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O Ato Conjugal - Tim e Beverly Lahye

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seus órgãos reprodutores produ-
zem testosterona, sêmen e espermatozóides em quantidades 
incríveis. A razão é clara: era plano de Deus que o homem se 
casasse e começasse a gerar filhos quando ainda jovem. Nesta 
fase da vida, alguns chegam a ter até cinco ejaculações por 
dia. Como já dissemos anteriormente, esse desejo e essa 
condição tendem a declinar um pouco depois dos vinte e dois 
anos. E quando o homem percebe que o impulso e a intensi-
dade estão diminuindo, começa a fazer comparações com sua 
capacidade sexual da juventude, e pensa que o problema é 
maior do que realmente é. A maioria deles deixa de considerar 
o fato de que Deus não quer que ele compare suas energias 
dos cinqüenta anos, com a dos vinte e dois. Podemos lembrar, 
também, que um homem de cinqüenta anos possui maior 
capacidade de amar, de expressar-se emocionalmente e de ter 
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empatia, que um imaturo. O ato amoroso não se resume numa 
explosão glandular, e a maior parte dos homens, mais cedo ou 
mais tarde, acaba compreendendo isto. Infelizmente, porém, 
alguns permitem que um fracasso ocasional os prive de anos e 
anos de prazer. Um homem maduro estará disposto a sacrifi-
car na quantidade, para melhorar a tão apreciada qualidade. 
Sinceramente, aquele que aceitar o fato de que, em certas 
ocasiões, durante o processo de amadurecimento (que varia de 
um indivíduo para outro) ele poderá ter, por semana, entre 
uma e quatro experiências satisfatórias com a esposa — 
dependendo, naturalmente, das pressões das circunstâncias, 
dos pesos do trabalho, de sua comunicação com a esposa, e de 
vários outros fatores — estará se preparando mentalmente 
para ter centenas de relações nos últimos anos de sua vida. 
Aquele, porém, que, numa atitude pouco realista, espera 
conservar a mesma maratona da juventude, estará enganando 
a si mesmo, e, provavelmente, predispondo-se para a impo-
tência. 
Pesquisas revelam que muitos homens realizam relações 
sexuais durante toda a vida conjugai — com menor freqüência 
aos oitente do que aos setenta, naturalmente — mas até 
homens de cem anos têm gerado filhos. Após um de nossos 
seminários de Family Life, uma senhora de setenta e quatro 
anos indagou: "Com que idade o homem pára de querer 
relações sexuais? Meu marido mcprocura todos os dias." Ele 
tinha oitenta e um anos. 
Pesquisas nesta área revelam que estas pessoas que têm 
relações sexuais durante toda a vida possuem uma única coisa 
em comum: não o seu tamanho, nem a forma, nem a boa 
aparência, nem a aparente virilidade do cônjuge, mas uma 
atitude mental positiva. Quando um homem começa um ato 
amoroso com a esposa, geralmente espera ir até o fim; mas se 
ele o inicia prevendo um fracasso, invariavelmente ocorre o 
fracasso. Alguém já disse: "Existem dois tipos de pessoas: 
aquelas que pensam que podem e aquelas que pensam que 
não podem — e ambos estão certos." Isso se aplica muito ao 
problema da impotência masculina. 
7. Obesidade. Não há nada de belo com a obesidade, nem 
para os outros, nem para a própria pessoa. A gordura acu-
mulada no ventre desestimula o senso de autoconfiança, que é 
básico para a potência sexual. Quando um homem se descui-
da e engorda demasiadamente, ele perde o respeito próprio; 
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tem vergonha de despir-se e, geralmente, tem vergonha de que 
a esposa o veja. E quanto mais rejeita sua aparência, mais ele 
supõe que a esposa o acha repulsivo. Ao invés de tratá-la por 
"querida" ou "meu bem", começa a chamá-la de "mamãe", e 
aí seu relacionamento sexual desce para o ponto zero. 
