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O Ato Conjugal - Tim e Beverly Lahye

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quanto mais próspero ele for em sua profissão, mais 
ela precisa da companhia dele. 
B. Amor compassivo. A mulher possui uma inclinação 
natural para cuidar de doentes, mas poucos homens demons-
tram tal amor. Quando o marido ou um filho se fere, quem 
corre para socorrer? Quem salta da cama às 2:30 da madruga-
da, quando o bebê solta o mais leve gemido? Raramente é o 
pai. A mãe não demonstra esse amor compassivo por ser mãe, 
mas por ser mulher. 
Os homens precisam aprender que a capacidade que a 
mulher tem de demonstrar o amor compassivo é prova de que 
ela necessita recebê-lo também. E essa necessidade se torna 
ainda mais aguda, quando ela está passando por algum sofri-
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mento físico ou emocional. Ê lamentável que o homem que 
desfruta do amor compassivo da esposa, muitas vezes seja 
relapso em retribuí-lo à sua amorosa companheira. Nesse caso 
deve aplicar-se a Regra Áurea. 
C. Amor romântico. As mulheres são românticas. Escon-
dido no coração de cada menina (mesmo depois que ela 
cresce) existe aquela imagem do "príncipe encantado" vindo 
ao seu encontro num cavalo branco, para despertar a princesa 
com seu primeiro beijo de amor. Por essa razão, ela precisa de 
gestos românticos, flores, músicas, iluminação difusa, jantar 
fora e muitas outras coisas. Infelizmente, muitos homens 
deixam de compreender isso, principalmente porque sua 
necessidade de romantismo ou inexiste ou é mínima. Mas 
ele é casado com uma criatura que possui extraordinária 
necessidade disso. Alguns homens podem até pensar que suas 
esposas são pessoas práticas, diferentes das outras mulheres, 
mas isso é um erro de julgamento. Para falar a verdade, o mais 
provável é que essas mulheres tenham superado aquele "so-
nho", tornando-se práticas, porque lhes parece melhor repri-
mir este anseio do que se sentirem frustradas pela falta de 
romantismo do marido. Contudo, uma ou outra noite fora, 
sem os filhos, um presentinho inesperado, ou qualquer outra 
expressão de romantismo pode ser muito gratificante para 
elas. 
Essa diferença entre homens e mulheres pode contribuir 
para o surgimento de sentimentos de incompatibilidade após 
o casamento. A mulher nunca perde essa necessidade de 
romantismo, ao passo que o homem nem mesmo a possui. As 
emoções dele estão sempre à tona e se incendeiam facilmente; 
as dela são profundas e de combustão lenta. Ê esse amor 
romântico que faz a mulher corresponder aos pequeninos 
gestos de carinho do marido, tais como abrir a porta do carro 
para ela ou segurar seu braço quando atravessa a rua. É possí-
vel que ele se sinta um pouco encabulado ao fazê-lo, mas a 
reação dela bem que vale o esforço. 
Lembro-me de certo domingo em que eu e minha esposa 
chegamos de carro à porta da igreja. Cinco homens estavam 
observando, enquanto eu dava a volta e abria a porta do carro 
para Beverly. Sinceramente, eu me senti meio ridículo, naque-
le momento, mas ela fez com que tudo aquilo valesse a pena, 
não somente pelo ligeiro aperto que deu em minha mão, 
quando nos encaminhávamos para o templo, mas também por 
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algo que aconteceu mais tarde. Após ter pregado cinco vezes 
naquele dia, eu estava exausto quando chegamos em casa à 
noite. Já eram quase onze horas da noite, e chovia levemente. 
Puxei o freio de mão logo que parei, mas fiquei admirado ao 
ouvir minha esposa abrir a porta de seu lado, e correr à frente 
dos faróis para erguer a porta da garagem para mim. O que a 
fizera agir assim? Simplesmente isso: às cinco da tarde ela 
precisara de um gesto romântico de minha parte, e eu o fiz, 
diante de meus amigos; às onze, ela demonstrou sua gratidão 
e atendeu a uma necessidade minha. 
Não nos enganemos pensando que as mulheres "moderni-
nhas" de hoje são diferentes, só porque algumas usam roupas 
sem graça, e às vezes agem como se não se preocupassem com 
as boas maneiras e a etiqueta. Há algo bem no fundo do 
coração da mulher que clama pelo amor romântico. 
