Resumo Nutrição Clínica UNIP !
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Resumo Nutrição Clínica
TN EM OBESIDADE E CIRURGIA BARIÁTRICA
As dietas de muito baixa caloria podem ser utilizadas em pacientes obesos com algumas restrições, considerando que essas permitem perda de peso rápida e necessidade de manutenção constante, contudo essas dietas englobam: R:dieta com menos de 800 calorias, que devem ser iniciadas após adaptação com valor calórico total maior e somente para aqueles com IMC > 32 kg/m2.
A realidade mundial revela que, paradoxalmente, enquanto milhares de pessoas sofrem por falta de alimentação, com carência de macro e micronutrientes, outras são vítimas da superalimentação e obesidade. Em relação à obesidade em adultos, podemos afirmar que R: O risco de doença cardiovascular aumenta proporcionalmente ao aumento do IMC acima de 30 Kg/m²
A obesidade em adultos é considerada um problema de saúde pública no Brasil por aumentar o risco de desenvolvimento de co-morbidades como hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes tipo 2. A cirurgia bariátrica é uma alternativa que deve ser avaliada para pacientes que tiveram insucessos em diversos tratamentos para perda de peso e apresentam Índice de Massa Corporal superior a: 40 e sem co-morbidades associadas.
A principal intervenção no tratamento da obesidade é a orientação alimentar. Para assegurar uma perda de peso adequada, a alimentação normal deve ser modificada da seguinte forma: Diminuir o valor energético da dieta, mantendo a proporção de carboidratos, proteínas e gorduras, inclusive as poli e monoinsaturadas e saturadas;
A obesidade infantil vem aumentando de forma significativa e é determinante de várias complicações na infância e na idade adulta. Na infância, o manejo pode ser ainda mais difícil do que na fase adulta, pois está relacionado a mudanças de hábitos e disponibilidade dos pais, além de uma falta de entendimento da criança quanto aos danos da obesidade.\u201d Mello ED et al. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes? J Pediatr (Rio J). 2004;80(3):173-82.
Caso: MIP, 10 anos, sexo feminino, estudante, percentil 90 de IMC/idade/sexo e percentil 75 de altura/idade/sexo (referência OMS, 2007), vem à consulta nutricional relatando desejo de emagrecer. O recordatório de 24 horas evidencia um consumo calórico de 3358 Kcal (50% carboidratos, 28% de lipídios e 22% de proteínas). Qual das afirmações abaixo pode ser feita corretamente baseada nas informações descritas? R: dados fornecidos são insuficientes para uma análise qualitativa da dieta, porém é possível fazer uma avaliação da adequação de macronutrientes.
Um homem com 45 anos de idade foi encaminhado para realizar cirurgia bariátrica devido ao quadro clínico de obesidade grau III e comorbidades, além de uma longa história de excesso de peso e várias tentativas frustradas de tratamento. Considerando essas informações e o paciente em estado pós-operatório, avalie as afirmações a seguir.
I. O reganho de peso após o segundo ano de cirurgia é considerado esperado, e deve ser monitorado na avaliação nutricional do paciente.
II. Após a ingestão de alimentos ricos em proteína, pode ocorrer a síndrome de Dumping, definida clinicamente pela combinação de sintomas gastrointestinais como cólicas abdominais, náuseas, vômitos, diarreia e sintomas como taquicardia, tontura, entre outros.
III. No pós-operatório imediato, a dieta do paciente deve conter alimentos com mínimo estímulo, consistência líquida, de cores claras, em temperatura ambiente e sem adição de gordura e açúcar, além de ser ofertada em pequeno volume e frequentemente.
IV. As necessidades nutricionais, no pósoperatório tardio, devem ser consideradas conforme a idade, o sexo e a situação fisiológica atual do paciente, no entanto, o principal cuidado é o de se evitar as deficiências de vitaminas e minerais.
