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LEGISLAÇÃO FISCAL, TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA (86)

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mão de obra e, com esta, nasce a 
exploração do trabalhador, que precisa ser eliminada com a intervenção do Estado.
● A história do Direito do Trabalho no mundo foi dividida nos seguintes períodos: PRÉ-
INDUSTRIAL, INDUSTRIAL E LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, reiterando que vivemos na 
atualidade o PERÍODO PÓS-INDUSTRIAL, com a indústria do conhecimento.
● No Brasil, a construção da história do Direito do Trabalho foi de um estágio de escravidão, com 
conquistas a cada Constituição promulgada, chegando aos dias atuais com a Consolidação 
das Leis Trabalhistas – CLT, Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, além 
de outras leis esparsas que pretendem proteger as relações de trabalho.
● O Direito do Trabalho foi conceituado enquanto conjunto de normas, regras, instituições e 
princípios que regulam todas as relações de trabalho.
● Abordamos os princípios que regulam o Direito do Trabalho, de vital importância, pois são 
utilizados quando da inexistência de norma trabalhista nos momentos em que o julgador 
precisa decidir fatos relacionados a casos concretos das relações de trabalho. Estes se 
encontram especificados como: Princípios da Proteção do Trabalhador, Princípio da Primazia 
da Realidade, Princípio da Continuidade do Emprego e Princípio da Irrenunciabilidade ou 
Inalterabilidade Contratual In Pejus.
● Ao final foram descritos o Direito do Trabalho em suas divisões enquanto Direito Individual 
do Trabalho e Direito Coletivo do Trabalho.
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1 Na fase histórica mundial no período pré-industrial surgiram as Corporações de Ofício, 
onde existiam três personagens. Quem são e quais eram suas funções?
2 A Legislação Trabalhista mundial registrou evoluções até a composição do Direito do 
Trabalho atual. Cite as legislações mais significativas elencadas.
3 As constituições brasileiras apresentaram considerações que faziam referência 
às relações de trabalho. Identifique estas constituições e as principais descrições 
enquanto conquistas para a organização do Direito do Trabalho.
4 Qual é a importância e o objetivo principal dos princípios do Direito do Trabalho?
5 Descreva os princípios do Direito do Trabalho.
6 Diferencie o Direito Individual e o Direito Coletivo do Trabalho.
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LEGISLAÇÃO TRABALHISTA
1 INTRODUÇÃO
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Temos como objetivo, neste tópico, analisarmos as principais normas trabalhistas que 
são aplicáveis na relação de trabalho ou emprego.
Iniciaremos com a de maior magnitude, a Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988. É primordial entendermos que nenhum trabalhador pode manter um contrato 
de trabalho que contenha previsões inferiores às estabelecidas nesta norma máxima.
Sequencialmente, analisaremos a Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, instituída 
em 1943, abordaremos a Convenção, o Acordo e o Dissídio Coletivo de Trabalho, elaborados 
pelos próprios trabalhadores e seus representantes (sindicatos).
Igualmente, serão mencionadas as fontes do Direito do Trabalho, formais e informais, 
e a legislação esparsa que conduz as relações de trabalho.
Ao término serão estabelecidas as diferenças entre a Relação de Trabalho e Relação 
de Emprego, que normalmente são estabelecidas como similares, e assim não o são. 
Iniciamos esta pauta com o estabelecido para o pacto laboral em nossa Constituição 
de 1988.
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2 DIREITOS CONSTITUCIONAIS DOS TRABALHADORES
A Constituição Federal e o Direito do Trabalho têm uma relação muito estreita, pois a 
Constituição estabelece uma série de direitos dos trabalhadores, elencados do Art. 7º ao 11. 
É considerada a principal fonte do Direito do Trabalho. 
O Art. 7º prevê alguns direitos sociais FUNDAMENTAIS aos trabalhadores rurais e 
urbanos, organizados em 34 incisos; no Art. 8º estão previstos os direitos da organização 
sindical e no Art. 9º o direito de greve.
Todas as demais leis que são denominadas de infraconstitucionais devem respeitá-la, 
sob pena de serem retiradas do mundo jurídico.
3 A CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS TRABALHISTAS – CLT
A comissão encarregada de elaborar o projeto da CLT era integrada por: Rêgo Monteiro, 
Dorval Lacerda, Arnaldo Süssekind e Segadas Vianna.
Este foi consolidado com a intervenção do Ministro Marcondes, autorizado pelo governo 
Getúlio Vargas, havendo a junção de diversas normas trabalhistas que existiam na época, 
surgindo então o Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, intitulado: CONSOLIDAÇÃO 
DAS LEIS TRABALHISTAS.
Algumas normas foram transportadas para a CLT, outras foram alteradas, 
complementadas, para se adaptarem à nova realidade, e ainda, algumas foram criadas, pois 
se faziam necessárias.
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ÇÃO!
Acadêmico(a)! Alguns artigos da CLT não estão mais em vigor. 
Portanto, tenha cuidado ao lê-los! Aconselho-o(a) a acessar o 
site do Planalto: <http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-
lei/del5452.htm>, onde a CLT estará disponibilizada na forma 
“ATUALIZADA”, além da observância do que está descrito na 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, para que não ocorram controvérsias 
ou interpretações duvidosas.
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4 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) estabelece condições de trabalho que serão 
aplicadas aos contratos individuais dos trabalhadores, possuindo efeito de norma.
Encontramos no Art. 611 da CLT:
Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois 
ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam 
condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações 
individuais de trabalho.
 [...]
Parágrafo Segundo: as Federações e, na falta destas, as Confederações 
representativas de categorias econômicas ou profissionais poderão celebrar convenções 
coletivas de trabalho para reger as relações das categorias a elas vinculadas, inorganizadas 
em sindicatos, no âmbito de suas representações.
Traz Martins (2008, p. 654) que: 
Convenção Coletiva é o negócio jurídico de caráter normativo, entre um ou mais 
sindicatos de empregados e de empregadores, de modo a definir as condições 
de trabalho que serão observadas em relação a todos os trabalhadores dessas 
empresas, portanto, ter efeito erga omnes.
Acadêmico(a)! Alertamos que a lei é hierarquicamente superior à convenção coletiva, 
exceção feita se essa for mais benéfica ao empregado, quando, então, será aplicada.
5 ACORDO COLETIVO DE TRABALHO
Existe um ponto em comum entre a Convenção Coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho, 
que é a situação de em ambas serem estabelecidas as condições de trabalho que serão 
aplicadas aos contratos individuais de trabalho, tornando-se, portanto, normas.
O Acordo Coletivo é pactuado entre sindicato profissional e empresa ou empresas, 
ele atende às especificidades da empresa, buscando a paz social entre as partes, tem uma 
flexibilidade maior, com uma situação que lhe permite modificações ou atualizações com maior 
facilidade que um texto de lei.
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A Constituição de 1988 reconhece as convenções e os acordos coletivos de