Sociedade Simples - Direito Empresarial I
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Sociedade Simples - Direito Empresarial I


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UNIVERSIDADE NILTON LINS
SOCIEDADE SIMPLES
Manaus
2019
ADRIENY OLIVEIRA MATOS \u2013 Matrícula 18005713
ANA PAULA DOS SANTOS DE OLIVEIRA \u2013 Matrícula 18006600
ELIKA DA SILVA ALMEIDA \u2013 Matrícula 18005397
JAQUISON FREITAS FELIPE \u2013 Matrícula 18007754
JOCIMAR MACIEL DUARTE FILHO \u2013 Matrícula 18003219
MAIKEO FERREIRA PINTO \u2013 Matrícula 18007752
MARVIN DIKAIMI RIBEIRO DÁVILA \u2013 Matrícula 1800975
YURI GABRIEL MAQUINE DE LIMA \u2013 Matrícula 18005282
SOCIEDADE SIMPLES
Trabalho da Disciplina de Direito
Empresarial, com a finalidade de
avaliação e obtenção de nota parcial,
solicitado pelo Prof. Eduardo Jorge a
Turma LCO031, do curso de Ciências
Contábeis, do Turno noturno.
Manaus
2019
INTRODUÇÃO 
Em decorrência do desenvolvimento do comércio e a ampliação das riquezas das
nações, surgiu a necessidade de regulamentar as atividades comerciais, através do direito e do
Poder Legislativo, surgindo, assim, um sistema de leis e regras, a fim de atender à segurança
jurídica de todos que direta e indiretamente eram atingidos pelo comércio. 
Estudiosos afirmam que desde a antiguidade o comércio já existia de forma
robusta, firmando-se o comércio na Idade Média, a partir do século XII com a transição entre
o feudalismo e o mercantilismo, surgindo a burguesia.
Esse comércio era praticado por um indivíduo ou pela parceria de dois ou mais
participantes, nesse último caso têm-se as unidades coletivas, denominadas sociedade, as
quais surgem ante a vontade individual de cada integrante. 
Posto isso, a sociedade é oriunda de fatores históricos, que impulsionaram a
criação de normas jurídicas. Esse ente abstrato (sociedade) passou a ter o direito de obter
personalidade própria, aderindo capacidade jurídica, sendo reconhecido pelo Estado,
tornando-se sujeito com direitos e deveres.
Atualmente no Brasil há normas para a criação da sociedade, a qual pode ser
personificada (com personalidade jurídica) ou não personificada (sem personalidade jurídica).
E entre os tipos de sociedade personificada, têm-se a sociedade simples.
Na sociedade simples serão desempenhadas atividades que não são típicas do
ramo empresarial, ou seja, não haverá exploração empresarial de forma organizada com
características de uma empresa, porém visa o lucro. Assim, serão desenvolvidas atividades de
menor envergadura, como pequenos negócios, comércios ou prestadores de serviços não-
empresários, aos profissionais liberais (como contadores), aos artesãos, artistas etc. 
Posto isso, a sociedade simples é objeto de análise e estudo do trabalho em tela,
sendo realizado pesquisa científica, através de vasta bibliografia sobre este tema, a fim de
enriquecer o conhecimento sobre o assunto.
SOCIEDADE SIMPLES
O ordenamento jurídico pátrio normatiza a sociedade, determinando sua forma de
criação, funcionamento, extinção e ente outros. Esta normatização transpassa segurança
jurídica para os seus integrantes e para o Estado. Dentre os tipos de sociedade, encontra-se a
modalidade de sociedade simples, contudo, antes de adentrar o tema central do presente
trabalho acadêmico se faz necessário discorrer sobre sociedade no seu conceito geral, além
dos princípios que regem o direito societário.
\uf0b7 SOCIEDADE
A Lei Nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, denominada Código Civil, determina
nos Arts. 44, I e 985, que: as sociedades são pessoas jurídicas de direito privado, e, em regra,
apenas adquirirá personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio, na forma da lei e
dos seus atos constitutivos.
A criação da sociedade inicia-se com a união de duas ou mais pessoas (físicas ou
jurídicas), tornando-se sócios no negócio. Após isso, há uma série de requisitos formais a
serem cumpridos para a sua constituição, para obtenham personalidade própria, tornando-se
sujeitos de direitos, além dos direitos adquiridos, há deveres, obrigações e responsabilidades. 
O Art. 985, dispõe \u201cA sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição,
no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos.\u201d. Assim, em regra as
sociedades deverão obter Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), Ato constitutivo \u2013
Contrato Social ou Estatuto, devendo fazer o registro destes no órgão competente, para enfim
realizar as atividades do negócio, as quais serão específicas e privadas.
Nesse contexto, o Art. 981, do CC, estabelece que \u201cCelebram contrato de
sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços,
para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. 
Em continuação o Parágrafo único do citado artigo, determina que \u201cA atividade
pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados.\u201d.
Posto isso, em regra a sociedade será dotada de personalidade jurídica própria para
a consecução de fins comuns e sua característica fim principal é a obtenção de lucro, que será
dividido entre os sócios. 
Outrossim, a sociedade deverá observar o que determina a lei e demais regras
vigentes, sob pena da entidade sofrer administrativamente ou judicialmente nas demais
esferas (ex. civil, tributário, penal), a responsabilidade pelo desenvolvimento das atividades e
negócio é dos sócios da entidade em conjunto ou individualmente, conforme denota-se da
leitura do caput do citado Art. 981.
 
\uf0b7 PRINCÍPIOS DO DIREITO SOCIETÁRIO
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, os estudiosos das leis (os
denominados juristas) observaram um grande enfoque da Lei Maior quanto aos princípios,
fator estes que mudou estrondosamente a análise e aplicação do direito em diversos ramos. 
Por outro lado, o Direito Societário não possui um arcabouço de princípios de
modo uniforme, desenvolvidos especificamente para esta área. Para Coelho (fls. 105):
\u201cO direito comercial manteve-se alheio a esta mudança de
paradigma. Na literatura comercialista não se encontram a
enunciação, estudo e aprofundamento dos princípios próprios
deste ramo jurídico, ao contrário do que tem sido visto com
frequência crescente, desde o último quarto século passado, nas
outras disciplinas.\u201d
Contudo, doutrinadores se debruçaram a estudar e identificar princípios
constitucionais e infraconstitucionais (explícitos e implícitos) aplicáveis a sociedade. 
Tal necessidade de aplicabilidade dos princípios aos interesses societários, decorre
em face da segurança jurídica nas varias fases da sociedade (constituição, funcionamento e
extinção) e na esfera judicial, na qual muita vezes as decisões são pautadas levando em
consideração fundamentos principiológicos para solucionar conflitos, especialmente, em
casos de lacunas na lei.
Nesse sentido têm-se o Art.4º, da LINDB, in verbis: \u201cQuando a lei for omissa, o
juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de
direito.\u201d. grifo nosso.
O ilustre jurista Coelho entende que os princípios do direito comercial, do qual o
direito societário é sub-ramo, podem ser divididos segundo três grandes critérios: hierarquia,
abrangência ou positivação. Os princípios segundo critério de hierarquia são os
constitucionais ou legais, no segundo é tocante a aplicabilidade nos tipos de relações jurídicas
existentes no Direito Comercial, já no último caso são os princípios aplicáveis a alguns ramos
específicos.
Posto isso, entre todos os princípios aplicáveis na esfera da sociedade, destacam-
se o princípio da liberdade de iniciativa, da liberdade de associação, da liberdade de
concorrência (competição) e da função social da empresa.
O princípio da liberdade de iniciativa