Direitos Humanos PMBA - Curso Preparatorio para Concurso
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Profº Ne uton V asc onc el os Jr.
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N OÇ ÕE S DE DIRE ITOS HU MAN OS
1. I NTRO D UÇ ÃO
Reflexões sobre pol íc ia e direit os humanos .
A s Barrei ras c aem co m apenas um pensamento: EU P OSSO!
2. TEO RIA G ER AL D OS DIR EI TOS H UM AN OS
2.1 Concei to
O Direito Hum ano é c onc eituado c omo um c onj unt o de direitos i nerentes à dignidade da pes s oa humana,
por meio da limi t aç ão do arb ítrio do Estado e do est ab elec imento da igualdade c omo o as pec t o c entral das
rel ações s oc i ais .
A ess ênc ia do c onceit o de Direitos Humanos é a prot eç ão aos direit os mais import ant es das pessoas,
notadamente, a dignidade da pess oa humana. Mas o que é digni dade?
Podemos diz er que dignidade é res peit ar, trat ar c om igualdade, independente das cond ões s oc iais,
c ult urais ou econômi c as.
Falando da t erminologia, o t erm o que s e des t ac ou foi di reitos huma nos , mas ex is tem vários outros
t erm os que podem s er usados c om o s i nim os: “direit os fundamentais ”, liberdades públ ic as”, “direi t os da
pes s oa humana, “di rei t os do homem ”, “direi t os da pes s oa”, “di rei t os individuais ”, “direit os fundament ais da
pes s oa humana, “direit os públ ic os s ubjetivos ”.
Teremos o c uidado de faz er algumas c onsideraç ões relevantes
Di rei tos Huma nos é diferente de Direi tos Fundame nta s é diferent e de Direi tos do Home m
A dis t inç ão ent re os dois t erm os o es em s eu c onteúdo , m as na forma de pos itiv ão.
Faci lit ando o entendi ment o:
Direit os Humanos : s ão aqueles di reit os ac eit os de forma univers al pela ordem
i nterna ciona l.
Direit os F undamentais : c ons i derados assim t odos os direit os posit ivados na ordem i n te rna
de determinado Es t ado.
Ce ntra li da de dos Di reitos Hu ma nos, s eria i mpos s ível um ordenam ent o jurídic o c onceber
em um Est ado democ t ic o de direi t o, c omo é o c as o do nos s o ps , s em t ut el ar vá rios
direitos e garanti as que prot ejam a dignidade da pes s oa. Podem os afi rmar que, os direit os
humanos s ão matéria m edular, por s er indis pens ável na garantia dos direitos das pessoas e
na l imit ão da at uaç ão do E st ado, evit ando injus tiças .
Al guns dout rinadores afi rmam que a expres s ão Di re i tos Humanos é um ple ona sm o. E m
regra, não podemos falar de “di rei t os” para nenhum outro s er que não s eja hum ano, por out ra
ve rtent e podemos c ons i derar os animais e as c ois as c omo ob j et os de direito. E ntão, falar em
direitos humanos s eria falar a m esma c oisa duas vez es , entret ant o es s a t erminologia reforça a
import ância de reafirmar que os comportamentos defendidos devem valer pa ra todos os
indivíduos em raz ão da sua c ondiç ão humana.
2.2 Estrutura Norma ti va
Os direit os humanos pos s uem uma es t rut ura normat iva ab ert a.
Para ent ender a est rutura normativa abert a prec is am os lembrar que as norm as jurídic as s ão formadas
por regras e princ ípios .
Re gra : Estab elece uma s it uaç ão f át ic a que s e oc orrer, exis ti uma c onsequênc ia j urídic a. Ex emplo:
Se uma pess oa violar a honra de o utra pes s oa(fat o), s erá res pons abiliz ado pelas eventuais
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repar ões por danos morais ou/ e matérias c aus ados à pes s oa cuja a honra foi violada,
(consequência jurídic a).
