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protese sobre implante Capitulo3

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a mesa oclusal mais
estreita e as cúspides oclusais mais
baixas; 8b - Vista vestibular.
Figuras 9a - Vista anterior de três implantes no momento da instalação. Nota-se a
ligeira divergência vestíbulo-lingual benéfica. (Caso clínico do curso de Especializa-
ção em Implantodontia – EAP - Aorp); 9b - Desenho esquemático da inclinação
vestíbulo-lingual; 9c - Formação de um polígono a partir de três implantes.
Figura 10 - Situação crítica de reabilita-
ção posterior em elemento unitário. Po-
tencial de formação da força momento
nos sentidos tanto vestíbulo-lingual
quanto mesiodistal22.
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pontos de tensão, especialmente sobre o parafuso de re-
tenção, cuja função fica restrita a produzir um apertamento
final adequado entre o implante e o abutment.
A alta estabilidade mecânica obtida por este tipo de
conexão implante-abutment permite reproduzir, de uma
maneira mais próxima possível, as características naturais
inerentes à anatomia e à oclusão de um dente natural. Não
existe a necessidade de emprego de modificações oclusais
específicas da superfície oclusal, tampouco o uso obrigató-
rio de elementos unidos em polígono27.
Esta possibilidade de restaurações individuais permite
altura e inclinações cuspídeas naturais limitadas apenas
pelos determinantes mandibulares e alinhamento estético
(Figuras 12a e 12b).
O efeito da força-momento sobre o parafuso de re-
tenção é nulo, face à já citada sobreposição interna dos com-
ponentes.
Em caso de elemento unitário em região de canino, o
guia canino pode ser restabelecido sobre o implante, face
às características deste tipo de conexão.
Basicamente, seguindo o rigoroso critério de oclusão,
observam-se características comuns entre implantes de alta
estabilidade mecânica e dentes naturais27:
• Superfície oclusal com dimensões naturais ou próximas
destas.
• Contornos cuspídeos naturais que garantam contatos
oclusais estáticos dos tipos A, B e C.
• Cúspides com angulações normais, respeitando aos de-
terminantes da oclusão.
• Nenhum tipo de infra-oclusão.
• Possibilidade de guia canino.
• Próteses preferencialmente cimentadas, como em dentes
naturais.
MOLDAGEM EM PRÓTESE SOBREIMPLANTE
EM SEGMENTO POSTERIOR
A moldagem em prótese sobreimplante é o tipo de
moldagem mais precisa que existe, face aos elementos dispo-
níveis para este procedimento e pelo implante permanecer cli-
nicamente imóvel. A característica da passividade das sobre-
estruturas protéticas é influenciada sobremaneira por detalhes
envolvidos na moldagem e nos elementos a ela relacionados.
Existem dois tipos de moldagem na prótese sobre-
implante – preliminar e de trabalho. Na moldagem preli-
minar, transfere-se o posicionamento do implante ao mo-
delo de estudo por meio de transferentes indiretos. Estes
transferentes possuem o formato cônico, são expulsivos e
apresentam uma face biselada (Figuras 13a, 13b e 13c) o
que permite o seu correto posicionamento dentro da mol-
dagem após sua remoção da boca e da sua montagem jun-
to à réplica do implante.
Recomenda-se, antes de vazar o gesso pedra me-
lhorado, a colocação de silicone apropriado para con-
fecção da gengiva elástica, elemento este que facilita so-
bremaneira a visualização dos bordos do implante e a
remoção do transferente após sacar o modelo. Este mo-
delo preliminar tem funções importantes. Pode-se se-
lecionar o componente protético transmucoso adequa-
do (evitando a necessidade de manter em estoque estes
elementos), visualizar o espaço protético, confirmar o
tipo de prótese anteriormente planejado, servir de base
para união dos transferentes diretos em duralay (aten-
ção a este item!) e confecção de moldeira individual com
alívio adequado e uniforme do material de moldagem.
Figura 11a - Componente SynOcta (Straumann CO) para prótese parafusada em posi-
ção; 11b - Vista esquemática deste componente. Nota-se a inclinação do Cone-Morse.
