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DIREITO CONSTITUCIONAL II - Remédios Constitucionais (ROTEIRO DE ESTUDO)

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Conceito 4 – MEC 
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REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
 
1. Habeas corpus 
 
LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
- É utilizado quando alguém está diante de ameaça de sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, LXVIII). 
- Tem natureza de ação constitucional penal. Tutela a liberdade de locomoção. 
- Também incide sobre coação à sua liberdade por particular (ex.: clínica psiquiátrica que não 
quer liberar paciente). 
- Anote-se que quando se fala em ilegalidade, o constituinte refere-se aos atos vinculados; já o 
abuso de poder diz respeito aos atos discricionários. 
- Nele podemos identificar três sujeitos no processo: 
a) Impetrante é quem tem a legitimidade ativa; 
b) Impetrado é a autoridade coatora (legítimo passivamente); 
c) Paciente é quem sofre a constrição de sua liberdade. Pode ser o impetrante ou terceiro. 
 
1.1 Legitimidade no habeas corpus 
Têm legitimidade ativa para propor qualquer um, inclusive os estrangeiros. 
O juiz, nesta qualidade, não pode impetrar habeas corpus, inobstante possa conceder de ofício 
quando for caso de sua competência. 
 
1.2. Espécies de habeas corpus 
a) Habeas corpus preventivo utilizado quando há ameaça de sofrer violência ou coação em 
sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder. Neste caso é concedido um 
salvo-conduto. 
b) Habeas corpus liberatório ou repressivo quando alguém está sofrendo violência ou 
coação na sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder. 
 
2. Mandado de segurança individual 
- O mandado de segurança individual, previsto no art. 5º, LXIX, é utilizado para proteção direito 
subjetivo individual líquido e certo, que não seja protegido por habeas corpus nem por habeas 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL II 
data (âmbito residual), quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder foi autoridade 
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. 
- É um remédio constitucional com natureza civil. 
- O prazo para impetração é decadencial e de 120 dias a partir da data de conhecimento (por 
via de edital, Diário da União, etc.) da lesão pelo impetrante. 
 
2.1. Requisitos 
a) Ato omissivo ou comissivo de Poder Público ou particular exercendo função delegada por 
ele; 
b) Ilegalidade ou abuso de poder; 
c) Lesão ou ameaça de lesão de direito líquido e certo; 
d) Caráter subsidiário (residual) em relação ao habeas corpus e habeas data. 
É utilizável também contra decisão jurisdicional, principalmente para suspensão desta, quando 
pendente de recurso sem efeito suspensivo, ou até independente da interposição deste. 
 
2.2. Legitimidade ativa e passiva 
a) Legitimidade ativa; 
- Só o próprio titular tem o direito de impetrar. 
- O importante é que seja o titular do direito lesado ou ameaçado de lesão. 
 
b) Legitimidade passiva 
- É a autoridade máxima da Administração que se pretende atacar. 
 
3. Mandado de injunção 
 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
- Utilizado quando a falta de normas regulamentadoras torne inviável o exercício: 
a) De direitos e liberdades constitucionais; ou 
b) Das prerrogativas inerentes à: 
i) Nacionalidade, 
ii) Soberania aqui se trata da soberania popular, e não a do Estado, tido como 
pessoa jurídica de direito público; e 
iii) Cidadania. 
- É uma ação de natureza civil. 
- Pressupostos para a impetração: 
a) Existência da norma constitucional de eficácia limitada, prescrevendo direitos, 
liberdades constitucionais e prerrogativas inerentes à nacionalidade, soberania ou 
cidadania; 
b) Falta de norma regulamentadora; 
c) Nexo entre a falta da norma regulamentadora e a impossibilidade de exercício do 
direito; e 
d) Ser o impetrante beneficiário direto do direito, liberdade ou prerrogativa. 
 
3.1 Legitimidade ativa e passiva 
 Legitimidade ativa apenas pelo titular do direito que necessite regulamentação. 
 O STF já admitiu o mando de injunção coletivo, sendo legítimos os mesmos do mandado de 
segurança coletivo. De fato, a norma constitucional não diz se o mandado de injunção se 
restringe à proteção de direito individual ou não. 
 Legitimidade passiva não há litisconsórcio, uma vez que é legítimo apenas àqueles a quem 
cabe a feitura da norma. Portanto, se for lei federal, deverá ser feito em face da Câmara, do 
Senado, da Mesa de uma delas, do CN, ou do Presidente da República, se for da competência 
dele. 
 
4. Habeas data 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
- Utilizado para tomar conhecimento ou retificação de dados que estejam em entidades 
governamentais (órgãos da Administração Pública direta ou indireta) ou entidades de caráter 
público (instituições, entidades e pessoas jurídicas privadas que prestem serviços para o público 
ou de interesse público, de forma abrangente). 
Funções: 
 Conhecimento de dados; 
 Conhecimento dos responsáveis pelo registro; 
 Direito de contestação e retificação; 
 Direito de atualização, no caso de o fato já ter sido verdadeiro, mas deixa de ser por 
estar desatualizado; 
 Eliminação do dado. 
- Em resumo: visa o conhecimento ou retificação de dados pessoais, concernentes à pessoa do 
impetrante. 
 
4.1. Legitimidade ativa e passiva 
- São legítimos ativamente pessoa física brasileira ou estrangeira, e a pessoa jurídica, visto que 
ela também tem identificação no mundo social, e todos direitos inerentes a ela. As informações 
só podem dizer respeito ao impetrante, nunca a terceiros, exceto no caso de herdeiros e cônjuge 
supérstite, em relação ao morto. 
- A legitimidade passiva aqui é da pessoa jurídica ou órgão responsável pelo arquivamento dos 
dados. Portanto, diferente do mandado de segurança, aqui não será considerado coator a 
autoridade (até porque é difícil de determiná-la), mas a entidade ou órgão a que pertence.

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