei n. 10.259/01) 
 A parte pode representar-se pessoalmente, por advogado ou 
mesmo por terceiro, limitando-se quando não advogado ao teto 
de até 60 (sessenta) salários-mínimos, a exceção das causas 
criminais. 
V. AÇÕES DE ALIMENTOS (Lei n. 5.478/68) 
 
 
OBS: Lembre-se da Súmula Vinculante nº 5 do STF: “a falta de 
defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar 
não ofende a constituição.” 
OBS 2: A postulação perante juiz de paz precisa serfeita por meio de 
Advogado? O juiz de paz possui poderes apenas para celebração e 
realização de casamento, não possuindo poderes jurisdicionais, 
 
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logo, não constitui atividade privativa da advocacia. 
 
OBS 3: No caso de Inventário, partilhas, separações e divórcio no 
âmbito extrajudicial deve constar do ato notarial o nome, número 
de identidade e assinatura do profissional. 
 
B) ATOS E CONTRATOS CONSTITUTIVOS DE PESSOAS JURÍDICAS 
 
RGOAB: Art. 2º O visto do advogado em atos constitutivos de pessoas 
jurídicas, indispensável ao registro e arquivamento nos órgãos competentes, 
deve resultar da efetiva constatação, pelo profissional que os examinar, de 
que os respectivos instrumentos preenchem as exigências legais pertinentes. 
Parágrafo único. Estão impedidos de exercer o ato de advocacia referido 
neste artigo os advogados que prestem serviços a órgãos ou entidades da 
Administração Pública direta ou indireta, da unidade federativa a que se 
vincule a Junta Comercial, ou a quaisquer repartições administrativas 
competentes para o mencionado registro. 
EXCEÇÃO: LC 123/06: Não se aplica às microempresas e às empresas de 
pequeno porte o disposto no § 2o do art. 1o da Lei no 8.906, de 4 de julho de 
1994. 
 
C) CONSULTORIA, ASSESSORIA E DIREÇÃO JURÍDICA 
 
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Lembre-se de que o simples bacharel em direito, mesmo já tendo se 
formado na Graduação, não pode nem ao menos praticar atos de 
consultoria ou assessoria, uma vez que tal atitude configurará exercício 
legal da profissão. 
RGOAB: Art. 7º A função de diretoria e gerência jurídicas em qualquer 
empresa pública, privada ou paraestatal, inclusive em instituições 
financeiras, é privativa de advogado, não podendo ser exercida por quem 
não se encontre inscrito regularmente na OAB. 
 
LEMBRE-SE: Os atos praticados por quem não detém a qualidade de 
advogado (não inscritos, ou inscritos, mas impedidos, suspensos, 
licenciados ou incompatíveis) serão NULOS DE PLENO DIREITO. 
 
II) OS SUJEITOS DA ATIVIDADE ADVOCATÍCIA 
 
Quem são os indivíduos que podem exercer a advocacia? Ora, para esta 
pergunta a nossa principal resposta é: TODOS AQUELES QUE ESTÃO 
DEVIDAMENTE INSCRITOS NOS QUADROS DA OAB. 
Outrossim, o EOAB vai mais além, pois considera também integrantes 
das atividades advocatícias aqueles que pertencem: 
 Integrantes da Procuradoria da Fazenda Nacional; 
 Defensoria Pública; 
 
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 Procuradorias e Consultoria Jurídicas Federais (AGU), dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas 
entidades de administração indireta e fundacional. 
 
E os ESTÁGIÁRIOS? 
 
O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar os atos 
previstos no para os advogados inscritos, na forma do regimento geral, em 
conjunto com advogado e sob responsabilidade deste. 
A aprovação no respectivo concurso público para os cargos da 
Advocacia Pública não exime a aprovação em Exame de Ordem nem 
isenta do pagamento da anuidade. São elegíveis e podem integrar 
qualquer órgão da OAB. 
 
RGOAB (IMPORTANTE!!) 
Art. 9º Exercem a advocacia pública os integrantes da Advocacia-Geral da União, da 
Defensoria Pública e das

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