Pri ncí pi os: Seriam os ma ndame ntos de aprim orame nto”, c onst it uem uma es c i e de norm as que
deverão s er ob s ervadas na maior m edida do pos s ível .
Troc ando em m iúdos , prevê a rt. 5º, LXXVI II, da CF, que a t odos s erá as s egurada a razoável du raç ão
do proc ess o. Ess e é um princ ípio! o há aqui definiç ão de até quanto t empo s erá c onsiderado c omo
duração raz vel para s e ult rapass ado ess e praz o, aplic ar a c ons eqnc i a jurídic a di ret ament e. o é
pos s ível diz er, de ant emão, s e um, cinc o ou 10 anos é um praz o razoável . O objet ivo aqui é nort ear as
ações para que na melhor form a do poss ível s ejam s at is fatórios para às partes o t empo de duração do
proc ess o.
As regra s, por s ua vez , s ão aplic adas a part i r da t éc nic a da s ubs unç ão, ou s eja, s e oc orrer a s it uação
de fat o ha verá a i nci ncia da c ons equênc ia jurídic a previs t a. Ou a regra aplic a -se àquela s it uaç ão ou
o s e apli c a (téc nic a do “tudo ou nada”). Para os princí pi os, ao c ontrário, a aplic aç ão press upõe o
uso da t éc nic a de ponderação de int eres s es , pois a depender da s it uação fáti c a ass egura -se c om
maior, ou menor, amplit ude o princípi o.
Ness e s ent ido, a Estrutura Norma ti va dos Dire i tos Huma nos pos s ui norm atividade ab ert a, c om
maior i nc idênci a de princ ípios do que de regras .
REGRA
PRINCÌPI OS
Mandados de det erm inaç ão
Mandados de otim iz ação
Aplic ada por s ubsunç ão
Aplic ado pode ponder ão de int eress es
Téc nic a de” t udo ou nada
Téc nic a do “m ais ou m enos”
2.3 Cl a ssi fica çã o dos Dire i tos Huma n os
Segundo a dout rina, a c lass ific ão dos Direitos Humanos t raduz c omo s e deu a aplic ão des s es
direitos ao l ongo do t empo. É t ambém, port ant o, reflete uma anális e hist óri c a da m atéria. P ara a noss a
pro va vamos abordar a t em átic a a part i r de duas vis ões: a de Georg Jelli nek e a ex plic it ada no c as o
th.
Te oria dos sta tus de Jelli ne k
A t eoria de Jel linek rel ac iona o homem e o E st ado. A part i r dess a rel ação é poss ível alc ançar quat ro
res ultados : s ujeiç ão, defes a, prest acional e part icipativo. De form a objet iva:
Sta tus Subje ctioni s: rel aç ão na qual a pess oa enc ontra-s e em est ado de s ujeiç ão em relaç ão ao
Estado.
Sta tus Ne ga tivus: relaç ão na qual a pes s oa detém t ão s oment e a prerrogati va de exigir uma
abs t enç ão do Es t ado.
Sta tus Posi tivus: relação na qual a pess oa tem a pos s i bi lidade de ex igir prest ões do Es t ado.
Sta tus Ativus: rel aç ão na qual a pes s oa poderá partic ipar na formação da vontade do Es t ado
Obs ervando os quat ro s t atus que acabamos de mos t rar, é pos s ível traç ar uma c lass i fic aç ão dos
direitos humanos em:
a) Di reitos hum anos de de fe sa
Busc a defender direit os e liberdades, ex ige um a abs t enç ão es t at al. Direi t os negat ivos
b) Di reitos hum anos pre sta cionais
Promove os direit os de i gualdade, exi ge que o Est ado atue. Direit os posit i vos.
c) Direi tos hum anos de pa rti ci pa çã o
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Permit e a part ic ipaç ão do individuo na s oc iedade, ex ige ao mes m o t empo abstenção e prest aç ão
est at al. Direit o mis t o.