Jeri foi um exemplo disso. Com vinte e um anos, ela foi 
levada a Cristo por uma jovem de nossa igreja, que fora sua 
colega de escola. Quando começou a freqüentar nossas reu-
niões, usava calças jeans e camiseta branca. Exteriormente, 
era um pouco grosseira, de modos independentes. Porém, à 
medida que crescia na fé, começou a arrumar-se melhor e a 
pentear o cabelo. Surpreendentemente, ela revelou-se uma 
jovem muito atraente. Não demorou muito, e Roy começou a 
namorá-la e pediu-lhe que o apresentasse aos pais dela. Cerca 
de um ano depois, ela me procurou em meu gabinete para 
combinar os detalhes do casamento. Quando lhe perguntei o 
que mais apreciava em Roy, ela respondeu: "Ele me trata com 
toda a cortesia, como a uma grande dama. É o primeiro rapaz 
que vem à porta de minha casa apanhar-me para um encon-
tro, abre portas para mim e puxa a cadeira quando vou 
sentar-me à mesa." Indaguei-lhe se gostava desse tipo de 
tratamento, e seus olhos se encheram de lágrimas, e ela 
sussurrou: "Adoro!" Havia sete anos que ela namorava, mas 
foi o primeiro rapaz que a tratou como uma dama, que 
conquistou seu coração. A razão é simples: as mulheres têm 
necessidade de um amor romântico. 
D. Amor carinhoso. A maioria das mulheres tem sede de 
beijos de agradecimento e apreciação. Talvez você conheça 
exceções — e nós também — mas se examinar bem, verá que 
essa falta de afeição é cultivada. Em alguns casos, ela é 
causada por um marido que exige a realização de um ato 
sexual rápido, ao invés de uma preparação mais demorada. 
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Alguns homens desatenciosos se satisfazem com isso, mas a 
maioria das mulheres não: para elas, um toque carinhoso, um 
cálido abraço, e a proximidade daquele que elas amam é 
quase tão agradável como o contato mais íntimo. Na verdade, 
muitas mulheres reagem mais positivamente a um olhar de 
admiração ou a palavras de elogio, que a qualquer outra coisa. 
O marido inteligente é aquele que freqüentemente quebra a 
rotina da vida e expressa verbalmente sua admiração pela 
esposa. Esses homens não "passam fome", sexualmente fa-
lando, pois já descobriram que a mulher é despertada pelas 
pequenas expressões de carinho que muitas vezes parecem 
sem sentido para os homens em geral. 
Pessoalmente, não ligo muito para flores. Se nunca hou-
vesse flores em casa, nem sentiria falta delas. Mas quase todas 
as vezes que volto da reunião do seminário, no sábado à noite, 
compro um ramo de flores para Bev, no aeroporto de San 
Diego. Por quê? Porque gosto da reação que isso provoca nela. 
Devo confessar sinceramente que foram precisos vários anos 
para que eu aprendesse o valor de conformar meus atos à 
necessidade de carinho que existe nela. Ela não somente fica 
alegre em ter as rosas amarelas, mas também mostra-se 
agradecida ao ver que pensei nela, no momento em que 
voltava à cidade. 
3. Amor passional. O amor passional é algo natural ao 
homem por causa de seu forte impulso sexual. A maioria das 
mulheres precisa cultivar esse desejo de amor passional, mas 
podemos estar certos de que elas possuem a capacidade de 
aprender a senti-lo. O marido que oferece carinho à esposa 
pode levá-la a sentir esse amor passional. E qualquer um que 
fizer isso dirá depois que valeu a pena o tempo empregado. 
Como veremos mais adiante, a paixão feminina é mais 
sujeita a fases do que a do homem. Em certas ocasiões, em 
condições adequadas de lugar, intimidade e afeição, ela pode 
desfrutar plenamente do amor passional. Contudo, uma coisa 
deve ser lembrada: a mulher terá mais facilidade de expressar 
amor passional depois que os outros quatro tipos de amor 
tiverem sido satisfeitos. 
Depois que a necessidade de amor que há no coração 
feminino é adequadamente atendida, ela passa a ter certeza 
do amor do marido, coisa que está-se tornando cada vez mais 
importante, coisa que numa época em que homens e mulheres 
se relacionam mais estreitamente a cada