resumo souto corpo
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resumo souto corpo


DisciplinaDireito Comercial1.729 materiais4.019 seguidores
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1 INTRODUÇÃO
De acordo com a lei 8.955/1994 e seus artigos, incisos e alíneas estipularam-se as condições para o relacionamento entre as partes relativas ao contrato de franquia empresarial, conhecido como franchising, gerando assim o contrato de franquia empresarial.
Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos ou serviços. 
Eventualmente, também pode compreender o direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvido ou detido pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício.
Temos então, o Franqueador que detém a marca, tecnologia, patente e conhecimentos específicos de negócios, e que os disponibiliza, parcial ou totalmente, mediante sistema de franquia, para o franqueado que aceita utilizar, mediante remuneração ao franqueador, a oferta específica do franqueador para utilizá-lo em seu negócio próprio.
Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF, 2012), o Brasil é um dos maiores mercados de franquias do mundo e ocupa o quarto lugar no ranking mundial em número de estabelecimentos, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Canadá. 
Nós últimos anos, o interesse de empresas, empreendedores e investidores no setor de franquias tem aumentado em função da diversidade de oportunidades, da facilidade de abertura de negócios e da possibilidade de compartilhamento de riscos/investimentos do sistema de franquias (MILMAN, 1996; SILVA, 2008; BARBOSA, 2010; ABF, 2012).
O sistema de franquias se baseia na relação contratual entre dois agentes: franqueador e franqueado. Ao franqueador compete o licenciamento da marca e o suporte aos franqueados, incluindo treinamento, fornecimento de produtos, planejamento de marketing e apoio administrativo-financeiro. 
O sistema de franquias oferece benefícios ao franqueador e franqueado e possibilita a obtenção de ganhos de escala, acesso a marcas consolidadas, abertura de negócio com baixo risco, distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos, expansão por meio de capital proveniente de licenciamento da marca, crescimento rápido e obtenção de serviços de suporte do titular da marca (CHERTO; RIZZO, 1995; AZEVEDO; SILVA, 2002; RIZZO, 2005; SILVA, 2008).
2. CONTEXTO HISTÓRICO DA FRANQUIA:
Baseando-se em CHERTO e RIZZO, 1995, historicamente, não há consenso sobre a origem do sistema de franquias. Os autores sugerem que o termo surgiu na França, por volta dos séculos XII e XIII, proveniente da palavra franchisage, que significa transferência de direito, outorga de privilégio ou concessão de uso com exclusividade. De acordo com pesquisas de autores como SILVA, 2008, SCHWARTZ, 2003 e IFA, 2012, Há indícios de que os primeiros contratos de franquia surgiram nos Estados Unidos, em 1852. Na ocasião, a fabricante de máquinas de costura Singer Sewing Machine Company concedeu a Revista da Unifebe terceiros licença de revenda de seus produtos para comerciantes independentes. 
Em 1899, a Coca-Cola criou a primeira franquia de produção ao conceder licença para empresários de outras regiões/países produzirem e comercializarem seus refrigerantes. Entre 1917 e 1921, o sistema de franquias se difundiu nos Estados Unidos e surgiram as primeiras franquias de serviços, como a da locadora de veículos Hertz (CHERTO; RIZZO, 1995). 
SCHWARTZ, 2003 cita que em 1930, o sistema se expandiu pelo mundo através da General Motors, que promoveu a expansão de seus pontos de revenda para diversos países, onde o sistema ganhou força nos Estados Unidos após a segunda guerra mundial, com vários ex-combatentes que se tornaram proprietários de negócios. Já no Brasil, em 1960, surgiu a primeira franquia com a escola de idiomas Yázigi e, na década seguinte, o sistema se expandiu com a instalação de lojas Mc Donald\u2019s. Na década de 1980, surgiram também as franquias Boticário, Água de Cheiro e Bob´s, dentre outras (CHERTO; RIZZO, 1995). Diante desta demanda em 1987, com a criação da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e do Instituto Brasileiro de Franchising, os acordos entre franqueador e franqueados passaram a ser formalizados por meio de contratos de franquias (CHERTO; RIZZO, 1995). 
A formalização desses acordos se tornou depois obrigatória com a publicação da Lei 8.955/94, que regula o setor até dias atuais. 
De acordo com SEBRAE, 2005; ABF, 2012, Hoje o sistema de franquias no Brasil alcançou posição de destaque, sendo percebido como uma modalidade consolidada e bem-sucedida de geração de novos negócios, de expansão de empreendimentos, especialmente para micros, pequenas e médias empresas com capacidade de investimento reduzida.
2.2 LEGISLAÇÃO:
A Lei de Franquias nº 8955/94 foi promulgada em 1994, dispõe sobre o contrato de franquia empresarial (franchising) e dá outras providencias. De certa forma que cada artigo tem uma função, vejamos o que cada um pode instruir. 
Começando pelo Art. 2º que traz o Conceito Legal de franquia empresarial Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos ou serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvido ou detido pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício.
Já o Art. 3 trata do COF Circular de Oferta de Franquia: é o documento pelo qual o franqueador transmite ao franqueado informações jurídicas, econômicas e financeiras relacionadas ao empreendimento. Sem sombra de dúvida, é o instrumento mais importante na relação entre franqueador e franqueado. As regras a respeito da COF são tratadas entre os artigos 3º e 7º que pode ser feita uma análise detalhada de suas principais informações a respeito de uma Segurança Jurídica e Econômica nos seguintes incisos I, II, III e XIII do artigo terceiro, por meio dessas informações referidas nos incisos   o interessado no negócio poderá sanar essas e outras dúvidas relativas à segurança jurídica e a solidez econômica da marca. 
Os incisos IV, V, VI e XII esclarecem quais apontamentos mínimos relacionados ao funcionamento da franquia deverão constar na COF. Eles dizem respeito ao modelo de negócio, às competências a serem atendidas pelo franqueado e ao suporte oferecido pela rede. 
Por fim, o inciso XV do artigo terceiro e o artigo quarto e seu parágrafo único estabelecem as regras relacionadas ao contrato de adesão em si. De que forma ele deverá ser apresentado aos interessados, Quais as consequências que podem acarretar no caso do descumprimento das normas, Tudo isso deverá estar claro no instrumento. Caso contrário, ele poderá ser anulado, brigando a franqueado a devolver eventuais valores recebidos. O artigo sétimo prevê a equiparação da sanção em caso de uso de informações falsas.
2.3 CLASSIFICAÇÃO:
MARTINS, 1998 descreve que o contrato de franquia é bilateral, consensual, oneroso, empresarial, de execução continuada, internacional ou nacional, híbrido e complexo, de prestações recíprocas.
Bilateral Significa dizer que ambas as partes tem obrigações, franqueador e franqueado. Consensual, pois se aperfeiçoa o contrato pelo simples consentimento das partes. É típico porque está regulamentado pela lei 9.855/94. De Execução Continuada, o contrato de franquia é de duração, as prestações se realizam de forma continua e permanente. Híbrido é formado por elementos de outros contratos, como o de fornecimento, de concessão, de prestação de serviços. Formal, pois se submete a formas precisas e exigidas em lei. Empresarial o contrato de franquia é empresarial porque é estabelecido entre dois empresários. Comutativo contrato em que as prestações de ambas as