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Apresentação da terapia analítica funcional

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Apresentação da terapia analítica funcional - FAP (Kohlenberg e Tsai, 2006) 
Comportamento Clinicamente Relevante do tipo 1: São problemas do cliente que ocorrem durante a sessão de terapia. O cliente muito provavelmente irá se comportar em relação ao terapeuta como se comporta em relação às pessoas que o cercam em seu dia a dia, e o terapeuta pode e deve se aproveitar disso para conduzir a terapia. 
Comportamento Clinicamente Relevante do tipo 2: São comportamento do cliente que indicam que está havendo progresso em relação a suas queixas iniciais. O terapeuta deve ficar atento a esses comportamentos para reforçá-los.
 Comportamento Clinicamente Relevante do tipo 3: São interpretações do cliente sobre seus próprios comportamentos e sobre suas possíveis causas. O terapeuta deve incentivar e reforçar esses comportamentos, pois assim estará ajudando o cliente a fazer análises funcionais de seus próprios comportamentos, ou, se você preferir, estará promovendo ou autoconhecimento do cliente, o que é muito importante para o progresso da terapia.
 Essa técnica terapêutica, chamada psicoterapia analítica funcional, preconiza a observância, por parte do terapeuta, de cinco regras básicas: 
Regra 1: prestar atenção aos comportamentos clinicamente relevantes do cliente. Essa regra, nas palavras de Colembergue e Tissai, é o coração da psicoterapia analítica funcional.
 Regra 2: Evocar os comportamentos clinicamente relevantes. O terapeuta deve criar situações para que os comportamentos clinicamente relevantes ocorram durante a terapia. 
Regra 3: Reforçar, da forma mais natural possível, os comportamentos do cliente que evidenciem progresso na terapia, que evidenciem uma mudança de comportamento relacionada às demandas do cliente. 
Regra 4: Para colocar em prática a regra 3, o terapeuta deve identificar quais de seus comportamentos possuem um efeito reforçador sobre os comportamentos clinicamente relevantes do cliente. 
Regra 5: Fornecer ao cliente interpretações das variáveis que afetam seu comportamento, ensinando-o a fazer suas próprias interpretações à media que a psicoterapia progride.
O que é a relação terapêutica? 
Beck mesmo diz que mesmo que embora alguns pacientes possam parecer não se importar com a sua relação com seu terapeuta e só querem mesmo ferramentas e estratégias para lidar com suas dificuldades, muitos deles só vão conseguir isso se a aprendizagem acontecer em uma relação de apoio e empatia. A relação terapêutica é algo essencial em todas as linhas de terapia, apesar dessa relação se diferenciar de uma linha para outra, sem uma boa relação terapêutica... não há terapia, pelo menos não uma terapia eficiente. Ela é definida na tcc como a qualidade pessoal do paciente, a qualidade do terapeuta, e a interação entre ambos.

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