Cl a ssi fica çã o do Ca so Lüth
Tendo c omo base o julgamento do “Caso Lüth” pelo Tribunal Cons t it uc ional da Alemão. A part ir da
vis ão de Jel linek foram es t abelec i dos grupos de di rei t os , tendo em vis t a as pes s oas a serem
prot egidas . Trata-se de uma c lass i fic ão s ubj etiva, pois ao s ujeit o é dada a garant ia de abst enç ão, a
pos s ibil idade de bus c ar uma pres t aç ão e, t am m, de part ic ipar pol iti c amente. Aqui, nessa
c lass ific ação, faz -s e uma al is e objet iva. A idei a é t rans c ender a vis ão s ub jet iva da c lass ific aç ão de
Jelli nek , l evando em c ons ideraç ão a c olet ividade c omo um t udo. E m t al pers pectiva, entende-se que
t odos os direitos poss uem um vi és negativo e pos it ivo ao m esm o t empo. O que vari a é a c arga entre
uma e outra, de modo que os di rei t os dit os pres t ac ionais poss uem tão s oment e uma c arga
pres t acional mais s ignifi c at iva, ao pass o que os direit os negat ivos , poss uem uma c arga abs t enc ionis t a
mais i ntens a.
“E tu d o que ped i res em oraç ão, c rend o, RECEBEREIS. (Mateus 21:22)
3. PREC E DE NT ES HIS RIC OS, DIR EI TOS H UMA NI T ÁRI OS, LI GA D AS N AÇ Õ ES E
ORG A NI ZA ÇÃ O I NT E RN ACI O N AL D O TR AB AL HO ( OIT).
3.1 Contex t uali z aç ão históri c a dos direit os hum anos.
Cons t it ui a anális e dos principais eventos hist óri c os que, de algum modo, c ontribuíram para o
des envol vimento e para a afi rmaç ão dos Direit os Hum anos. Tais eventos , em regra est ão rel acionados
a:
At rocidades, guerras e s urtos de violênc ia;
Desc obertas c ient ífic as ou i nvenções t écnic as .
PERÍ ODO
OBS ERVAÇÕES
Período Ax ial
Marc a a passagem do pens amento filos ófic o, que pas s a a
s er c ent rado no s er humano, rec onhec endo que o homem é
o c entro das at enç ões.
Reino Davídic o, Democ rac ia At eniens e e
Repúbl ic a Romana
Cons t it uem formas pot ic as nas quais o poder políti c o
enc ont ra-s e s ubordinado à lei, s eja por interess e di vino
(Reino de Da vi), por i nteress e democ tic o (At enas ) ou pel a
est rutura s egment ada e organiz ada da s oc iedade (Rom a).
Baix a Idade M édia
Marc a a re ão de s etores da s oci edade c ontra a ret omada
do poder, ex i gindo o respeit o a di reitos de liberdade.
- Dec lar ão das Cortes de Les ão de 1188;
- Magna Carta de 1215
Séc ulo XVII
Marc a o renas ci mento de ideais republ ic anos e
democrátic os , c om des t aque para o s entimento de liberdade
e de res istência a governos absolut ist as :
- c riaç ão do habeas c orpus - 1679
- B ill Of Rights - 1689
Indepennc ia A meric ana e Revolução
Franc es a
Período que marc a o nasc i mento dos Di rei t os Humanos,
c om des pont amento da legitim idade democrát ic a, res guardo
aos direit os de c idadania e valoriz ão da dignidade.
- Dec laração de Independênci a dos E UA; - 1776
- Dec lar ão dos Direit os do Homem e do Cidadão. - 1789
Reconhecimento dos Direit os Hum anos
Soc ias e Ec onômic os
Marc a a re ão da c l as s e operári a e difusão do pens ament o
s oc ialista, que vi abiliz ou o reconhec im ento dos di rei t os
econômic os e s oc i ais c omo Direi t os Humanos .
Marc a o s urgimento do Direit o Humanit ário (Cruz V ermelha)