Certo homem de cinqüenta e cinco anos, que estava com 
cerca de treze quilos acima do seu peso normal, queixou de 
"falta de desejo sexual". Depois de falar-lhe da necessidade 
da disciplina na vida espiritual (ter mais fidelidade na assis-
tência aos cultos, ler a Bíblia com regularidade, andar no 
Espírito e aprender a falar aos outros de sua fé em Cristo) 
recomendei-lhe que procurasse o médico e entrasse num pro-
grama de redução de peso. Quando voltou depois de duas 
semanas, trazia consigo a esposa, e já mostrava sinais de 
progresso. Já baixara dois quilos no peso, e, orgulhosamente, 
relatou que "apertara a correia em mais um furo", mas ainda 
não tentara realizar o ato sexual. Durante a sessão de aconse-
lhamento, notei que ele tratava a esposa por "mamãe"; 
tinham três filhos, e Spencer explicou que simplesmente 
"pegara aquele hábito". 
As pessoas em geral subestimam a importância das pala-
vras. Os cientistas afirmam que nossa linguagem cria imagens 
mentais que afetam o subconsciente. A palavra mãe, em nossa 
cultura, tem uma conotação de dignidade, respeito, honradez, 
pureza e muitos pensamentos desse tipo. Entretanto, quase 
nunca produz estímulo sexual. Em minha opinião, um dos 
piores hábitos que um homem de meia-idade pode adquirir 
é o de chamar a esposa de "mamãe". Na vida conjugai, isso 
não serve para estimular nem a mulher nem o marido. 
Embora resulte de um hábito inconsciente longamente ali-
mentado, coloca o homem na condição de filho, em vez de na 
posição de chefe, cabeça e provedor. Estou convencido de que 
aqueles que tratam a esposa de "mamãe" por muito tempo, 
acabarão por pensar nela, inconscientemente, como "mãe" — 
e ela própria se verá assim também. Sempre recomendo que o 
marido volte a tratar a esposa pelos nomes carinhosos que lhe 
dirigia durante o tempo do namoro. Essa medida, geralmente, 
devolve ao relacionamento deles, que pode ter-se tornado 
'''acomodado", aquele sabor estimulante. 
Na terceira visita, Spencer relatou que ocorrera "um 
milagre em nossa vida conjugai. Já tivemos relações duas 
vezes." Obviamente, não se tratava de nenhum recorde mun-
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dial, mas após cinco anos de "nada", aquilo já significava um 
bom começo. O processo de solucionamento do problema da 
impotência não deve ser apressado. Como acontece com 
outros órgãos e músculos do organismo, os órgãos sexuais vão 
adquirindo maior capacidade de atuação proporcionalmente 
a um exercitamento eficaz e repetido. Será melhor contentar-
se apenas com uma experiência satisfatória por semana, pois 
uma tentativa bem sucedida sempre conduz a outra. Se de 
duas tentativas realizadas numa mesma semana uma for 
satisfatória e a outra não, isso já significará algum progresso, 
mas não produzirá, sobre o subconsciente, o mesmo efeito que 
uma tentativa vitoriosa por semana, durante várias semanas. 
Além disso, o intervalo de sete dias entre uma ejaculação e 
outra, colabora para que a segunda seja atingida com mais 
facilidade. 
Na última vez que conversei com Spencer acerca de seu 
relacionamento sexual com a esposa, ele (que agora está na 
casa dos sessenta) não somente havia perdido quase todo o 
excesso de peso, como também pôde dizer: "Estou-me sentin-
do otimamente, e nossa vida sexual, agora, está melhor do que 
há quinze ou vinte anos atrás." Quando lhe perguntei se 
havia tido alguma outra crise de impotência, ele respondeu: 
"De vez em quando isso acontece, mas agora já sei que essas 
coisas ocorrem mesmo, e não fico desanimado. Procuro 
concentrar-me melhor na vez seguinte." Nem mesmo um 
psiquiatra poderia ter dado uma explicação mais clara do que 
esta. 
Qualquer homem que estiver com cerca de seis ou sete 
quilos acima do normal deve consultar o médico, e fazer um 
programa de redução de peso. Se ele compreender que o 
excesso de gordura pode interferir em sua potência sexual 
(embora não se aplique a todos os casos), irá sentir-se mais 
motivado a fazer o regime. A obesidade reduz as energias 
vitais, além de ser prejudicial para a saúde. Portanto, normal-
mente, ela reduz também o impulso sexual natural do homem. 
8. Pouco preparo físico. Deus ordenou ao homem o 
seguinte: "No suor do rosto comerás o teu pão" (Gn 3.19). Nos 
países ocidentais, hoje, a vida tornou-se demasiadamente 
sedentária. A medida que o homem se torna