ATENDIMENTO AO POLITRAUMA
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ATENDIMENTO AO POLITRAUMA


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IPM	06/05/2019	
ATENDIMENTO AO POLITRAUMA 
DCN III \u2013 EDUCAÇÃO EM SAÚDE 
O graduado deve corresponsabilizar-se pela própria formação, ter autonomia intelectual, responsabilidades sociais, além de se comprometer com a formação de futuras gerações de profissionais de saúde e estimular a mobilidade acadêmico e profissional, objetivando:
Aprender a aprender (parte do processo ensino-aprendizagem)
Aprender com autonomia e com percepção das necessidades na educação continuada, com mediação de professores e profissionais do SUS
Aprender interprofissionalmente, com reflecção da própria prática e troca de saberes entre profissionais da área de saúde e outras áreas do conhecimento
Aprender em ambientes protegidos e controlados ou em simulações da realidade, identificando e avaliando o erro, com intuito de aprendizado profissional e organizacional e suporte pedagógico
Comprometer-se com processo de formação, envolvendo-se em ensino, pesquisa e extensão e observando o dinamismo das mudanças sociais e científicas
Propiciar a estudantes, professores e profissionais de saúde a ampliação das oportunidades de aprendizagem, pesquisa e trabalho, por meio da participação em programas de Mobilidade Acadêmica e formação de redes estudantis.
Dominar a língua estrangeira para manter-se atualizado com os avanços da medicina dentro e fora do país, bem como interagir com outros profissionais de saúde de outras
ATENDIMENTO AO TRAUMA
Avaliação da Cena 
- Impressão geral 
- Avaliação da causa dos acidentes
- Observação dos familiares e expecta 
Situação
- O que aconteceu?
- Por que foi solicitado ajuda?
- Qual o mecanismo do trauma?
- Quantas pessoas estarão envolvidadas? Idades? 
- É necessário serviço de emergência adiciona?
- É necessário ajuda mútua?
- É necessário um médico?
- O acidente pode ter sido desencadeado por algum problema médico?
Segurança
- Condições climáticas/ iluminação 
- Projeto da rodovia 
- Materiais perigosos 
Estratégia de atenuação 
- Roupa refletiva 
- Posicionamento do veículo e dispositivos de aviso 
Violência 
- Administrando uma cena violenta 
- Atirador ativo 
- Cenas de crime
Equipamentos de proteção individual 
- Agentes patogênicos transmissíveis por sangue (luvas, óculos e máscara)
Triagem 
- Estabelecimento de prioridades 
- Classificação do doente de acordo com tipo de tratamento 
- Necessário e local para onde será transferido 
- Múltiplas vítimas 
 - Há recursos suficientes para tratar todas as vítimas?
 - O número de vítimas excede a capacidade imediata dos recursos presentes na cena?
Avaliação e tratamento do doente 
- Hora de ouro: período crítico de impacto de ações da APH
- Identificação e manejo dos problemas para transporte ao centro de referência o mais rápido possível. 
Avaliação Primaria 
- A (airway): vias aéreas e estabilização da coluna cervical
- B (breathing): ventilação e respiração 
Inspeção (frequência respiratória, simetria, expansibilidade)
Palpação
Percussão
Ausculta
Pneumotórax: lesão em uma das 2 pleuras.
- C (circulation): circulação e controle de hemorragias.	
Pulsos centrais (carotídeo, femoral) \u2013 no corpo, prioriza-se o coração e o cérebro. 
Perfusão capilar periférica (tempo de enchimento capilar)
Pressão arterial 
A 1º dúvida a ser esclarecida é se existe má perfusão tissular 
Indícios importantes: nível de consciência, a cor e a temperatura da pele, frequência e características do pulso.
Próximo passo é controlar a hemorragia interrompendo o sangramento
Para tal é necessário intervir cirurgicamente em caso de trauma profundo ou detectar e estabelecer hemorragia superficial.
 
- D (disability): disfunção e estado neurológico
Nível de consciência do paciente 
Reatividade pupilar (determinar o nível de consciência e a reatividade pupilar do traumatizado)
Na avaliação inicial pode usar AVDI
A: alerta
V: resposta a estímulo verbal 
D: resposta a estímulo doloroso 
I: irresponsivo a estímulos 
Escala de coma de Glasgow 
Reavaliação constante do nível da consciência, caso haja rebaixamento do nível de consciência deve rever ABC
- E (exposure): exposição e controle do ambiente (prevenir hipotermia)
Facilitar o exame completo e a determinação de lesões que podem comprometer a sua visa
As roupas devem ser cortadas para evitar movimentos e eventual mobilização de fraturas ou luxações
Deve-se proteger o paciente contra hipotermia (35º)
Atraves de cobertores térmicos e infusão de líquidos aquecidos, pois o frio exerce efeitos deletérios sobre o organismo só traumatizado 
Avaliação secundaria 
- Hospitalar 
- Inicia-se após a avaliação primaria e as medidas de reanimação 
- Paciente com tendência para normalização dos sinais vitais
- Algumas lesões importantes podem passar despercebidas em portadores de trauma múltiplo
- Histórico e avaliar AMPLA:
 A: alergias 
 M: medicamentos 
 P: passado médico, Prenhez
 L: líquidos e alimentos ingeridos 
 A: ambiente e eventos relacionados ao trauma
- Monitoração dos sinais vitais
- Exame físico: todos os segmentos do organismo devem ser avaliados, obedecendo a sequência:
Cabeça
Pescoço
Tórax 
Abdome 
Períneo 
Vagina 
Reto
Sistema Musculoesquelético 
Sistema Neurológico: escala de coma de Glasgow e reatividade pupilar 
- Teste diagnósticos específicos 
- Tomografia crânio, tórax, coluna, abdome
- Urografia excretora 
- Arteriografia 
- US Transesofágica 
- Broncoscopia/ Esofagoscopia 
- Radiografia completas de coluna cervical e torocolombar
- Deve-se realizar toda vez que houver sinal de instabilidade, seja ela respiratória, ventilatória, hemodinâmica e/ou neurológica;
- Deve-se usar como instrumento alguns parâmetros:
 PA
 FC
 FR
 Escala de coma de Glasgow
 Volume e características de líquidos de SNG e SVD
PRÉ-TESTE PHTLS
Considerando um paciente vítima de traumatismo por acidente automobilístico, a equipe de atendimento pré-hospitalar logo ao chegar na cena, imobilizou o pescoço da vítima e procedeu à colocação de colar cervical, com fixação lateral. Sobre a abordagem assinale a correta:
Abordagem correta, pois todo politraumatizado, até que se prove o contrário, apresenta lesão em coluna cervical
 
Acidente rodoviário, envolvendo um ônibus e um carro de passeio. Quando a primeira equipe de socorristas chegou ao local do acidente, uma das vítimas estava consciente e verbalizando seu bem-estar, negava dor, tinha boa perfusão periférica, sinais vitais estáveis e escoriações leves nas mãos. Alguns minutos depois, essa mesma vítima estava apática, imóvel, com a pele fria, taquicárdica e hipotensa. Quais as principais problemas poderiam justificar a alteração no quadro da vítima?
Sangramento ativo ainda não identificado