É correto apenas o que se afirma em: I, III e IV
Em relação ao processo de diagnóstico da obesidade é correto afirmar que:
I - A medida de massa corporal mais tradicional é o peso isolado ou peso ajustado para a altura. Mais recentemente, tem-se notado que a distribuição de gordura é mais preditiva de saúde. A combinação de massa corporal e distribuição de gordura é, provavelmente, a melhor opção para preencher a necessidade de avaliação clínica.
II - O IMC (calculado através da divisão do peso em kg pela altura em metros elevada ao quadrado, kg/m²) é o cálculo mais usado para avaliação da adiposidade corporal. O IMC é um bom indicador, mas não totalmente correlacionado com a gordura corporal. O IMC é o cálculo mais indicado pois não reflete a distribuição da gordura corporal.
III - A medida da distribuição de gordura é importante na avaliação de sobrepeso e obesidade porque a gordura visceral (intra-abdominal) é um fator de risco potencial para a doença, independentemente da gordura corporal total.
IV - A associação da medida da circunferência abdominal com o IMC pode oferecer uma forma combinada de avaliação de risco e ajudar a diminuir as limitações de cada uma das avaliações isoladas, mas no rastreamento inicial (prevenção primária), o IMC pode ser usado isoladamente.
São benefícios da Cirurgia Bariátrica (CB):
I - Melhora das comorbidades relacionadas à obesidade, do estado psicossocial e da qualidade de vida.
II - Melhora de diabetes melito tipo 2, hipertensão arterial e função cardíaca, perfil lipídico, função respiratória, doenças do sono,  e refluxo gastroesofágico.
III - Melhora do perfil lipídico e da função respiratória, inclusive asma. Estudos apenas não comprovam melhorias nas doenças do sono.
IV \u2013 Melhora do refluxo gastroesofágico e da síndrome dos ovários policísticos
Mourão et al 2011, em seu artigo de revisão afirma que o  início da suplementação do polivitamínico/mineral ou da reposição de ferro de forma isolada têm sido recomendados logo após a alta hospitalar, em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica. Sendo que a prevenção pode ocorrer de várias formas como: intramuscular, endovenosa e oral. Sendo que o nutricionista deve ter uma atenção especial a B1,B12 e B9 . R: A questão acima está totalmente correta .
Durante a consulta de um paciente que apresente sobrepeso ou obesidade, é fundamental avaliar as causas que levaram ao excesso de peso, bem como investigar possíveis morbidades associadas. Sabe-se que a etiologia da obesidade é complexa e multifatorial e em relação à ela é INCORRETO afirmar:
A) O estilo de vida moderno também favorece o ganho de peso por diversos fatores que interferem na ingestão alimentar: a necessidade de se realizar refeições em curto espaço de tempo atrapalha os mecanismos de saciação, e atividades de lazer podem resultar em alterações comportamentais relacionadas ao hábito alimentar em que o sistema de prazer e recompensa (não homeostático) se sobrepõe ao sistema regulador homeostático.
B)Avaliar a história pregressa da trajetória do peso não possui nenhuma relevância para avaliação e/ou tratamento da obesidade.
C) Pode ser útil perguntar sobre a história familiar de obesidade, o peso ao nascimento, a variação do peso na gestação materna, o uso de medicamentos pregressos, fumo, horas de sono, horas de trabalho mudanças na rotina, e exposição a estresse.
D) O risco de obesidade quando nenhum dos pais é obeso é menor que 10%,, enquanto que um dos genitores é obeso este risco eleva-se para 50%, atingindo 80% quando ambos são obesos.
E) Sintomas de estresse, tais como ansiedade, depressão, nervosismo e o hábito de se alimentar quando problemas emocionais estão presentes são comuns em pacientes com sobrepeso ou obesidade, sugerindo relação entre estresse, compulsão por comida palatável, transtorno de compulsão alimentar e obesidade. O estresse pode ser uma consequência da obesidade devido a fatores sociais, à discriminação e, alternativamente, a causa da obesidade.
Em relação ao tratamento da obesidade sabe-se que:
I - Considera-se sucesso no tratamento da obesidade a habilidade de atingir e manter uma perda de peso clinicamente útil, que resulte em efeitos benéficos sobre doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão