Direito Internacional : conceitos e princípios
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Direito Internacional : conceitos e princípios


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DIREITO INTERNACIONAL
CONCEITO
Conjunto de normas que regulam as relações externas dos atores que compõe a sociedade internacional.
Obs: Para ser considerado Estado no âmbito do Direito Internacional Público se faz necessário a existência de cinco elementos constitutivos: povo (conjunto de indivíduos unidos por laços comuns); território (base física ou o âmbito espacial do Estado, onde ele se impõe para exercer, com exclusividade, a sua soberania); governo autônomo e independente (é a instância máxima de administração executiva, geralmente reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação); finalidade (traduz na ideia de o Estado deve sempre perseguir um fim) e; a capacidade para manter relações com os demais Estados.
SUJEITOS
Estados
Como visto, são os sujeitos originários do Direito Internacional Público, dotados de soberania. Eles começaram a surgir no século XII e se consolidaram no século XVII.
Organizações internacionais
São sujeitos derivados, criados a partir de acordos entre Estados e com personalidade e capacidade jurídicas. Eles surgiram a partir do século XX.
Indivíduos
São os particulares, que têm seus direitos e deveres garantidos por tratados internacionais surgidos a partir de 1945 e que permitiram o acesso a Tribunais Internacionais como demandantes ou réus.
Humanidade
Trata-se do conjunto de indivíduos de todo o planeta e que são titulares de direitos específicos, os quais visam a tutelar bens comuns.
Coletividades não estatais
Aqui, estão incluídas entidades como organizações não governamentais, Santa Sé, movimentos beligerantes e cidades internacionalizadas.
Por sua influência nas relações internacionais e por buscar convivência harmônica entre os países, esse ramo do Direito se destaca pela sua aplicação prática cotidiana. A dinamicidade também é uma característica do Direito Internacional Público.
NATUREZA JURÍDICA
Existem duas teorias, a dualista e a monista.
- Monista defende que o direito é um só, existindo apenas uma ordem jurídica a ser respeitada, sem soberania entre o direito interno e o direito internacional.
- Dualista diz que o direito interno e o direito internacional público são totalmente diferentes e independentes. De acordo com os defensores, em um caso há uma relação entre Estados e no outro regularizam as relações entre indivíduos.
A Constituição Federal é silente quanto à teoria adotada pelo Brasil. Contudo, o Supremo Tribunal Federal se posicionou no sentido da aplicação da Teoria Dualista moderada, recebendo o Tratado Internacional status de Lei Ordinária, por disposição constitucional, salvo os casos de Tratados sobre Direitos Humanos, cujo 2º do artigo 5º da CF lhes atribui eficácia de norma supralegal.
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
Sistema jurídico autônomo, onde ordenam as relações entre Estados soberanos, o direito internacional público, ou direito das gentes, no sentido de direito dos povos, repousa sobre o consentimento.
- Direito das gentes: atores que tem personalidade jurídica internacional, cada uma das nações passou a ter o direito de decidir de acordo com sua própria vontade, assim como quais eram as melhores formas de cumprirem suas obrigações. Isto nos leva a uma igualdade perfeita entre elas, tanto na administração de seus negócios, quanto na busca de suas pretensões.
Relações Jurídicas entre sujeitos internacionais
Visa regular as relações internacionais e tutelar temas de interesse internacional, norteando a convivência entre os membros da sociedade internacional, que passam assim, as ser também sujeitos de direito internacional público.
É um ramo do Direito destinado a construir um arcabouço jurídico de orientação a todas as nações e organizações no âmbito internacional, procurando estabelecer uma ordem e uma lei comum que regule todo o comportamento que extrapole a esfera da soberania.
Os Sujeitos de Direito Internacional Público
Sujeitos de Direito Internacional são todos os entes ou entidades às quais as normas de direito internacional atribuem, direta ou indiretamente, direitos ou obrigações, e que têm a possibilidade de atuar direta ou indiretamente no plano internacional.
Assim, no plano internacional, a personalidade jurídica trata da aptidão para a titularidade de direitos e obrigações atribuídas pelas normas internacionais. A esse conceito, associa-se a noção de capacidade, que expressa a possibilidade efetiva de se exercer os direitos e cumprir as obrigações atribuídas conforme a personalidade.
Para a doutrina internacionalista, a noção de personalidade compreende a faculdade de atuar diretamente na sociedade internacional, com poderes de criar normas internacionais, de ter interesses tutelados e obrigações definidas por estas normas, com a possibilidade, ainda, de ajuizar ações perante tribunais internacionais.
Diante disto, até recentemente, a doutrina considerava que apenas os Estados eram dotados de personalidade jurídica internacional, por terem capacidade plena de elaborar as normas internacionais, sendo também seus destinatários imediatos.
Contudo, a evolução recente do direito internacional considera a participação de outros atores em suas relações. Mais especialmente, a legislação internacional de direitos humanos define pessoas físicas como sujeitos de Direito Internacional Público, conferindo-lhes direitos e deveres e permitindo que ajuízem ações perante Tribunais internacionais ou mesmo que se façam representar como pessoa perante esses tribunais.
Não é necessário, portanto, que se detenha capacidade plena no plano internacional (capacidade para participar do processo de formação das normas jurídicas de direito internacional) para que se considere a personalidade jurídica dos sujeitos de Direito Internacional Público.
Assim, a situação de sujeito de Direito Internacional Público confere direitos e deveres sob o direito internacional, capacidade para ajuizar ação perante tribunal internacional, tutela de interesses pelo Direito Internacional Público e possibilidade de firmar tratados com outros Estados e organizações internacionais. Esses quatro fatores, contudo, não são cumulativos: basta que se apresente alguma destas características para que se configure sujeito de Direito Internacional Público, admitindo-se diferentes graus (mais amplos ou mais restritos) de capacidade entre esses sujeitos.
Para serem considerados como tal, os sujeitos de Direito Internacional Público devem guardar relação direta com a norma internacional que lhes atribui direitos ou deveres, sem a necessidade de qualquer intermediação com os Estados para que estas normas se projetem em sua esfera jurídica.
Além dos Estados, que detêm personalidade jurídica originária no plano internacional, também podem ser sujeitos de Direito Internacional Público as organizações internacionais (Organização das Nações Unidas, Organização dos Estados Americanos, União Europeia, Organização do Tratado Atlântico Norte, etc.), os indivíduos, a Santa Sé e o Vaticano.
Conforme a capacidade jurídica no plano internacional e a forma de aquisição da personalidade, os sujeitos de Direito Internacional Público podem ser classificados em quatro grupos, a partir do que se desenvolve sua análise: Estados, Coletividades Interestatais, Coletividades não-estatais (Santa Sé e Cruz Vermelha) e Indivíduos.
Para entender melhor \u2013 Personalidade jurídica internacional: o conceito atribuído pelo Direito Civil interno à Personalidade jurídica é pacífico e trata da aptidão para adquirirem-se direitos e contrairem-se obrigações. No plano internacional, o conceito é o mesmo, mas as normas que estabelecem direitos e obrigações, contudo, têm diferentes processos de elaboração, e comportam conteúdos e regulações sensivelmente diferentes das normas de direito interno. Assim, apesar de comportarem os mesmos conceitos, a personalidade jurídica de direito interno não se confunde com a personalidade jurídica atribuída pelas normas internacionais.
Sociedade e comunidade internacional
	Quadro comparativo
	Sociedade Internacional