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UNIP Universidade Paulista – Polo Santos Resumo: Biomecânica 3º SEMESTRE Santos – SP Abril, 2019 Unidade I • Conceito de anatomia (estrutura), fisiologia (função) e da mecânica (concepção/desenvolvimento), pois possui essas 3 funções permitem estudar como o corpo reage a certos estímulos. • Essa combinação ajuda a entender como realizar um movimento com um melhor rendimento, na melhor técnica possível, sendo mais eficaz e sem riscos de lesão. Áreas que a Biomecânica atua: Biomecânica Ortopédica: onde algumas estruturas do corpo são colocadas em máquinas para que seja realizado testes empregando força contra essas estruturas para que possam ser notadas o quanto de deformações a estrutura consegue resistir até o rompimento total. Biomecânica Clínica: área que atua na fabricação e estudo de próteses com o mesmo formato e resistência da estrutura em que foi comprometida. Ergonomia: onde são estudados o movimento executado pelas pessoas a fim de se fazer melhorias na execução do movimento. Exemplo: Jeito em que o empregado senta numa cadeira, onde é estudado a cadeira para que seja adequada ao formato ergonômico da pessoa que está fazendo o uso. Fazendo com o que se melhore a postura. Anatomia funcional: estudo feito através de eletrodos colocados nos músculos para que seja analisado qual musculo participa do movimento, força empregada e etc. Biomecânica da reabilitação: interesse em estudar os movimentos executados por pessoas com alguma patologia e comparar com o movimento de pessoas saudáveis. Biomecânica do esporte: análise do movimento para melhora da performance do atleta, executando o movimento com a melhor forma possível. Planos anatômicos: Os planos anatômicos podem ser divididos em três planos, que são: plano sagital, plano frontal e plano transverso. • Plano Sagital (azul): é um plano imaginário que ‘divide’ o corpo humano em duas partes (direita e esquerda) • Plano Frontal ou Coronal (vermelho): divide o corpo em frente (anterior) e costas (posterior). • Plano Transverso (verde): corte imaginário dividindo o organismo em parte superior (tronco, membros superiores e cabeça) e parte inferior (membros inferiores) Ao se familiarizar com os planos, fica muito mais fácil a identificação dos movimentos ao analisar um exercício. Entre as páginas 16 a 21 do livro-texto da UNIP é possível ler uma tabela com nome e localização de todos os músculos do corpo com as suas respectivas articulações. Conceito de “Braço de Alavanca” Todo movimento executado pelo corpo humano possui movimento de alavanca, e existem três tipos de alavanca com seus tipos diferentes de força empregada. Neste conceito simples de alavanca trataremos a força motora ou força potente (FM ou FP) que é a força na qual fazemos ao realizar o movimento motor, a força resistente (FR) que é a força contrária ao movimento (exemplo a seguir) e o eixo que será tratado como a ‘origem’ ou base do movimento executado. As três alavancas possuem uma ‘função’ no corpo humano que serão citadas abaixo: Alavanca Interfixa (classe 1): Neste tipo de alavanca temos o eixo sempre entre as forças, tanto a Resistente (FR) quanto a Motora (FM). Um exemplo de exercício de Alavanca Interfixa na musculação é o Stiff (foto). Sua função é a de EQUILIBRIO, pois FM = FR. No exemplo do Stiff podemos citar a Força Motora (FM) nos glúteos, músculos posteriores de coxa e lombar, o eixo corporal demarcado na pelve (amarelo) e a Força Resistente (FR) sendo marcada pelo peso utilizado no exercício. Como o eixo corporal do exercício está entre a FM e a FR, temos um exercício com a utilização da Alavanca Interfixa. Alavanca interpotente (classe 3): Resumidamente, a alavanca interpotente é quando temos a FM entre o eixo e FR, sendo a Força Motora o centro de todo o esquema, independente da distância entre eixo e FR. Podemos citar exemplos de exercícios que trabalham com alavanca interpotente, como: rosca direta (foto), tríceps na polia e outros. Sua função corporal é a de VELOCIDADE, pois FR > FM. Podemos notar no exercício de rosca direta que temos 3 posições básicas, que são: a fase concêntrica (que podemos chamar de P1), a fase de transição (ápice do movimento) e a fase final chamada de excêntrica (P2). Neste