Figuras 12a - Vista vestibular de prótese unitária sobreimplante (elemento 26);
12b - Vista oclusal – Nota-se a morfologia oclusal muito próxima daquela apresen-
tada por um dente natural, resultado este possível face à estabilidade deste tipo de
interface implante-abutment. (TPD Daniela Moro)
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Figuras 13a - Transferentes indiretos
posicionados sobre a cabeça do implan-
te; 13b - Radiografia periapical mos-
trando desadaptação de um dos transfe-
rentes; 13c - Radiografia periapical
mostrando os transferentes adaptados
corretamete. (Caso clínico do curso de
Aperfeiçoamento Profissional em Reabi-
litação Oral - Aorp)
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MATERIAIS DE MOLDAGEM – CARACTERÍSTICAS
DE INTERESSE CLÍNICO
Até hoje, nenhum material de moldagem foi consi-
derado completamente acurado23,2,10,16,15. Existem quatro ca-
tegorias de material de moldagem elástico – polissulfeto,
silicona de condensação, silicona de adição e poliéter – dis-
poníveis para os procedimentos de moldagem em prótese
sobreimplante. O conhecimento de duas propriedades es-
pecíficas dos materiais de moldagem – quantidade de de-
formação permanente e alterações dimensionais são fun-
damentais para a execução clínica da prótese sobreimplan-
te e a obtenção de fundições de estruturas passivas19.
DEFORMAÇÃO PERMANENTE
A Tabela 2 aponta para uma deformação perma-
nente de 3% para os materiais a base de polissulfeto e
de 0,07% para a silicona de adição13,26,8. Esta proprieda-
de é muito importante em prótese sobreimplante, pois
um índice de 60% de deformação pode ocorrer quando
uma moldagem elastomérica é removida de estruturas
que tenham retenções de 1 mm de altura e profundida-
de14. O material se distorce e se afasta da retenção, mas
pode não retornar a sua posição original próximo ao
pino do transferente indireto. Os transferentes indire-
tos permanecem na boca após a remoção da moldagem,
e são repostos na moldagem após conectá-los aos res-
pectivos análogos dos implantes. Desta forma, o orifí-
cio receptor para o conjunto transferente indireto-aná-
logo do implante pode ser maior que a dimensão origi-
nal, gerando um fator de erro no posicionamento da
réplica neste modelo inicial. Além disso, a possibilidade
da presença de bolhas no interior deste orifício e a vibra-
ção ao vazar o gesso podem influenciar sobremaneira na
obtenção de um modelo que reproduza fielmente a po-
sição do implante. Justifica-se, nesta propriedade, a ne-
cessidade de um refino com a moldagem de trabalho,
empregando transferentes diretos e sacando-os junto
com a moldagem. Estes permanecem em posição até a
obtenção do modelo de trabalho, eliminando assim, dois
fatores que podem influenciar na alteração do correto
posicionamento do implante5,1,4,6,11.
A técnica para esta segunda moldagem, conforme
será descrito logo abaixo, permite a união destes transfe-
rentes com resina acrílica do tipo duralay ou pattern resin.
Esta união, teoricamente, reforçaria a imobilização dos
transferentes diretos. Porém, deve-se prestar atenção para
que a contração da resina não faça com que os implantes
ou os componentes se movam tanto na boca quanto no in-
terior do material de moldagem antes de se vazar o gesso.
ALTERAÇÕES DIMENSIONAIS
Todos os materiais elásticos para moldagem se con-
traem uma vez removidos da boca e este índice de contra-
ção não é uniforme. Como aproximadamente metade da
contração ocorre durante a primeira hora após a remoção
da boca, como regra geral, deve-se procurar vazar as mol-
dagens logo de imediato. A exceção a esta regra são as sili-
conas de adição, muito estáveis, não apresentando altera-
ções dimensionais por vários meses9 . Em relação ao polié-
ter, convém lembrar que são hidrófilos e não devem ser ar-
mazenados neste meio. O estudo da tabela mostra