DIREITO DE FAMILIA - Caderno
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Gabriela Brasil Nasci mento Almeida FBDG 2018.2
Gabriela Brasil Nasci mento Almeida FBDG 2018.2
DIREITO DE FAMÍLIA
BIBLIOGRAFIA
Carlos Roberto Gonçalves
Rolf Madaleno
Pablo e Rodolfo Pamplona
Cristiano Chaves
Maria Berenice Dias (critica a teoria clássica do DFam)
Maria Helena Diniz
CONCEITO DE DIREITO DE FAMÍLIA
Ramo do direito civil, cuja as normas e princípios regulam as relações jurídicas de casamento, união estável/concubinato e
parentesco.
CONSTITUCIONALIZAÇAO DO DIREITO DE FAMÍLIA: a CFRB tratou de assuntos que não deveriam estar presentes em uma
Constituição.
Proteção de todas as espécies de família (art. 226, caput);
Reconhecimento de outras formas de constituição familiar ao lado do casamento, como as uniões estáveis e as
famílias monoparental (art. 226, parágrafo 3º e 4º);
Igualdade entre os cônjuges;
Dissolubilidade do vínculo conjugal e do matrimônio;
Assistência do estado a todas as espécies de família;
Igualdade entre os filhos havidos ou não por casamento ou adotados.
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher
como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e
seus descendentes.
§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e
pela mulher.
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o
planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais
e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições
oficiais ou privadas.
§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando
mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.
Gabriela Brasil Nasci mento Almeida FBDG 2018.2
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CASAMENTO
CONCEITO (SENTIDO ESTRITO): reunião entre duas pessoas com o objetivo de constituir família, re conhecida pelo Estado
que lhes confere direitos e deveres inerentes à condição de casado.
OBS: A CF/88 é uma espécie de mini c ódigo civil, visto que o projeto do novo CC estava parado. Portanto, há assuntos que
não deveriam, mas estão presentes na Constituição.
OBS²: nenhum conceito de família fica fora do valor moral da sociedade.
VÍNCULO COM O ESTADO: O casamento tem vínculo direto com o Estado, pois o mesmo só ocorre se o Estado
autoriza.
CASAMENTO CIVIL: tal casamento deve ser registrado pelo cartório de registro civil das pessoas naturais. Em regra,
quem não tem seu registro, civilmente não é casado; ser um casamento civil é ser um casamento que foi registrado
no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, sendo passado para o Livro E “casado de papel passado”.
IDH: segundo estudo da ONU, quando mais formais são os casamentos, mais desenvolvido o país. O Brasil tem um
índice muito alto de casamentos informais.
REGRAS GERAIS
Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e
deveres dos cônjuges.
Art. 1.512. O casamento é civil e gratuita a sua celebração.
No Brasil só é casamento se for reconhecido pelo Estado, por isso é civil, deve ser registrado e com seus aspectos formais
regularizados.
Art. 1.513. É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado, interferir na comunhão de vida
instituída pela família.
OBS DEFESO: sinônimo de proibido; portanto, proibido atrapalhar, turbar (praticar turbação), a vida conjugal de outra
pessoa. Diante disso, o casamento impõe a todos a obrigação de não fazer que garante a qualquer pessoa não interferir na
comunhão de vida na família (vemos, portanto, a aplicação de regra do Direito das Obrigações no Direito de Família).
Por que a família recebe esse tipo de proteção? Porque é a base da sociedade.
Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o
juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados.
Os atos realizados nos cartórios de registros civis (casamento, nascimento e óbito) terão escrito os horários será essa a
diferença com a união estável, visto que esta não um horário específico nem a data exata para o começo deste tipo de
relação.
OBS: O status de casados ocorre a partir do momento em que o homem e a mulher manifestam perante o juiz sua vontade
de casar e o juiz declara o casamento. Após, os casamentos são registrados pelos escrivão, no Livro E.
OBS²: O registo é feito com caráter retroativo ao momento do casamento, ou seja, a data do casamento (com a declaração
do juiz/líder religioso) prevalecerá sobre a data do registro lavrado. Ex: Pessoa que foi casada no sábado e só é registrada
na segunda. Se o marido morrer após a declaração do juiz mencionada, a mulher é considerava viúva, mesmo ainda não
tendo o registro.
Gabriela Brasil Nasci mento Almeida FBDG 2018.2
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OBS³: No caso do casamento religioso, o padre ou pastor, por exemplo, faz a função do juiz.
CAPACIDADE PARA CASAR
CAPACIDADE ≠ MAIORIDADE
Nem todo maior é capaz; com a emancipação, a pessoa se torna capaz, não maior.
INCAPACIDADE MENORIDADE
Nem todo menor é incapaz.
Um casamento para ser válido, teoricamente, deve envolver sujeitos capazes. Mas, no Código Civil, há exceções.
ATENÇÃO – lembrar do art. 104, Código Civil:
Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não defesa em lei.
Quem tem capacidade para casar?
Quem tem maioridade civil, ou seja, 18 anos;
Quem tem idade núbil, ou seja, 16 anos (na verdade, quem tem entre 16 e 18 anos);
Art. 1.517. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos
os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.
Parágrafo único. Se houver divergência entre os pais, aplica-se o disposto no parágrafo único do art.
1.631.
Art. 1631 (...) Parágrafo único. Divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar, é assegurado
a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo.
OBS: Na prática, é muito difícil que um cônjuge processe o outro por conta disso, e se processar, é
muito difícil o processo terminar antes do menor atingir maioridade.
Art. 1.518. Até a celebração do casamento podem os pais ou tutores revogar a
autorização.
Art. 1.519. A denegação do consentimento, quando injusta, pode ser suprida pelo juiz.
Quem ai nda não completou a idade núbil, ou seja, menos de 16 um projeto de lei para acabar com essa
hipótese, já foi aprovado na Câmara e só falta o Senado e Presidência.
o Art. 1520 – não há um limite mínimo.
Art. 1.520. Excepcionalmente, será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil
(art. 1517), para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez.
o Emancipação por casamento não apresenta idade mínima
o Com o divórcio, a emancipação não é anulada.