exercício temos o eixo corporal (azul) na articulação úmero-ulnar (cotovelo), a força motora (vermelho) que se dá pela força do músculo braquial (bíceps) ao executar a fase concêntrica e a força resistente (verde) é a atuação do peso resistindo á FM na fase excêntrica. FM entre EIXO E FR, alavanca interpotente. Alavanca Inter-resistente (classe 2): É o tipo de alavanca que menos utilizamos em nosso corpo, em exercícios de TRP ou musculação podemos citar o gêmeos (foto) e no uso cotidiano o movimento de andar. No corpo sua função é a de FORÇA, FM > FR. No exercício em destaque na foto, temos o gêmeos em pé, um movimento que ativa especificamente o tríceps sural (panturrilha), grupo muscular contendo o músculo gastrocnêmio e sóleo, este grupo muscular é conhecido como “segundo coração” e pode ser considerado o segundo músculo mais forte do corpo humano, pois age sustentando todo o peso corporal. Nisso temos agindo neste movimento ao andar e executar o gêmeos a alavanca inter-resistente, pois FR está entre o eixo corporal (articulação metatarsofalangeanas) e FM (tríceps sural). Neste caso a FR pode ser entendida como o peso do corpo agindo contra a força muscular. Biomecânica do tecido ósseo O osso têm três funções básicas no corpo humano, que é: suportar cargas, formar as alavancas e ‘armazenamento’ de cálcio. Componentes ósseos • Minerais: Cálcio que garante a rigidez do osso, faz com o que ele resista as forças exercidas pelo corpo. • Proteínas: o Colágeno é um dos componentes orgânicos mais importantes para o tecido ósseo produzidos pelo corpo e funciona como um ‘elástico’, dando flexibilidade para que não ocorra deformações em pequenos estímulos. • Células: osteoblastos, osteoclastos e osteócitos são os três tipos de células ósseas. Os osteoblastos são as células responsáveis pela produção do colágeno. Os osteoclastos são células capazes de fabricar e jogar sobre o osso já formado um ácido que corrói o tecido. Após a corrosão, a proteína de colágeno e o cálcio são separados: o colágeno é seccionado em partes menores (aminoácidos) que ficam disponíveis para o corpo produzir novas proteínas; enquanto o cálcio é enviado para a corrente sanguínea para participar de outros processos fisiológicos importantes, como o da contração muscular. Os osteócitos funcionam no controle do metabolismo basal do tecido, têm um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea. Resistência óssea Podemos dividir em 2 grupos de forças nas quais podemos medir a resistência e até mesmo identificar o movimento que essa força causa no tecido ósseo. • Forças verticais: - Força de Tração – que é identificado como movimento de suspensão do corpo, por exemplo: exercício de barra fixa. - Força de Compressão – o mais comum na musculação, diminui o tamanho e aumenta a largura do tecido. É a força mais usada no dia a dia. • Forças horizontais: - Força de Flexão – ocorre quando existe uma leve curva no osso devido a ação de alguma força aplicada. - Força de Cisalha – comum em esportes de contato, quando o atletarecebe uma pancada. Por exemplo: as faltas de futebol, onde os jogadores sofrem o carrinho é uma força de cisalha pois são movimentos opostos em que ocasiona o choque. De acordo com o gráfico (Livro-Texto e Apostila), pode-se observar que as forças verticais são as que o osso resiste melhor em relação à força horizontal. A força de compressão é a menos nociva ao corpo, quanto menos exercitado a parte do corpo, mais fácil a sua ‘degeneração’ óssea e a força de flexão sempre ocorre no corpo quando existe a ‘falha’ no músculo no movimento. Ciclo de adaptação do osso ao estímulo compressivo Do ponto de uma condição ótima, se a pessoa aumenta a prática de atividades físicas produzindo movimentos compressivos, ela estimula mais os osteoblastos que são as células que produzem o colágeno juntando com o cálcio e aumentando a massa óssea e neste processo o osso pode vir a ter uma menor deformação. Algo que não ocorre no processo inverso, tendo menos estímulo compressivo teremos a ação dos osteoclastos, que são as células que degeneram o tecido ósseo, causando então uma degeneração no osso e consequentemente uma chance maior de deformação, aguentando menos força e até mesmo tendo problemas. Continua... (Unidade II)